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Errar é Humano; Persistir nos Erros, Não!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011.

Tenho observado muitas pessoas andando de cabeça baixa e ombros caídos, com semblantes cansados e preocupados, em busca de uma luz no final do túnel... Percebo que boa parte delas carrega nos ombros o fardo dos erros cometidos e se culpam, lamentam, se condenam e se torturam...

Sabemos que errar faz parte e, particularmente, penso que na maioria das vezes os erros são tentativas de acertos, mas há diferentes formas de se lidar com eles.

Há uma grande diferença entre reconhecer um erro e conformar-se com ele! Quando reconhecemos que erramos, nos abrimos ao aprendizado e, acima de tudo, exercitamos nossa humildade. Nesse caso os erros se tornam oportunidades de enxergarmos por novos ângulos e passam a ser tentativas de acertos. Buscamos outro modo de agir! Quando apenas nos conformamos com os erros, nos entregamos em derrota, acreditando literalmente que “errar é humano” e que faz parte de nossa natureza imperfeita. De certa forma é isso mesmo, entretanto, não podemos nos limitar a um único caminho e ter uma visão tão simplista e cômoda. Não há evolução alguma quando aceitamos os erros e os absorvemos como fracassos. Se não houver interesse em buscar outras alternativas e respostas, andaremos em círculos, cometendo os mesmos erros (sempre); empacados na teimosia, ignorância e covardia. Sim, covardia! Porque a vida é um desafio constante e pede que a enfrentemos de cabeça erguida, sem fugas ou desculpas...

No final das contas não há problema algum em errar! Erraremos sempre porque é assim que as descobertas surgem; inclusive aquelas sobre nós mesmos. O erro só passa a ser um problema quando nos rendemos a ele e não lutamos para fazer diferente! Por isso afirmo que o primeiro passo (importante) é saber reconhecer o erro e, diferentemente de apenas aceitá-lo, buscar alternativas para mudá-lo. Não o teremos mais nos ombros como um fardo pesado, que dificulta o caminhar. É só olhá-lo como uma das muitas oportunidades de aprendizado e crescimento e notar as diferenças da vida sob novos ângulos e perspectivas.

Imprescindível, também, nesse processo é saber perdoar-se! Não podemos carregar conosco uma culpa eterna e impedirmos a expansão dos nossos conhecimentos.

Não se esconda atrás do clichê: “errar é humano”! Não use isso como justificativa para o seu desinteresse em superar-se e vencer os seus desafios! Existem outras ações, também humanas, e que são pouco exercitadas. Conheça-as! Buscar a melhor desculpa nos faz andar em círculos, persistindo nos mesmos erros, mas não nos leva ao próximo estágio!

Alivie o seu semblante, endireite os ombros, erga a cabeça! Olhe adiante e veja o caminho que tem pela frente. Tem pedras nele? Muitas! Você irá tropeçar, cair e talvez até se machucar, mas o importante é não se acovardar e privar-se dessa vida cheia de desafios e surpresas. Há sempre recompensas impagáveis que só conheceremos se prosseguirmos com determinação. Na trajetória, cometeremos inúmeros erros, porém eles podem apenas ser respostas das escolhas feitas. Isso também faz parte da vida! Reconheça, aprenda e mude! Lá na frente, tudo pode mudar, simplesmente porque você se permitiu uma nova rota... No caminho você encontrará algumas pessoas cansadas e sentadas... Estas estão conformadas com os erros e, medrosas, decidiram não prosseguir! Ficarão ali, abraçadas com os erros e justificando a todos que “errar é humano”! Enquanto isso, você segue adiante, provando que errar é, sim, humano; mas, persistir nos erros, não!

Para complementar esse texto, gostaria de recomendar a excelente publicação da minha querida e admirável amiga e escritora Mary Miranda, Aprendendo a me Perdoar. Há muitas reflexões nesse texto e é, certamente, um convite a um dos mais difíceis exercícios humanos: o auto-perdão! Boa leitura!

Jackie Freitas

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Mentira ou Verdade?

domingo, 25 de setembro de 2011.

A mentira não é a ausência da verdade... E a maior verdade existente na mentira é aquela que desnuda a face e a consciência de quem mente.

Mentira é uma manipulação arbitrária e egoística, onde histórias são recriadas para beneficiar uma única pessoa: o mentiroso.

De modo simples pensamos que não existem razões para mentir e que a verdade sempre será capaz de corrigir erros, desfazer enganos e preservar os princípios... Mas onde ficam os princípios quando as pessoas mentem por quaisquer razões ou até mesmo para protegerem-se de si mesmas?

Outro dia escutei alguém dizer que uma única mentira, mesmo que pequena, é capaz de mudar uma vida. Acredito nisso! A mentira é o atalho que parece seguro, mas que pode nos levar a caminhos mais longos e difíceis, afinal, sustentá-la exige esforços intermináveis, pois a mentira só consegue se alimentar de outra mentira! E seu apetite é insaciável, tendendo sempre a aumentar.

Pessoas se tornam escravas de suas mentiras e a maioria não se dá conta de que as chaves para a libertação estão na verdade. Sim, é preciso percorrer o caminho de volta e retomar o início de tudo para descobrir onde a verdade fora perdida e em qual curva do caminho a deixamos partir; porém é assim que reconquistamos a paz de espírito que nos permite andar novamente de cabeça erguida e sem qualquer medo.

Aqui em casa dizemos que a mentira é um artifício que, aparentemente, atenua sofrimentos, mas que seu efeito é justamente o contrário: o de prolongar todos os tipos de sofrimentos!

Por mais que doa, não tenha medo de dizer a verdade! A sua consciência é que deve prevalecer no final das contas. Ninguém é perfeito e todos nós estamos sujeitos aos inúmeros erros na vida; contudo, a verdade, mesmo que traga desgastes, ainda é o preço mais justo a ser pago.

A mentira, como dizem, tem pernas curtas e acaba se tornando nossa própria armadilha. Uma pessoa pode conseguir mentir para uma, duas, três... mas não consegue mentir para todo mundo ao mesmo tempo, então, é preciso tomar cuidado para que a mentira não crie forças incontroláveis e se torne um aparente habitat seguro.

Não deixe que a mentira molde o seu caráter ou a sua personalidade. Enfrente-a! Olhe para ela com superioridade e mantenha consigo o escudo da verdade. Somente com verdade compreendemos o respeito pelos outros e, principalmente, por nós mesmos. É a verdade que nos permite o sono dos justos... É ela que nos mantém acordados para a realidade e, por mais difícil que qualquer realidade seja, ainda assim é com o auxílio da verdade que nos tornamos valentes para a vida. A mentira é um remédio que jamais cura as dificuldades da vida, ao contrário, ela apenas aumenta as dores e provoca feridas profundas.

Nunca subestime quem recebe a mentira, porque no final de tudo, a única pessoa a pagar por ela é você mesmo! Como dizia Renato Russo: mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira!

Jackie Freitas

Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.”

(Mahatma Gandhi)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Onze de Setembro

terça-feira, 13 de setembro de 2011.

Onze de Setembro, há 10 anos, nunca mais foi o mesmo! E, na verdade, se considerarmos que nenhum dia é igual ao outro, desde sempre, onze de Setembro nunca foi o mesmo...

Para o mundo esse é um dia de relembrar uma tragédia, mas, para mim, é mais um daqueles dias especiais, de celebrações e agradecimentos... O mundo chora pelas perdas e eu o comemoro pelo nascimento, amor e vida!

Enquanto muitos ainda tentam vasculhar escombros e remexer em memórias dolorosas, eu agradeço pelo processo da vida: nascimento e morte, pois é assim que ela se constitui. Estamos longe de compreender a morte e acho que enquanto buscamos explicações para as perdas, deveríamos agradecer por tudo o que temos intacto... E esse é um caminho imenso que se desponta diante de nossos olhos, diariamente.

O meu onze de Setembro a cada ano se renova e me dá provas de que lágrimas de emoção são bem-vindas também! O meu onze de Setembro é marcado pelo nascimento do meu filho e é através dele que vejo todo o esplendor e promessa de uma vida nova.

Os mortos serão sempre lembrados e, certamente, deixarão saudades, mas a vida pujante se manifesta através do sorriso da minha criança. E é por ela que agradeço esse maravilhoso processo de reciclagem e renascimento.

Que todos possam enxergar em seus dias uma nova forma de olhar a vida, sem lastimarem aquilo que se foi ou se perdeu. Quando dizemos que “não há nada como um dia após o outro” é justamente porque cada dia pode ser diferente, marcado por acontecimentos novos e eles não precisam ser ruins ou tristes. Todos os dias vidas novas surgem e muitas delas capazes de transformarem outras vidas!

O meu onze de Setembro nunca mais foi o mesmo e nunca será! Ontem não foi como hoje e hoje não será igual amanhã... A vida está sempre em movimento, se renovando e reciclando... os dias nos trazem novas perspectivas e oportunidades. O Sol brilha sempre! Algumas vezes conseguimos enxergá-lo, outras não; mas devemos ter a certeza de que ele está lá. O importante é sabermos que há sempre algo novo acontecendo e nos dispormos a recebê-lo.

Os meus sentimentos para aqueles que têm neste dia as dores das perdas... Eu celebro a alegria do nascimento e testemunho a renovação da vida.

Acredito que se “O coração tem razões que a própria razão desconhece...”, a vida também tem as suas razões... E quem somos nós para questioná-las?

Jackie Freitas

GustavoEsse texto é dedicado ao meu filho Gustavo que completou os seus oito anos de vida no dia onze de Setembro! E, para mim, ele é o verdadeiro significado da palavra VIDA!

*Imagens retiradas do Google Imagens e arquivo pessoal

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Nada Dura Para Sempre

domingo, 4 de setembro de 2011.

Pra quê querer que as coisas durem para sempre se nós mesmos não duramos? Vinicius de Moraes, quase como numa prece, falou do amor eternizado no coração e nas lembranças em seu Soneto de Fidelidade. Quem não conhece a célebre frase: “... que seja infinito enquanto dure.”? Pois bem, eternizamos enquanto existimos, enquanto lembramos, enquanto temos o carinho de manter conosco tudo aquilo que nos fez e faz bem! Também é verdadeiro que muitos carregam para sempre dentro de si o que não fez bem e se encarregam de manter vivo na lembrança o sofrimento e, assim, padecem lentamente...

Se não temos a poção da imortalidade, por que não manter no coração as boas lembranças, fazendo com que cada minuto da existência seja motivo de celebração e agradecimento?

Costumamos dizer que a vida é uma viagem e que estamos aqui apenas de passagem. Mesmo que essa viagem não tenha sido planejada e nos sintamos aventureiros, vale à pena apreciar a paisagem! Nossa memória funciona como uma máquina fotográfica e é por isso que cada momento vivido fica registrado. Tal qual numa viagem, fotografamos aquilo que queremos guardar conosco, simbolizando o prazer e a felicidade desfrutados. Nada dura para sempre, mas as lembranças permanecerão conosco enquanto vivermos.

Todos nós queremos vivenciar experiências memoráveis e enxergamos no sofrimento algum tipo de injustiça ou penalização por mau comportamento ou pelos passos errados; quando na verdade isso tudo também faz parte do processo de aprendizado. Assim como não vivemos cem por cento do tempo apenas sorrindo, não podemos passar nossa existência chorando ou lamentando as quedas e os tropeços. Fechar as portas é como manter-se trancado em si mesmo, impossibilitando o surgimento das perspectivas. E são elas que nos farão descobrir novos solos e horizontes que acrescentarão momentos únicos e que ficarão eternizados em nossa memória.

Acreditar que as fases ruins não são passageiras é entregar-se ao conformismo e aceitar uma vida insípida, que não se recicla e nem se transforma. Acho que um dos nossos desafios é contrariar essas leis da improbabilidade e fazer das lágrimas um novo tempero para dar sabor à vida. No início pode parecer amargo, mas com doses de otimismo encontramos um sabor duradouro de felicidade e gratificação.

Entretanto, não devemos nos iludir, porque nem mesmo esse sabor permanecerá para sempre em nossa boca! Quando o seu gosto estiver se distanciando das lembranças, é hora de buscar um novo tempero e testar novas receitas!

Nada dura para sempre! Os sofrimentos passam, mas não significa que não voltem; as alegrias parecem que passam, mas na verdade apenas mudam de forma e nós... também não duramos para sempre, mas carregamos conosco o que queremos de melhor ou pior e é isso que ficará eternizado enquanto permitirmos que o nosso infinito dure!

Jackie Freitas

“Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata...”

(Carlos Drummond de Andrade)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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