Plágio é Crime! Proibida a Cópia do Conteúdo desse Blog!!!

0

Errando, Aprendendo, Acertando… Vivendo!

domingo, 27 de novembro de 2011.

Cheguei à conclusão de que passamos mais tempo contabilizando erros do que reconhecendo os acertos. Já escrevi muito sobre escolhas, decisões e conseqüências, mas esse assunto é tão recorrente que não consigo deixar de abordá-lo. Para mim fica cada vez mais claro que colecionamos como troféus os erros cometidos, fazendo com que eles sejam as maiores justificativas da vida.

Se estivermos bem, os acertos passam despercebidos e quase são irrelevantes; enquanto, se estamos mal, os erros ganham um peso imensurável.

Hoje ouvi a seguinte pergunta: se em determinado momento tomássemos uma decisão diferente, que curso a nossa vida tomaria? Voltamos ao velho assunto escolhas, decisões e conseqüências... Não dá para saber o rumo que a vida tomaria a partir de uma escolha diferente. Talvez fosse melhor talvez pior ou, quem sabe, nos levaria exatamente ao ponto em que estamos? Não temos como saber!

Enquanto perdemos preciosos minutos contabilizando os inúmeros erros, fortalecemos o medo e nos fechamos para as tentativas; e são elas que nos permitem os acertos. Vou reforçar algo que já escrevi: erros são tentativas de acertos e os acertos são resultados do aprendizado que se dá, na maioria das vezes, através dos erros. Erros podem ser bússolas indicando novos caminhos, pois somente discernimos o que gostamos e queremos, quando experimentamos, exploramos e vivemos todos os tipos de situações, sendo elas boas ou não! São referências e opções que nos permitem fazer escolhas que transformarão nossas vidas.

A questão, para mim, é não ficarmos parados contabilizando ou olhando uma prateleira lotada de troféus e medalhas dos sofrimentos, erros e das quedas. Não podemos nos transformar em meras estatísticas de erros ou acertos. Somos o que somos porque acreditamos naquilo que escolhemos no momento em que escolhemos. Decidimos experimentar e trilhar por tais caminhos porque temos sobre nós o poder do comando de nossos atos, então, naturalmente, precisamos estar cientes de que sofreremos as suas conseqüências ou seremos contemplados com algo novo que mudará nossas vidas. Esse é o processo da vida: descobrimentos e aprendizados! Isso tudo é que nos renova!

Não precisamos carregar a preocupação em cada passo dado, dos acertos ou dos erros... Precisamos apenas deixar que a vida flua e nos permita a coragem do próximo passo, pois somente assim saberemos o que há adiante. Só crescemos após termos vivido um pouco da dor, da alegria, do sofrimento, do amor... E é assim que fazemos nossas escolhas, tomamos nossas decisões e enfrentamos todas as conseqüências... Errando ou acertando, a vida não nos permite regresso ao passado! É para frente que se segue e será lá, adiante, que nos encontraremos e faremos as mesmas perguntas. Se tivermos vivido destemidamente, com certeza, nesse encontro, teremos algumas respostas...

Jackie Freitas

“Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.”

(Augusto Branco)

*Imagens retiradas do Google Imagens

Leia Mais...
0

Encontros, Desencontros e Reencontro…

domingo, 13 de novembro de 2011.

Por mais que estejamos certos de quem somos, há vezes em que nos perdemos totalmente e saímos em busca de nossa própria identidade.

É certo que estamos sempre renovando através do aprendizado, mas há também vezes em que retrocedemos e tornamos ainda mais longo o caminho trilhado. Por mais que saibamos quem e como devemos ser, perdemos o rumo...

Encontros e desencontros fazem parte da vida e, talvez, os maiores desvios desse percurso sejam aqueles que nos fazem distanciar de nós mesmos. Muitas vezes sabemos que determinado rumo nos levará a lugares já visitados (e não apreciados por nós), mas mesmo assim insistimos, através da teimosia, em olhá-los novamente. Não é a vida que nos testa, somos nós que nos desafiamos constantemente pela teimosia. Não queremos provar nada a ninguém, mas a nós mesmos que podemos transpor barreiras ou enveredarmos em lugares e sairmos sem quaisquer ferimentos. E aí, quando nos vemos machucados novamente, nos esbarramos nos arrependimentos... Eu mesma já cheguei até a culpar Deus! Como Ele, em sua suprema sabedoria permitiu que eu cometesse os mesmos erros? Sempre vem aquela voz interior e grita na minha consciência, lembrando-me do tal do livre arbítrio! Ah, bendito (ou maldito, já nem sei mais), tinha que ser você!

Estamos sempre buscando culpados e justificativas para nossos erros, mas esquecemos da principal busca, aquela inicial, que poderia nos dar muitas respostas: a de nós mesmos! Não acredito que nascemos apenas para sofrer e errar. De jeito nenhum! Tem que haver um meio termo, um equilíbrio entre o cair e levantar, errar e aprender, viver e sobreviver...

Enquanto não soubermos de fato quem somos, sairemos nessa expedição cega, cometendo todos os erros possíveis, ferindo nossa pele e alma, esgotando energias que poderiam ser melhores utilizadas.

É preciso parar! É preciso lutar contra nós mesmos, desafiando a própria teimosia, mesmo sendo teimosos com ela, buscando o tal equilíbrio e renovando as forças! É preciso alimentar o espírito de sabedoria, nutrir a alma de força de vontade e reencontrar a pessoa perdida.

Às vezes ela grita por socorro, mas não espera que ninguém mais a escute, exceto nós mesmos!

Jackie Freitas

“A sabedoria não nos é dada. É preciso descobri-la por nós mesmos, depois de uma viagem que ninguém nos pode poupar ou fazer por nós.”

(Marcel Proust)

*Imagens retiradas do Google Imagens

Leia Mais...
0

Satisfações Sem Explicações…

segunda-feira, 7 de novembro de 2011.

Somos mestres do “achômetro”, mas nem sempre sabemos como utilizar a dose certa do “desconfiômetro”. Achamos muitas coisas a respeito dos outros e até de nós mesmos, queremos adivinhar os pensamentos das pessoas, suas intenções e impressões, mas na maior parte das vezes estamos vigilantes sobre o que elas pensam de nós e quais são as impressões que causamos a elas. Criamos uma espécie de dependência e parece que nos norteamos apenas baseados nas opiniões alheias. Somos, na maior parte das vezes, reféns de hábitos que criamos e aí passamos a culpar aos outros por isso!

Por que estou escrevendo isso? Estive ausente deste espaço por muitos dias e confesso que estava incomodada. O incomodo não era necessariamente por não estar aqui, mas pela necessidade em dar algum tipo de satisfação que justificasse a minha ausência... Ninguém me cobrou nada, mas bastaram algumas manifestações carinhosas e preocupadas com a minha ausência para que eu me colocasse em penitência e aflição e passasse a me sentir irresponsável e relapsa para com os outros. O tal do “achômetro” começou a consumir os meus dias e minhas noites...

Escrever, para mim, é uma arte que envolve estado de espírito, inspiração, vontade e acima de tudo disponibilidade para que o resultado me seja gratificante e não o reflexo de algumas tecladas rápidas para que a sensação de “dever cumprido” traga algum tipo de paz à minha consciência. É um comprometimento, antes de tudo, que assumo comigo! O que me incomodava era a manifestação exagerada do meuachômetro” em pensar justamente o contrário: que o meu comprometimento deveria ser maior para com os outros. E é nesse momento que a dose do “desconfiômetro” precisa ser injetada lentamente para mostrar que ninguém nos cobra nada senão nós mesmos! Somos nós os nossos próprios juízes e sentenciadores. Quando começamos a dar satisfações sobre nossos atos (ou a falta deles), talvez seja porque nos condicionamos a isso, impulsionados pelo “achômetro” e, quem sabe, movidos pela crença da essencialidade, acreditando piamente que os outros precisam de explicações e que se elas forem dadas, suas vidas mudarão. E não! As vidas seguem normalmente, com ou sem explicações! Há a estranheza, a preocupação, o sentimento da falta; mas isso tudo não impede ninguém de seguir adiante! Tudo é perfeitamente explicável e aceitável quando cada um faz o que quer em seu tempo e vontade. E tudo flui melhor quando a liberdade impera.

Ninguém deve sentir-se preso a nada! Nem às pessoas e nem aos hábitos. Reciclar é saudável, mudar de ares também. Às vezes é preciso recuar! Aprendi isso na vida e sei que quando retornamos temos uma visão diferente e nos permitimos corrigir algumas falhas, promovemos mudanças que refletirão significativamente em nosso futuro. Quando estamos presos aos hábitos e, automaticamente, envolvemos outras pessoas a eles, deixamos de nos comprometer com a fluidez da vida. Tornamo-nos reféns de uma idealização e não colocamos em prática o espírito desbravador da liberdade.

Pode parecer sem sentido esse texto, mas tenho certeza que muitos compreenderão a essência da mensagem que quero passar nele.

Enquanto estivermos comprometidos conosco e seguirmos os caminhos que nos levam às novas descobertas, estaremos cumprindo com um propósito maior e que poderá, através da experiência, ajudar muito mais (a nós e aos outros) do que simples hábitos que, com o passar do tempo, se tornarão meros pilotos-automáticos da vida.

Jackie Freitas

“As coisas não mudam, nós é que mudamos. O início de um hábito é como um fio invisível, mas cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação.”

(Orison Swett Marden)

*Imagens retiradas do Google Imagens

Leia Mais...
 
Fenix - Vidas que Renascem © Copyright 2010 | Design By Gothic Darkness | sprintrade network