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De Algum Modo…

terça-feira, 29 de janeiro de 2013.

De algum modo, por pior que estejamos, sobrevivemos...

De algum modo, criamos forças e atravessamos nossas crises; as vencemos, tornamo-las lembranças e criamos referências...

De algum modo, uma força inexplicável toma conta de nós e faz com andemos com os olhos em linha reta, vislumbrando um horizonte de esperança. Não abaixamos nossas cabeças para olhar o chão que pisamos... Apenas seguimos em frente...

De algum modo a vida se encarrega de acertar as arestas e nos colocar onde devemos estar... Nestes momentos, mesmo cegos, somos simplesmente guiados...

De algum modo, o passado passa... As lembranças não causam mais sofrimentos e até nos trazem algum alento...

De algum modo transformamos as cinzas e nos reconstruímos, porque precisamos continuar... Mais fortes e crentes de que algo maior (e melhor) nos fora reservado.

Talvez não precisemos de explicações para tudo, porque simplesmente não há! Precisamos, sim, de serenidade e humildade para compreender de que o pouco que sabemos já nos é suficiente para prosseguir...

De algum modo, um dia, todos nós viraremos cinzas, pó, grão ou que for...

As palavras se tornam desnecessárias... As silenciosas preces bastam!

Jackie Freitas

O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.

(Friedrich Nietzsche)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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O Amor e suas Dores

segunda-feira, 13 de agosto de 2012.

Outro dia, assistindo um filme, vi uma cena onde o protagonista dizia que o amor dele era tanto que chegava a doer... No final ele chegou à conclusão de que o amor não deveria causar nenhum tipo de dor, portanto, o dele estava errado...

É certo que buscamos no amor algum tipo de conforto pra alma, recompensas, justificativas e vários sentidos para a vida; mas sabemos que não caminhamos o tempo inteiro sob o céu de brigadeiro... Encontramos tempestades, nuvens escuras e vendavais. E, mesmo o amor verdadeiro, construído em bases sólidas, capaz de resistir a tudo, não está imune às diversas provações da vida.

Quando falamos em sentimentos, tratamos de algo delicado, frágil e sujeito, sim, às dores, sofrimentos e decepções. Falamos de pessoas que, embora queiram caminhar lado a lado, são diferentes umas das outras e com concepções, também, diferentes sobre o amor e até mesmo da vida.

Pensar na unidade dos sentimentos, mesmo que ideologicamente correto, nos leva a uma espécie de egoísmo, pois queremos o que é confortável e seguro para nós e aí julgamos que os nossos anseios são adequados ao outro também. Queremos muito e de preferência com poucos esforços! Queremos do outro, às vezes, mais do que ele pode nos oferecer ou queremos, então, doar mais do que nossas condições permitem.

Encontrar essa sintonia ou a medida exata para equilibrar os sentimentos e dar o real sentido ao amor é uma busca que fazemos por toda uma vida e nem sempre encontramos. Por isso, acredito, não há a felicidade plena ou a total realização quando se trata do amor. Há sempre algo mais que achamos que poderíamos oferecer e há sempre algo a menos que achamos ter recebido.

Complexo? Muito! Os sentimentos oscilam e com eles as nossas necessidades e ideais. Não há como exigir apenas do amor algo que devemos conquistar diariamente. Não dá para colocar toda a responsabilidade no bravo e heroico amor!

A meu ver, não há como entregar-se totalmente ao amor se tivermos lacunas mal preenchidas em nosso dia-a-dia e se não lutarmos pelas muitas realizações que almejamos. O amor é um sentimento primordial, sem dúvida, mas ele não se alimenta sozinho! Ele não se sustenta através de ideais ou sonhos. Mesmo que ele chegue “pronto”, ainda assim precisa de cuidados, de reparos e da construção conjunta. Tudo isso levando em consideração as diferenças e divergências, pois são elas que permitem o equilíbrio saudável às duas partes. Se for bom para um deve ser bom ao outro e se houver dores é porque chegou o momento de ajustes e avaliações. Às vezes as avaliações não levam aos ajustes e sim à certeza de que estamos na bifurcação onde as decisões precisam ser tomadas, nos levando a caminhos diferentes (separação). Ou, elas podem nos fazer percorrer o caminho de volta para verificarmos que muitas tempestades foram superadas, juntos, e que vale a pena prosseguir nessa intrigante investigação!

Há dores no amor! Há muitas! Mas há prazeres, recompensas e, o mais importante, um acolhimento companheiro que nos fortalece para muitas lutas! O remédio para as dores do amor é o amor genuíno e puro, aquele que já nasce dentro de nós, sem dependências ou expectativas. O amor que é amor pela própria existência e que se repercute por onde passamos. Amor pela vida e que nos prepara pacientemente para o amor compartilhado. Só oferecemos ao outro o nosso verdadeiro amor quando nos amamos sem medos e hesitações. Não descobrimos o amor próprio através do amor que o outro possa nos proporcionar e é esse o grande erro de muitos amores... Talvez seja por isso que alguns causem tantas dores!

A dor pode ser vista como um ônus da vida (e talvez seja mesmo), mas se olharmos por outro ângulo, ela pode apenas ser um pedido de auxílio para alguma cura. E nem sempre as curas estão prescritas nas receitas médicas! Elas estão em nós, em nossa consciência e em outro sentimento esquecido ou adormecido: o amor próprio!

Jackie Freitas

“Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.”

(Martha Medeiros)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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O Tempo e suas Bênçãos

domingo, 5 de agosto de 2012.

Queridos Leitores,

Este é um momento particular que compartilho com todos vocês. Perdoem-me por utilizar este meio para demonstrar toda a felicidade e emoção que sinto, mas estou em casa e muito à vontade para dizer-lhes que a minha primogênita completou os seus dezoito anos!

Uma vez li um texto muito bonito, recebido por e-mail e publicado aqui no blog. Há um trecho dele que gosto muito e com o qual irei começar minha mensagem: “... que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Não tenho certeza se fui (ou sou) uma boa mãe. Aliás, dizem que ser mãe é viver eternamente com o peso da culpa de achar que nunca se é boa o suficiente ou de que tenha feito as coisas certas... Espero que eu tenha dito muitos “eu te amo” à minha filha e espero, mais ainda, que ela, apesar dos pesares, tenha se sentido muito amada...

Ser mãe nunca foi o meu principal sonho, mas acredito que o momento tenha chegado à hora que eu precisava. Não é uma escola fácil e de matérias decoráveis, pois cada momento é um aprendizado que se renova constantemente. Nenhuma mulher nasce pronta para a maternidade, mesmo quando ela acha que esse é o seu destino. Há desafios, trabalho árduo, dias e noites de atenção, preocupações, lágrimas e até sofrimentos... Mas há também muitas recompensas! Recompensas que não podem ser mensuradas e nem descritas, porque os momentos mais simples, despercebidos aos olhos dos outros, simbolizam as realizações maternas.

Quando somos jovens, queremos que o tempo corra... Pedimos velocidade, intensidade, voracidade... Idade! O tempo é obediente e nos concede essa velocidade. Enquanto minha filha pedia urgência para que ele corresse e lhe presenteasse com os seus dezoito anos, eu pedia generosidade para que pudesse estar aqui, desfrutando ao lado dela, esta data. E, como sempre digo, sou tão abençoada, que ele me concedeu esta dádiva!

Sempre pensei que cada um de nós tem algo a contribuir com o mundo, à vida e às pessoas. Procurei não criar filhos para mim apenas, mas pessoas boas para um novo mundo e, quando vejo a minha filha, tenho certeza de que estou, ao meu modo, contribuindo com um futuro melhor. Mesmo que eu tenha cometido inúmeros erros, de algum modo o tempo me foi generoso (novamente) para que eu os reparasse através da minha filha... Meu legado!

Hoje, devo dizer que ela não precisa saber que a amo muito. Quero apenas que ela busque e encontre nos pequenos momentos que vivemos, toda a imensidão do meu amor. Gostaria de agradecê-la por ter me proporcionado tanto aprendizado e me permitido as maiores descobertas da vida. Pedir-lhe perdão pelos muitos “não” que eu disse e pelos que ainda direi. Um dia você saberá que muitos dos “não” foram provas de amor que te dei. Perdão, também, pela impaciência e pelos relapsos. Lembre-se que também precisei me adaptar e aprender com você!

Dizem que os filhos não vêm com manual de instruções, mas no seu caso, não precisei de muito para lidar com você... Acho até que você teve muito mais técnica para me conhecer do que eu a você! E esta é mais uma prova do quanto sou abençoada, pois você sempre soube quem eu sou sem nunca precisar me cobrar ou julgar... Obrigada, filha!

O tempo é generoso... O tempo, mesmo passando rápido, nos concede muitas bênçãos e é por isso que precisamos estar sempre atentos a cada momento, extraindo o máximo de aprendizado que pudermos! O tempo me foi generoso demais... Dezoito anos de sua vida dedicados ao meu aprendizado. Dezoito anos de bênçãos, felicidades e recompensas...

Espero que o seu tempo seja assim, como o meu! Que ele te permita experiências maravilhosas e que te faça cada dia mais uma pessoa melhor... Que você o use com muita sabedoria e não tema as suas escolhas. Lembre-se que errando ou acertando, ele (o tempo) te dará chances de rever seus caminhos e respeitará as suas decisões. Seja forte, mesmo quando precisar demonstrar fraqueza. Seja o que quiser, mas seja sempre VOCÊ! Viva por você e não pelos outros! Não importa quantas quedas você sofra, levante-se sempre com a cabeça erguida! Há muito caminho pela frente e uma vida inteira de descobertas!

Estarei aqui, meu amor, assistindo às suas realizações e pronta para exercer o papel que você me deu: o de mãe! Estarei aqui, agradecendo ao tempo, à vida e a Deus pela bênção de tê-la como filha.

Parabéns a você, nesta e em todas as datas... Muitas felicidades e muitos anos de vida, porque o tempo continuará nos concedendo este presente!

Amo você! Saiba e sinta-se sempre amada!

Jackie Freitas

Finalizo com esta música… A nossa música!

Parabéns, minha filha!

 

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A Corrente do Bem

domingo, 3 de junho de 2012.

Os meus filhos passaram pela experiência da “Corrente do Bem”. Proposta pela escola em que estudam, vivenciaram uma semana de prática e recebimento do bem, percebendo, desta forma, os seus reflexos... Reflexos que puderam ser sentidos, inclusive, por todos nós que estamos diariamente com eles.

Essa experiência, com toda a sua simplicidade e princípios tão básicos, porém, de extrema importância; fez com que eu retomasse a velha e boa reflexão sobre a origem do bem.

Pensamos muito, e às vezes de forma equivocada, em como podemos ajudar ao próximo e, assim, modificar o mundo. Pensamos com exaustão num modo de promover o bem para que nossas ações sirvam de exemplo e inspiração às outras pessoas. Entretanto, numa simples lição de casa é possível identificar o bem em sua essência e compreender que não há fórmulas mágicas ou impossíveis para que seus efeitos sejam positivos e corram numa velocidade surpreendente...

Já conversamos aqui sobre a “gentileza que gera gentileza” ou o “fazer o bem sem olhar a quem”, mas todo esse discurso jamais terá sentido se não enxergarmos profundamente onde ele começa. E o seu começo foi exposto por dois pequenos meninos (meus filhos)!

Quando escuto alguém dizer que é preciso apenas uma semente para que se plante e colha o bem, vejo, através de meus filhos, toda a veracidade deste conceito! Vejo neles e em todas as outras crianças a possibilidade de reversão das simples ações em grandes benefícios, cujo princípio se dá através da gentileza, carinho, atenção e respeito para com o próximo... Ações que certamente agem positivamente não apenas em quem as recebe, mas também (e talvez principalmente) em quem as promove.

Chega ser assustador quando constatamos que não é necessário ir tão longe para buscar maneiras de demonstrar os efeitos do bem. Não estamos distantes dessa conquista! Ao contrário dos cientistas que estudam anos e testam incansavelmente em laboratórios alternativas para a cura de doenças que parecem incuráveis, temos em nós mesmos a chance de promover e perpetuar o bem. Talvez seja esse o elemento fundamental para disseminar não a cura em si, mas a prevenção de muitas doenças. E a cura pode ser apenas uma consequência...

Enxergar em duas crianças a felicidade e o prazer pela prática do bem me faz querer voltar à escola... Faz com que me sinta pequena diante de tanta nobreza, pura e despretensiosa, porém verdadeira; onde o mundo é exatamente como deveria ser para todos: bom e comum, com direitos e igualdades, sem discriminações ou privilégios. Simplesmente porque as crianças compreendem com naturalidade as razões que nos unem, sem exclusões ou diferenças, quebrando as correntes do egoísmo e, em seu lugar, proclamando o bem puro e simples!

Talvez todos nós devêssemos retomar esse aprendizado e deixar que a essência natural que um dia tivemos, aflore novamente. Talvez devêssemos olhar mais as crianças e torná-las nossos mestres. Talvez devêssemos olhar para o mundo de modo mais simples e menos egoísta. Se quisermos que o bem se espalhe, comecemos modestamente, olhando aqueles que estão perto de nós... E estes, olhando os outros... E os outros olhando outros, até que o bem chegue novamente a nós...

Acredito nesta força e tenho certeza que ela não pode se romper se mantivermos unidos os mesmo ideais.

Não me preocupa mais as curas, pois vejo que o futuro nos promete algo maior! As crianças de hoje podem e serão os benfeitores deste mundo. Não me preocupa mais a velhice, pois sei que encontrarei uma ou várias pessoas arrumando com bondade e carinho o meu repouso... Dormirei feliz sabendo que o mundo estará em boas mãos!

Jackie Freitas

Dedico este texto, com louvor e agradecimento, à escola e aos educadores dos meus filhos. Vocês regaram duas lindas sementes e os seus frutos já se espalharam...

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Liberdade: Direito ou Escolha?

segunda-feira, 21 de maio de 2012.

Este texto é para todos aqueles que, de alguma forma, vivem inseguros e com medo, presos em algum tipo de relacionamento que impede a manifestação e exercício da liberdade.

Lembro que quando era pequena, queria poder fazer tudo o que tivesse vontade... Lembro-me ainda do meu pai dizendo: “liberdade se conquista!”...

Pois bem; após todos esses anos de experiência e inquietações, vou discordar de meu pai. Liberdade não se conquista, ela é um direito nato de todos os seres (humano ou animal) e ninguém tem o direito de limitá-la ou tirá-la  como se fosse peça disponível em tabuleiro, pronta para atender às jogadas dos outros... Do mesmo modo, nós também não temos o direito de comprometê-la ou colocá-la em risco.

Liberdade é o nosso direito de ir e vir, pensar e agir, de manifestar nossos sentimentos, aceitar ou recusar... Liberdade é poder usar do livre arbítrio para fazer escolhas e tomar decisões... Liberdade é a mais pura manifestação da vida e dos seus direitos!

Muitas pessoas não têm ideia do verdadeiro significado e o que representa a liberdade. Vivem aprisionadas e em servidão, dependentes e se curvando diante de outras pessoas como se as vontades e necessidades alheias fossem mais importantes e urgentes do que as suas próprias. Talvez, embasadas nesse conceito da conquista da liberdade, passem anos de suas vidas aguardando comandos e consentimentos para desfrutarem daquilo que já lhes pertence naturalmente.

Os maiores exemplos de cárcere e cerceamento da liberdade estão representados nos relacionamentos. Pessoal, afetivo ou profissional, são eles que turvam as visões... São eles que impedem o pleno exercício dos direitos ligados à liberdade e tornam as pessoas impotentes diante de suas próprias vontades e vidas.

A mensagem que gostaria de passar é que somos donos de nossa vida e a liberdade está diretamente ligada a isso! Tomamos nossas decisões e fazemos nossas escolhas. Por mais que nos sintamos escravizados por algo (ou alguém), cabe a nós a decisão de continuar aprisionados, vivendo de modo oposto ao que gostaríamos; ou de decretarmos liberdade e buscar a paz e tranquilidade que a vida merece.

Não há trabalho, amizade ou afeto que justifique a infelicidade. Só podemos oferecer o nosso melhor aos outros, principalmente àqueles que amamos se encontrarmos satisfação naquilo que fazemos e no modo como vivemos. Pode parecer difícil sair de determinados relacionamentos, mas, acredite, é possível!

Precisamos sempre avaliar se não estamos acomodados e fazendo papel de vítimas, se não estamos tirando de nós mesmos esse direito fundamental à existência. Liberdade não tem preço!

Há muitas promessas neste mundo; algumas delas tentadoras e irrecusáveis, mas avalie bem se elas garantirão o seu direito de liberdade. Nas convenções sociais, dizem que o nosso direito começa onde termina o do outro; entretanto quero alertá-lo de que os direitos devem ser iguais a todos e não importa onde eles começam ou terminam. Devem ser respeitados e, sobretudo, manter a paz individual e coletiva. Só entenderemos tal convenção quando aprendermos a respeitar e lutar pelos nossos direitos! Quando nos conscientizarmos que temos valores como os outros e que somos livres para viver do modo como queremos.

Não podemos viver condicionados às vontades alheias, principalmente se elas interferirem no modo de vida que merecemos. Não podemos aceitar barganhas, acreditando que elas nos trarão algo maior, fazendo com que sacrifiquemos nossos pequenos prazeres.

A vida é preciosa demais e passa num piscar de olhos! Por isso o importante é vivermos com sabedoria, apreciando o que ela nos oferece e buscando valores que ninguém, exceto nós mesmos, poderia nos oferecer.

Liberdade é poder se permitir... É poder escolher...

Abrir mão de algo pode parecer sacrifício (e às vezes é mesmo!). Escolher entre um caminho ou outro exige força e coragem, mas se considerarmos o desprendimento daquilo que não nos faz bem e a liberdade como recompensa, terá valido a pena!

Jackie Freitas

“Estou firmemente convencido que só se perde a liberdade por culpa da própria fraqueza.”

(Mahatma Gandhi)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Agradecimentos Fraternos

terça-feira, 6 de dezembro de 2011.

A todos que fazem parte da minha vida ou que apenas passaram por ela; a todos que mantiveram os seus pensamentos elevados e preservaram a fé, a todos que não desistiram de suas lutas, que atravessaram desertos, venceram tormentas, curaram feridas profundas... A todos que enxergaram luz através de uma pequena fresta, que encontraram fôlego quando pareciam sufocar... Aos que prosseguiram na longa estrada, mesmo quando os passos se enfraqueciam; que morreram e renasceram...

A todos vocês, minha reverência e agradecimento!

Pessoas me inspiram e suas histórias são verdadeiras lições! Muitas vezes somos tomados pelo egocentrismo, acreditando sermos os maiores e únicos sofredores, quando na verdade somos iguais a todos! Todos passam por suas provações e cabe a cada um encontrar diferentes maneiras de superá-las.

Lembro que quando comecei a escrever, o que me movia era a crença de que o compartilhamento de experiências seria o grande elo que fortaleceria a todos, principalmente a mim mesma. Era uma forma de me enxergar caminhando em areias movediças, porém não sozinha!

Aprendemos muito com os outros quando saímos do nosso pequeno casulo e deixamos de ser o centro de nosso universo. Crescemos e incluímos ingredientes importantes que nos ajudam a superar nossos maiores medos e nos fazem perceber que somos parte de algo maior que, talvez, esteja muito além de nossa compreensão.

Os exemplos estão por todas as partes e são eles que nos mostram o quanto temos de riqueza e valor a contribuir uns com os outros e é por isso que agradeço a todos aqueles que de uma forma ou outra estiveram em minha vida. Agradecer é um ato supremo que representa humildade espiritual. É o momento em que vemos que não estamos sós neste mundo e que cada vida tem importante significado na construção de histórias que se entrelaçam e se encontram em determinados pontos...

Caminhamos ora calados, ora gritando, ora sofrendo, ora sorrindo... Mas caminhamos! E isso já justifica nosso agradecimento, pois não paramos um momento sequer nesse processo evolutivo (mesmo quando achamos que paramos). Estamos sempre em movimento e em busca de todas as verdades possíveis que nos levem a um lugar distante e mais próximo de nós mesmos! E são as pessoas que nos cercam, através de suas experiências e exemplos, que nos permitem enxergar quão grandiosos e ilimitados em força e coragem podemos ser. Obrigada a todos!

Sei que de alguma forma faço parte disso e, do meu modo, também contribuo, mas não quero perder em minha memória e nem deixar que o meu ego esqueça a bênção do agradecimento. Pelas coisas excepcionais ou pelas mais simples, agradeço! Por cada peça pacientemente integrada neste quebra-cabeça humano. Talvez estejamos tomando formas e conseguindo nos distinguir, mas ainda preservando nossas igualdades!

Quando comecei com este blog, minha frase motivadora e lema eram: “O importante não é a queda, mas como nos levantamos dela!”. Hoje, quero deixar aqui registrado a todos, juntamente com os meus agradecimentos, que não importa quantas vezes caímos nesta vida, sempre poderemos olhar para os lados (sem orgulho, arrogância ou vergonha) e encontrar mãos que nos levantarão. Mãos amigas, cujo interesse maior é ver-nos firmes e dispostos nos caminhos da vida. Mãos que um dia também espalmaram o chão em suas quedas e por isso sabem o valor da solidariedade, do levantar e prosseguir. Mãos como as minhas ou as suas... Mãos que constroem e representam o elo de irmãos... Símbolo maior de fraternidade e humanidade, que representa, entre tantas outras coisas, a nossa igualdade!

Jackie Freitas

Dedico este texto a todos que me acompanham, mas excepcionalmente a três pessoas queridas, que ultrapassaram as barreiras da amizade e moram eternamente em meu coração: Samanta Modesto, Eninha Campos e Herval Filho. Muito obrigada por estarem sempre ao meu lado e me mostrarem o verdadeiro valor e significado da palavra AMIZADE! Amo vocês!

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Onze de Setembro

terça-feira, 13 de setembro de 2011.

Onze de Setembro, há 10 anos, nunca mais foi o mesmo! E, na verdade, se considerarmos que nenhum dia é igual ao outro, desde sempre, onze de Setembro nunca foi o mesmo...

Para o mundo esse é um dia de relembrar uma tragédia, mas, para mim, é mais um daqueles dias especiais, de celebrações e agradecimentos... O mundo chora pelas perdas e eu o comemoro pelo nascimento, amor e vida!

Enquanto muitos ainda tentam vasculhar escombros e remexer em memórias dolorosas, eu agradeço pelo processo da vida: nascimento e morte, pois é assim que ela se constitui. Estamos longe de compreender a morte e acho que enquanto buscamos explicações para as perdas, deveríamos agradecer por tudo o que temos intacto... E esse é um caminho imenso que se desponta diante de nossos olhos, diariamente.

O meu onze de Setembro a cada ano se renova e me dá provas de que lágrimas de emoção são bem-vindas também! O meu onze de Setembro é marcado pelo nascimento do meu filho e é através dele que vejo todo o esplendor e promessa de uma vida nova.

Os mortos serão sempre lembrados e, certamente, deixarão saudades, mas a vida pujante se manifesta através do sorriso da minha criança. E é por ela que agradeço esse maravilhoso processo de reciclagem e renascimento.

Que todos possam enxergar em seus dias uma nova forma de olhar a vida, sem lastimarem aquilo que se foi ou se perdeu. Quando dizemos que “não há nada como um dia após o outro” é justamente porque cada dia pode ser diferente, marcado por acontecimentos novos e eles não precisam ser ruins ou tristes. Todos os dias vidas novas surgem e muitas delas capazes de transformarem outras vidas!

O meu onze de Setembro nunca mais foi o mesmo e nunca será! Ontem não foi como hoje e hoje não será igual amanhã... A vida está sempre em movimento, se renovando e reciclando... os dias nos trazem novas perspectivas e oportunidades. O Sol brilha sempre! Algumas vezes conseguimos enxergá-lo, outras não; mas devemos ter a certeza de que ele está lá. O importante é sabermos que há sempre algo novo acontecendo e nos dispormos a recebê-lo.

Os meus sentimentos para aqueles que têm neste dia as dores das perdas... Eu celebro a alegria do nascimento e testemunho a renovação da vida.

Acredito que se “O coração tem razões que a própria razão desconhece...”, a vida também tem as suas razões... E quem somos nós para questioná-las?

Jackie Freitas

GustavoEsse texto é dedicado ao meu filho Gustavo que completou os seus oito anos de vida no dia onze de Setembro! E, para mim, ele é o verdadeiro significado da palavra VIDA!

*Imagens retiradas do Google Imagens e arquivo pessoal

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Lar Itinerante

domingo, 24 de julho de 2011.

Eu adoro a minha casa, as minhas coisas, o meu canto... Cada peça representa um pouco de mim ou alguma passagem de minha história! Sinto-me segura e confortável em meu lar!

Nesses dias, em férias, longe da minha casa e dormindo numa cama que não é minha, percebi que apesar da enorme saudade que sinto, encontro-me bem e em paz! E isso pode ser traduzido de um modo muito simples: não são as coisas ou pertences materiais que compõem um lar, mas sim a presença das pessoas que nos acompanham e tornam nossos dias melhores! Com certeza se eu estivesse longe daqueles que amo, meus passos estariam voltados para outra direção, indicando como rumo um lar onde eles estivessem.

Quando dizem que nossa casa é onde estamos, é preciso fazer um pequeno adendo nessa afirmação. Na verdade nossa casa é onde nos sentimos amados, seguros e em paz. E essas coisas não são obtidas apenas nas paredes que nos cercam... Elas precisam estar revestidas com o calor daqueles que aquecem nossa alma e coração, que dão sentido real e abrangente ao significado de um lar. Apesar de sermos constituídos de matéria, somos movidos e guiados pelo amor e pela força dos sentimentos. São eles que nos colocam firmes diante da luta da vida, então, nesse caso, nosso lar é onde encontramos o aconchego dos sentimentos e estamos cercados de amor.

O meu lar pode ser itinerante. Ele não está fixado num ponto único! O meu lar acompanha o meu coração e é nele que está tudo o que preciso para viver. É curioso como a idade (ou maturidade) pode abrandar nosso olhar e nos fazer valorizar as coisas mais simples da vida. Antigamente eu era incapaz de compreender o significado da expressão “amor e uma cabana” (rs). De um modo mais duro, tentando ser realista demais, achava que apesar disso ser poeticamente lindo, não era prático e nem compatível com as nossas reais necessidades. Imagine! Amor e cabana apenas, não pagam contas, não geram sustentos, não trazem conforto... Talvez eu ainda não tivesse a noção do verdadeiro significado de lar e estivesse muito presa às questões materiais. Não estou, com isso, desconsiderando a importância que o trabalho e seus resultados trazem para essa vida que, infelizmente, ainda encontra no dinheiro recursos que proporcionam o conforto. Mesmo que a visão ainda seja poética, quero apenas destacar o quanto podemos nos desprender de tudo que nos liga somente à matéria e encontrar nos sentimentos uma estabilidade capaz de ancorar o coração.

Minha casa e meu endereço fixo estão a quilômetros de distância, mas o meu verdadeiro lar está ao meu lado, movendo-se comigo, desfrutando das alegrias e prazeres, vivendo momentos que dinheiro algum seria capaz de comprar. E é nele que resido neste momento!

Eu poderia estar agora numa cabana e ela também não seria o meu lar! O meu lar estaria presente e representado no amor e em toda a sua extensão, pois é ele que transforma qualquer cabana em um grande palácio... É ele que torna qualquer cantinho desse mundo habitável.

O meu lar são as pessoas que amo... Minha família... São elas que me ajudam a escrever a minha história e me fazem viva!

Estou em casa...

Jackie Freitas

"O exterior do lar de um homem pode parecer o seu castelo; por dentro é sempre seu berçário."

(Clare Boothe Luce)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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O que é Traição?

segunda-feira, 11 de julho de 2011.

Tenho lido ultimamente muitos textos sobre traição. Nada intencional ou proposital, garanto, mas vejo ótimas análises, sob diferentes pontos de vista a respeito de um tema polêmico e que assombra muitas pessoas. Resolvi, então, escrever a minha visão sobre o assunto.

Antes de qualquer coisa é preciso que saibamos separar o joio do trigo. O que é traição? Segundo o dicionário Aurélio, traição é ato ou efeito de trair, ou seja; enganar, ser infiel, desleal... E tem, também, “não cumprir”! OK, todos concordamos com os seus significados, mas eu quero me ater ao: não cumprir.

Normalmente, quando se pensa ou fala em traição, associa-se aos relacionamentos, principalmente nos que envolvem homens e mulheres. Namoro, noivado, casamento... O “não cumprir” representa o descumprimento de algum tipo de acordo que, no caso do casamento acaba sendo a violação dos “deveres” cíveis, morais e religiosos. Entretanto, há pontos aqui que gostaria de refletir.

Claro que não sou defensora da traição ou de traidores, mas acho que é preciso ter uma visão mais lúcida, menos hipócrita e menos possessiva sobre o assunto. A questão que desencadeia os fervorosos debates é que, ainda, a maioria não se conscientizou de que relacionamentos, independentes do nível, não caracterizam propriedade. O ato de relacionar-se com outrem não nos certificam posse ou uso! Essa é uma visão totalmente equivocada e egoísta que retarda a evolução da humanidade. Não quero dizer aqui que os relacionamentos devam se transformar na “Casa da mãe Joana” e que tudo deve ser aceitável. Claro que não! A análise que quero fazer envolve um estágio anterior a esse físico e tão materialista que cerca nossa sociedade. Pensemos como indivíduos, antes de tudo! Não da forma egoísta, onde o prazer ou desejo próprio estejam acima de qualquer coisa. Pensemos como seres que trabalham em prol de um crescimento e evolução individuais, independentes de qualquer ação ou vontade alheia, mas que contribuirão no coletivo!

A traição é um peso que deve ser carregado por quem traiu e nunca por quem foi traído! Há magoas? Sim, somos sensíveis, vulneráveis e quando nos entregamos num relacionamento queremos a fidelidade e segurança do compromisso firmado. Mas traição não pode simplesmente ser traduzida e limitada aos prazeres físicos ou ao sexo em si. Há diversos tipos de traição e que não estão apenas concentrados na relação homem e mulher. Quando alguém revela um segredo, por exemplo, que lhe foi confiado, cometeu uma traição! E por que isso seria menos condenável do que uma fraqueza sexual? A dor de ser traído deve consistir no fato do desrespeito ou na quebra da confiança depositada a uma aliança de sentimentos que consideramos puros e verdadeiros. Por isso é importante saber separar uma coisa da outra!

Quando olhamos ao outro como mera propriedade, estaremos fadados a cometer essa eterna distorção sobre o que seja traição e, pior, quando não temos claro dentro de nós o significado real da traição e o que ela envolve, nos tornamos vítimas de um sentimento que nos transforma em seres amargos e desconfiados para o resto da vida! Traição não está apenas associado ao sexo!

Outra questão para selar essa minha análise é: quem trai, sempre estará traindo a si mesmo e sendo desleal com as suas promessas, suas palavras e intenções... Mesmo que isso envolva os sentimentos ou sonhos de outras pessoas, o ato parte de um indivíduo que, como tal, tem poder sobre suas escolhas! Não nos cabe julgar ou querer castrar uma pessoa assim! Cabe-nos, também pelo poder de decisão e escolha, continuar ou não ao lado de alguém que nos foi desleal! Aceitar uma traição faz parte das muitas escolhas que fazemos na vida, então, é preciso estar preparado para as suas conseqüências. Muitos falarão sobre quando são traídos e não tomam conhecimento, ou seja, quando a mentira e omissão entram no jogo. Repito: quem deve conviver com o peso do ato traição é quem traiu e não quem foi traído!

Por mais que seja difícil sair desse cárcere de culpas e ressentimentos, recomendo que todos façam uma análise profunda sobre isso e que aprendam o que é de fato traição. Não se pode carregar por toda uma vida o medo de se investir num relacionamento pelo pavor da traição. Há pessoas e pessoas e nem todas agem da mesma forma! Somos seres individuais!!! Indivíduos! Temos nossas responsabilidades e é por nossos atos que respondemos, não pelos dos outros! Privar-se de uma vida que pode trazer inúmeras surpresas, por conceitos ou experiências negativas, retarda o processo de crescimento! Quando alguém “não cumpre” com o prometido, perdemos a confiança. E uma relação cujas bases não sejam a confiança, certamente estará comprometida. Por isso, avalie bem e decida o que é melhor para você: conviver com o peso da traição de alguém a quem você não tem o menor poder sobre seus atos ou conviver traindo e ferindo os seus próprios princípios? Como escrevi inicialmente, traição é um peso de quem trai a si mesmo. Se alguém opta em fazer parte desse tipo de traição, então estará sendo tão responsável e traidor quanto o outro!

Enquanto as pessoas não souberem separar o físico e material do espiritual, certamente viverão perambulando no limbo de suas fraquezas. O nível mais elevado da traição é aquele que nos obriga ir contra a saúde espiritual da vida. É quando optamos pela dor e pela cegueira de uma visão mais apurada sobre o nosso propósito de vida. Não se engane! Não se traia! Veja a vida num plano maior e não se limite aos atos alheios! Cada um é responsável por suas escolhas e é assim que nos tornamos donos de nosso destino!

Jackie Freitas

“As pessoas são responsáveis e inocentes em relação ao que acontece com elas, sendo autoras de boa parte de suas escolhas e omissões.”

(Lya Luft)

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Eu Preciso Dizer que Te Amo!

domingo, 29 de maio de 2011.

Antes que o tempo acabe e os arrependimentos cheguem, há muitas coisas que podemos fazer e dizer...

Passamos horas absorvidos em problemas, muito mais dos outros (trabalho) do que nossos; envolvidos em buscas de soluções, desgastados por cobranças, competindo em um mundo onde, todos os dias, são eleitos campeões e líderes... Tudo é cíclico, passageiro e mutável.

Mas temos, em nosso próprio mundo, razões importantes para celebrarmos nossas próprias conquistas e bênçãos. As deixamos de lado porque acreditamos que poderemos compensar essas falhas e recuperar esses momentos tão valorosos de nossas vidas! Um pequeno gesto ou um grande sorriso para mostrar a quem amamos o quanto a sua presença é vital e fortalecedora nesse caminhar, tornaram-se ordem dos dias... Não podemos mais ser tão relapsos com nossos corações!

Todos os dias nos despedimos do amor! Nem paramos para avaliar o imenso buraco que fica dentro de nós, porque não sentimos esse tempo... Corremos para as nossas ocupações e só lembramos-nos do reencontro quando a noite anuncia a sua chegada. Os assuntos são muitos: contas, filhos, escola, reformas, economias ou até mesmo o cardápio da noite... E quando falamos sobre a felicidade do reencontro ou agradecemos por mais um dia de beijo e abraço? São coisas aparentemente insignificantes que acabamos incluindo na lista das rotinas... Amar, de certa forma, virou rotina e só nos damos conta de sua dádiva, quando nos distanciamos e percebemos que nem tempo tivemos de nos despedir e tampouco temos a garantia do seu retorno... O reencontro demora e, então, aquele imenso buraco que outrora o tempo se encarregava de encobrir, começa a ganhar proporções incontroláveis e a dor toma conta... Quantas palavras nos passam pela cabeça! Quantas coisas diferentes queremos partilhar, quanta vontade de um abraço e beijo mais demorados...

Sem dúvida alguma o tempo pode ser nosso pior carrasco! Ele nos dá e tira ao mesmo tempo, fazendo-nos perceber que somos administradores imaturos e gananciosos. Queremos usufruir de tudo simultaneamente, mas não percebemos que em cada reencontro temos mais uma chance de falar e fazer pequenas coisas que poderão nos compensar eternamente!

Amanhã será mais um dia de despedidas... Mas, ao contrário dos outros dias, direi tudo o que meu coração pede. Não esperarei pelo reencontro para preencher o vazio desolador deixado pelas palavras não ditas ou gestos não manifestados. Aguardarei a chegada e o reencontro e, então, farei tudo novamente: repetirei as palavras e demonstrarei a saudade, o amor e a felicidade. Tudo de novo e assim tantas vezes forem necessárias! Não economizarei em nada, não serei omissa e nem relapsa!

Viverei um dia de cada vez, mas com muita intensidade e verdade, tatuando em nossa história lembranças que nem o tempo poderá apagar... Precisamos de tão pouco para que as despedidas não sejam dolorosas. Precisamos de muito pouco para que a distância nos conforte e nos mantenha no aguardo do reencontro!

Eu preciso apenas da lembrança do seu sorriso, do calor do seu abraço, do sabor do seu beijo impregnado nos meus lábios... Eu preciso que você saiba que cada minuto longe de você é um vazio que cresce e a minha alma se tranqüiliza quando eu ouço a sua voz, a sua risada, as suas palavras de amor...

Em nossa despedida, não perguntei o que você precisa... Vivendo e cometendo erros, quem sabe aprendendo... Fui relapsa mais uma vez! Tenho urgência em lhe falar, em reparar essas pequenas falhas... Eu sei que preciso de muitas coisas, talvez pelo egoísmo desse amar que parece sufocar apenas a mim; mas quero saber de tudo o que você precisa... Não posso esperar o reencontro, preciso dizer agora!

Eu preciso dizer que te amo! Muito! E estou aqui, aguardando o momento da sua chegada para dizer-lhe, olho no olho, com os corações compassados. Talvez o meu esteja um pouco fora de compasso, porque cada vez que te revejo, ele acelera... Mas você sabe disso! Você sabe o quanto Te Amo!

Jackie Freitas

Ao meu marido, amado, companheiro, pai dedicado, cúmplice e melhor amigo!

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O Silêncio Como Resposta

terça-feira, 17 de maio de 2011.

Não sei quanto aos outros, mas eu tenho o meu limite e tolerância para verbalizar sentimentos, pensamentos e opiniões...

Percebo que quase todos passam boa parte do tempo explicando-se por atitudes suas, justificando as dos outros, dando respostas a tudo e todos por coisas que nem sempre precisam de respostas. Às vezes os fatos estão tão claros e visíveis que não precisamos responder nada... Faz parte de minha natureza conciliadora querer resolver tudo o que for possível através do diálogo, porém, há momentos em que não temos êxito e, infelizmente, ficamos a mercê das conclusões e julgamentos dos outros. E muitas pessoas carregam em si, em sua forma de verem o mundo e aos outros; uma maldade absurda que antecipa conclusões errôneas e injustas! Não vou discutir aqui sobre justiça ou o que seja certo e errado, afinal, cada um tem o seu modo particular, a partir de suas experiências, de agir e pensar como quiser...

Muitas brigas são alimentadas justamente porque as partes sempre estão dispostas a defenderem os seus interesses e opiniões, então, verbalizar acaba sendo a saída para que as defesas e acusações sejam mantidas. É uma luta interminável e quase sempre sem vencedores! Ontem, meu marido me disse que as brigas são como partidas de tênis... rsrs... Se houver jogador do outro lado, rebatendo a bola, o jogo durará e poderá, até, levar os jogadores à exaustão física e emocional! É verdade! Quando não tem rebatedor, disse ele, a bola cai e o jogo acaba! Eu sei que é difícil, muitas vezes, não reagirmos às ofensas e não rebatê-las, às vezes até com brutalidade, demonstrando toda a fúria causada; porém, onde isso nos leva?

Eu sempre pensei que todas as pessoas, por mais defeitos que tenham, merecem crédito, carinho, atenção e compreensão. Um grande amigo e mestre, uma vez me disse que não podemos desistir do ser humano porque todos têm direito a erros e acertos. A própria justiça permite que até mesmo o pior criminoso tenha direito à defesa... Mas, no dia-a-dia, agir com todo esse senso de justiça nos exige muito mais do que bom coração ou compaixão. Exige forças que nem sempre temos e, por mais que tentamos encontrá-las, nossos problemas (que também pedem por soluções) impedem que a encontremos.

Então, apesar de alguns acharem que é sinal de fraqueza, fuga ou medo de encarar o “adversário”, aprendi que, em muitos casos, o silêncio acaba sendo a melhor resposta! Através dele, não permitimos que as palavras causem mais mágoas a nós e nem aos outros... O silêncio tem poder curativo, pois nos possibilita avaliar interiormente nossas ações e o rumo que nossos pensamentos nos levam. Também faz com que o “adversário” reflita sobre os seus julgamentos e acusações.

Passei boa parte da minha vida ouvindo o meu pai dizer: “Quando um não quer dois não brigam!” e, confesso, demorei muito para colocar isso em prática. Fico sempre assustada em ver como as pessoas fazem da vida um verdadeiro campo de batalhas, acreditando que todos querem brigar e se ferir! Passam o tempo todo armadas com seus pensamentos e conclusões maldosas, julgam e enxergam a todos como inimigos, e partem para ataques insanos! Certamente a vida não é fácil para ninguém e todos nós já passamos (ou estamos ainda passando) pelas provações, mas isso não dá o direito a nós e às pessoas para saírem agredindo quem surge à frente!

Tenho como princípio o lema: “se não posso ajudar, também não atrapalho”, então, em casos assim, deixo o meu silêncio como remédio... E espero que ele possa curar não apenas a mim, mas àqueles que não exercitaram o bom senso e pensamento antes de proferirem suas duras palavras.

Sendo assim, deixo o meu silêncio como resposta... Precisamos escutar o som da vida e encontrar nela as respostas sobre nossas atitudes e modo de viver...

Jackie Freitas

“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.”

(Khalil Gibran)

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Que Seja Eterna Enquanto Dure…

segunda-feira, 4 de abril de 2011.

Algumas coisas são difíceis de serem explicadas ou definidas. Cada um tem a sua visão sobre os sentimentos existentes. Sem dúvida alguma, o amor e a felicidade lideram o ranking das buscas e explicações, exaltados em poemas, declamados em versos, analisados por psicólogos e, muitas vezes até por cientistas. Todos tentam encontrar padrões que definam essas experiências, como se precisássemos de fórmulas para vivê-las melhor e de forma “madura”. Difícil imaginarmos pessoas sozinhas e não aos pares! Difícil concebermos a idéia de uma vida sem a magia do amor ou envolta pela aura da felicidade. E, de forma própria, cada um vive os seus encantos ou sofre seus dissabores.

Conviver na atmosfera da adolescência nos faz rever alguns conceitos e perceber que todos nós começamos da mesma forma. Acreditamos, enquanto jovens, nas paixões avassaladoras e fazemos delas nossa razão de viver. Ouvimos músicas, flutuamos enquanto caminhamos, sorrimos para as paredes... Esse tipo de felicidade alimenta a alma e se torna combustível para a vida.

Após certo tempo, entre ilusões e desilusões, deixamos de acreditar na paixão e passamos apenas a ter como meta o amor... O amor que nos levará ao altar e que fará a comunhão de duas almas. E não é poesia! Quanto mais nos relacionamos, mais acreditamos que o caminho para a felicidade seja esse amor de dimensões espirituais! Esquecemos que é através da paixão que tudo começa e por isso, ao observarmos os adolescentes, mesmo dizendo a eles que tudo passará e que no futuro eles enxergarão diferente de hoje, penso no quanto temos sido responsáveis por destruir uma das maiores belezas dessa fase.

Para mim, fica cada vez mais evidente que canalizamos as frustrações, decepções e dores para criarmos uma espécie de camada protetora que nos impede de correr os riscos e mergulhar de cabeça nas paixões. Ficamos tão inseguros (talvez muito mais do que os adolescentes) que colocamos todas as nossas defesas em alerta a qualquer possibilidade de relacionamento. Associamos muitas dessas experiências como perigo... Medo de sermos feridos, iludidos ou enganados. Queremos ter a certeza de que dará certo; mas como seria possível se nós mesmos nos privamos dessa descoberta? Como ter respostas para algo que não nos permitimos viver? Ponto para os adolescentes que ao se permitirem experimentar, testam os próprios limites e mesmo que depois, se consumam em tristezas e dores, ainda assim, vivem momentos que levarão pelo resto de suas vidas!

Numa conversa com uma jovem que sofria pela desilusão do amor, disse-lhe que crescer não é nada fácil. Aliás, o processo do crescimento dói... E muito! Pensei depois que parte dessa dor é porque perdemos essa levitação maravilhosa provocada pela paixão! Acordamos de repente tão responsáveis para a vida, que esquecemos que é justamente a experiência da paixão que nos faz sentir vivos, com os sentidos aguçados, com o coração acelerado... Somos arrebatados por algo inexplicável e, nessa altura do campeonato, nem queremos explicações... Queremos apenas sentir, porque assim é a paixão: uma combinação perigosa, mas deliciosamente boa de ser sentida. Um passo para o amor e felicidade ou um recuo para o recomeço. Esse é o processo da vida, ora bolas!

Por incrível que pareça, depois de “maduros” evitamos tudo isso! Sabemos que são experiências que lembraremos para o resto de nossas vidas, mas não estamos mais dispostos a correr riscos. Queremos segurança, tudo calculado e programado para que as dores e decepções não nos façam voltar à estaca zero! Recomeçar? Não temos mais tempo para isso! Isso é coisa para os jovens! E com isso envelhecemos nosso espírito e fazemos com que os jovens sigam esses passos! Os envelhecemos conosco ao invés de reaprendermos com sua juventude!

Ensinamos-lhes que todo esse processo da paixão é doloroso e sofrido demais, que as decepções causam sequelas terríveis e nos endurecem para a vida. Porém, esquecemos (porque nossa memória é curta) de dizer-lhes que não importa o tempo que uma paixão dure: uma hora, uma tarde, um verão ou um lampejo de sorriso... Qualquer tempo de uma paixão tem o seu valor e apesar de durar tão pouco ou ser tão dolorosa, cada segundo dessa experiência, enquanto dura, é bom demais e vale a pena ser vivido!

Jackie Freitas

As paixões são como as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não se pode navegar.”

(Voltaire)

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Perdas Insubstituíveis

sexta-feira, 11 de março de 2011.

A perda é algo que, desde cedo, não nos ensinam a lidar. Ao contrário! Ensinam-nos a bravura dos lutadores; a competir na vida em todos os momentos, contra todos e quase contra tudo! Não importa o tamanho do desafio e nem a força do nosso oponente... Temos que sair vitoriosos, pois perder não faz parte do “treinamento”. O próprio processo da concepção e do nascimento já implica numa grande competição que resulta em vitória! Somos vencedores de um em meio a milhões! Fecundos e fecundados...

Entretanto, ao longo do caminho vamos sofrendo perdas. Pequenas e insignificantes, as perdas não representam em si a essência da derrota. Perder os primeiros dentes não chega a ser traumático se temos a segurança de que novos desbravadores logo preencherão as lacunas... Perder a inocência parece um preço justo em troca da astúcia e malícia. Seria, talvez, o início do crescimento (?). Perder a virgindade simboliza a metamorfose... a passagem da criança para o desabrochar do homem ou da mulher. As perdas se tornam insignificantes num primeiro momento e deixam para trás lembranças de nossa origem. Seguimos adiante, colecionando os troféus das conquistas e ganhos...

E quando se trata de pessoas? Somos bons perdedores?

Não é agradável perder pessoas que fazem parte de nossa vida e que compõem a nossa história. Mortas, causam-nos a dor e as lágrimas da separação, da interrupção abrupta da vida... Não fomos preparados para esse tipo de perda! Perscrutamos pelos mistérios da vida e morte e, apesar da confrontação com a perda, menos entendemos sobre ela. Perdemos, também, pessoas vivas e essa, muitas vezes, representa dor maior do que a perda pela morte... O descuido, a negligência, intolerância, incompreensão ou as más decisões da vida, acabam nos separando de pessoas que viverão distantes de nós voluntária ou involuntariamente. É a perda que passaremos tempo tentando compreender e, algumas vezes, nos conformar.

Novas lacunas se abrem, mas desta vez sem as promessas de preenchimentos. Pessoas são únicas e só acredito que são insubstituíveis quando sinto que cada uma possui forma e medida incapazes de serem ocupadas por outras... Não há vida que preencha o vazio da morte e não há morte capaz de reencarnar outra vida. Nenhuma alusão à espiritualidade. Estou falando em matéria! Pelas leis da física, tudo que ocupa lugar no espaço e tem massa é matéria e, assim, dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Pelas “leis” da perda, uma pessoa não ocupa o lugar da outra, mesmo que muitas tentem ocupar o espaço de uma!

Constatamos, então, que sabemos muito pouco sobre perdas significativas e que vivemos a maior parte do tempo nos debatendo com as perdas substituíveis, porém ficamos paralisados diante das perdas inexplicáveis e insubstituíveis. A vida, sem dúvida, nos ensina muito sobre perdas e ganhos e, algumas vezes, nos faz rever esse conceito. Perder nem sempre implica em derrota, assim como vencer em vitória. Nunca seremos bons nas perdas humanas! Perder pessoas nos levará ao estágio inicial da vida. Seremos sempre como crianças em busca de respostas, inocentes e virgens, a espera da metamorfose sem nos darmos conta de que ela já ocorreu. Saímos do casulo e não tem como voltar a ele. Daqui para frente é desabrochar e haverá o momento em que todos murcharão enquanto matéria. Mas, espiritualmente falando, pessoas não morrem e nem partem. Vivas ou mortas, pessoas ocuparão um espaço em nós, contrariando qualquer lei da física... Por isso vou juntar-me a quem tão sabiamente escreveu: “Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.”

Perdas humanas são insubstituíveis, entretanto, preservar vidas é estar num pódio de vencedores que conquistam e tornam os ciclos da vida eternos renascimentos!

Jackie Freitas

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Livre Para Amar-se

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011.

Qualquer tipo de relacionamento, por via de regra, exige troca. E não estou me referindo apenas às questões óbvias como amor, carinho e respeito. Falo de coisas teoricamente mais simples, mas que em sua prática demonstra que poucas pessoas realmente estão preparadas para compreenderem o que é, efetivamente, um bom e saudável relacionamento. Antes de tudo, se não houver interação e nem comunicação entre as partes, os ruídos freqüentes acabarão com qualquer chance de harmonia. De nada adianta uma parte falar português e a outra aramaico. É preciso que haja sintonia na comunicação e que a mesma seja clara, limpa e acima de tudo franca! Com certeza não conseguimos executar isso tudo facilmente. Prática e teoria acabam tendo entre si um grande e, às vezes, profundo abismo. E muitos acabam caindo nele!

Uma das formas, a meu ver, para mantermos uma relação saudável e equilibrada é não nos tornamos escravos e nem dependentes dela. Precisamos, sim, preservar a individualidade e mantermos nossas características, sem entregarmos a outrem o total comando e responsabilidade de nossas vontades e, até mesmo, de nossa personalidade. Muitos ainda confundem adaptações e concessões com a perda total de confiança em si e da própria auto-estima. Não é raro vermos pessoas transformarem o amor (pessoa física) em centro gravitacional. Elas acabam vivendo em função das vontades e decisões do outro e esquecem suas próprias necessidades. São negligentes consigo mesmas!

Lembremos que relacionamentos se iniciam por serem identificados pontos de atração em similaridade ou até de opostos complementares, portanto são as características individuais de cada um que prevalecem. Por alguma razão (ou por várias), ao longo do processo, as pessoas vão se esquecendo do quanto as suas qualidades influenciaram nessa aproximação e passam a simplesmente abrirem mão delas, dando espaço à dependência e incapacidade de gerirem a própria vida.

Inevitavelmente surgem as frustrações (de ambas as partes!) e o relacionamento começa a dar sinais claros de desgaste! Eu sempre digo que o amor sozinho não sobrevive se não tiver o empenho das duas partes para que a relação amadureça e se fortaleça! E, a meu ver, apesar de parecer complicado (e talvez para alguns seja mesmo), a única coisa que cada um precisa  saber é manter a sua essência. Simples assim!

Pessoas que se tornam dependentes de outra(s) precisam, inicialmente, olharem para si mesmas e encontrarem, sozinhas, as próprias qualidades e o ponto de equilíbrio. Precisam reconhecer-se boas o bastante para que sua personalidade não seja ofuscada diante dos outros. É preciso termos segurança e acreditar em nós mesmos, sem dependermos da opinião de quem quer que seja! Valorize as virtudes e trabalhe com paciência os defeitos, afinal eles também fazem parte desse equilíbrio. Ninguém é perfeito e não cabe a você esse fardo insuportável!

Isso vale em qualquer tipo de relação: amorosa, familiar, de trabalho ou amizade. Precisamos entender de uma vez por todas que cada um de nós contribui com experiências e visões, mesmo que diferentes, acrescentando e somando na vida daqueles com quem nos relacionamos. Essa é a parte do enriquecimento de uma relação, afinal, normalmente buscamos nos outros uma forma de crescermos e sorrirmos para a vida! Então, sorria, você está sendo notado! E pode acreditar que nos relacionamentos (verdadeiros e bem intencionados) são as suas virtudes que estão em evidência! Para quê trazer o holofote para os seus defeitos? Para quê transformar a própria vida numa insignificância, se é justamente para você que ela deve ser maravilhosa?

Não permita que te digam quem você é! Seja o que você de fato é... Mas descubra com os seus próprios olhos e sentimentos, sem dependências e nem anulações. Use todos os sentidos! Tenho certeza que você irá se surpreender com tantas boas descobertas! Liberte-se do seu próprio preconceito e submissão, seja feliz e esteja em paz consigo!

Jackie Freitas

“(...) Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente. (...) Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade!”.

(Zíbia Gasparetto)

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A Arte de Perder

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011.

Meu coração está tomado pela dor. Não deveria, afinal ele simboliza o melhor de nossos sentimentos! É nele que guardamos o amor e pessoas queridas, mas nele, também, depositamos as mágoas e os sofrimentos. Eu gosto de escrever com meu coração! Gosto de escutá-lo, senti-lo e de traduzir em palavras todo o sentimento que ele me conduz. Por essa razão, não consigo ficar quieta nesse momento! Pensei em deixar o silêncio acalmar meu coração, mas ele não quer ficar calmo! Continua pulsando e gritando para que eu não interrompa os seus pedidos...

Nestes últimos dias, pessoas sofrem  perdas irreparáveis! Perdas difíceis de serem superadas e nem sabemos se serão superadas um dia... 

Pensei muito em Deus! Ah! Como pensei! Perguntei-Lhe qual a razão de pessoas sofrerem dores tão profundas? Por que pessoas honestas, simples e trabalhadoras terão que conviver apenas com as lembranças daqueles que estiveram em sua vida, com as quais tanto aprenderam sobre o amor? Entregue em meu silêncio, uma resposta me veio... Porque pessoas assim, são meticulosamente escolhidas para falarem do amor com propriedade, justamente por tê-lo vivido intensamente! Porque Deus não nos tira nada! Ele nos dá todos os dias, de diversas formas! Em nossa pretensa inteligência, acreditamos mais nas perdas do que nos ganhos! Não enxergamos que temos tudo o que precisamos, pelo tempo necessário de amadurecimento e aprendizado. Pessoas entram diariamente em nossas vidas e cada uma nos oferece algo! Herdamos famílias que são designadas a nos ensinarem sobre a vida, que nos mostram o valor das conquistas, do respeito e nos falam sobre o amor... Com o tempo, formamos nossa própria família e aí passamos esse legado adiante. Mas ninguém nos ensina sobre as perdas! Essa lição temos que aprender sozinhos... Talvez, nos planos de Deus, essas pessoas tenham concluído uma etapa de suas vidas e iniciado outra... Talvez pessoas como eu, você e tantos outros ainda precisem aprender sobre o amor com elas... E elas nos ensinarão a amar incondicionalmente, a superarmos as perdas, a enxergarmos a vida através da dor, sem perdermos a fé!

Pessoas especiais não vivem como as outras! Elas se transformam em exemplos e passam, com sua luz, a iluminarem o caminho das outras!

Jackie Freitas

Vou deixar aqui um poema de uma escritora norte-americana chamada Elizabeth Bishop. Coincidentemente, Elizabeth após uma viagem feita ao Brasil, se encantou com Petrópolis e escolheu essa cidade como sua morada, onde viveu por 15 anos!

Uma Arte

A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você (a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.

(Elizabeth Bishop)

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Todos Nós Temos Algo a Dizer…

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011.

Estou num processo de mudança (de casa e cidade) e por essa razão não tenho escrito muito, o que me deixa triste, pois a escrita é a minha melhor forma de expressar meus sentimentos. Contudo, tive que dar uma pausa para vir aqui dizer alguma coisa, afinal todos nós sempre temos algo a dizer...

Passamos boa parte do tempo buscando respostas ou fazendo inúmeras perguntas. Faz parte de nossa natureza curiosa, confusa, insatisfeita e sedenta por novas informações, buscar explicações para o que conseguimos compreender ou ao que nos deixa ainda mais confusos. Precisamos das palavras! Precisamos de conforto e até mesmo de certezas sobre as nossas próprias crenças! Buscamos isso nos outros, nos pequenos “sinais” e até mesmo em nossas atitudes!

Ultimamente tenho sofrido com notícias de perdas, dor e tragédias. O curioso é que assistimos tudo isso, diariamente, pelos noticiários da TV e sempre achamos que nada nos atinge! Estamos seguros no conforto de nosso lar com nossas famílias e protegidos. Tudo o que fazemos é lamentar pela dor alheia e agradecer a Deus pela nossa “sorte”. Entretanto, quando vemos isso de perto, acontecendo com alguém conhecido, a nossa reação é diferente. E deveria? Por que só despertamos quando somos tocados de verdade através da dor daqueles que amamos e estimamos?

Nessas horas nos voltam às palavras... Precisamos dizer algo! Precisamos aliviar nosso coração da dor, da compreensão de que somos tão insignificantes diante das forças da vida... Tenho me perguntado por que deixamos nossas melhores palavras e gestos de amor ou solidariedade diante das tragédias? Isso nos alivia a consciência, tornando-nos mais humanos para nós mesmos ou somos abruptamente despertados para uma “irmandade” que deveríamos ter em todos os momentos da vida? Por que precisamos que ocorram as tragédias para provarmos que juntos podemos e fazemos a diferença?

São perguntas e mais perguntas à espera de respostas e palavras para ensinar-nos algo maior ou simplesmente mostrar a nossa impotência diante da própria vida. Não sei, estou emocionada e essa noite só consegui me lembrar da Oração da Serenidade: “Concedei-me, Senhor; a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar; coragem para modificar aquelas que posso; e Sabedoria para conhecer a diferença entre elas. Vivendo um dia de cada vez; Desfrutando um momento de cada vez; Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz...

Mais do que palavras, acho que agora o que preciso é de muita serenidade para compreender que não podemos mudar muitas coisas nesta vida, mas que podemos, ao menos, buscar através de nossas perguntas e respostas, palavras que nos levem a um caminho melhor. Se nos empenharmos, quem sabe nossas palavras se tornem desejos e tais desejos resultem em atos construtivos?

Tive que parar para dizer alguma coisa... Tive que recorrer às palavras para convencer a mim mesma que sofrimento e dor não são coisas “inventadas ou manipuladas” pelos noticiários da TV, que estão entre todos nós, a todo o momento e que ninguém está imune a eles! E vou contar com elas (as palavras) para levar minha mensagem de amor, carinho e muita solidariedade a todos que sofrem nesse momento. Começo com elas e espero poder revertê-las em ações que ajudem às pessoas... Não importa de onde sejam ou o quão próximas ou distantes de mim estejam! Desejo que minhas palavras sejam orações de conforto aos outros e a mim também!

Espero que as pessoas usem as palavras para construírem algo bom e verdadeiro... E que nunca deixem de dizer sobre o amor e a solidariedade para com o próximo... Acreditem, todos nós sempre temos algo a dizer e isso pode levar conforto aos que precisam! Usem as palavras com sabedoria e façam delas ações dignas e humanas!

 

Jackie Freitas

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

(Bezerra de Menezes)

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Dois em Um

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010.

Eu sei muito sobre você! Mais do que você imagina!

Sei dos seus medos, de suas dores; conheço as suas alegrias, o seu silêncio...

Conheço os olhos que me chamam, sem nada dizer-me... Até mesmo quando a sua boca fala te conheço pela denúncia do olhar...

Sei mais de você do que de mim mesma, pois cedo a você tanto espaço dentro de mim, que pouco dele sobra para os meus pedaços... Mas é uma invasão consentida, autorizada e querida. Uma invasão que me enriquece e dá formas ao meu ser.

E assim, expandimos juntos! Crescemos igualmente em ser e querer.

Conheço os seus sonhos (todos eles!), não apenas porque sonhamos juntos ou porque eu faço parte deles, mas, talvez, porque eu os seja em corpo presente, materializado... A modéstia me faltou agora...

De cada cicatriz que carrega, sei a história de todas, pois a maioria fui eu quem curou... Com o sopro da minha vida, com o beijo em cada ferida, com o amor poderoso que transforma essa bênção divina!

Eu sei tudo sobre você! E tenho certeza que assim, você saiba ainda mais sobre mim...

Livro aberto, de páginas preenchidas, futuro esboçado, um pouco desenhado... páginas em branco, mas sem o vazio do duvidoso...

Eu sei... Você sabe... Nós sabemos tudo!

Somos a mesma história!

Jackie Freitas

"A verdadeira viagem da descoberta consiste não em buscar novas paisagens, mas em ter olhos novos.”
(Marcel Proust)

Esse texto é um mimo que dou ao meu amor! Graças a Deus sou abençoada com o amor que me inspira e me dá forças nesta vida! Sou apaixonada pela vida e por esse amor que diariamente me ensina a ser melhor para mim mesma! Quem quiser copiá-lo, fique à vontade, desde que dê os devidos créditos. Faça de conta que é um empréstimo meu até que o seu amor lhe inspire da mesma forma! Mas não plagie! Pior do que copiar as palavras e criatividade dos outros, é apropriar-se de sentimentos e histórias que não lhe pertencem! (Jackie Freitas)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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