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Complicados e Nada Perfeitinhos!

sexta-feira, 29 de abril de 2011.

Vivemos numa época paradoxal! Queremos mais qualidade de vida, mas perdemos preciosas horas em frente ao computador... Aguardamos ansiosos pelas inovações tecnológicas, mas volta e meia, visitamos ao passado, saudosos... Queremos ser maduros, mas nos recusamos a crescer... Tenho enfrentado meus dias de paradoxo! Estou entre dois mundos que se chocam constantemente: enquanto um me diz quem sou o outro tenta me dizer quem realmente sou...

Normalmente as pessoas olham para as outras e enxergam nelas algo de si mesmas ou aquilo que gostariam de ter ou ser. Elegem os seus ídolos e lançam ao fogo os “anti-heróis”! Por razões conhecidas e outras tantas discutíveis, uma legião de perfeccionistas vem ocupando o espaço de pobres e meros mortais que não se martirizavam quando uma simples espinha lhes aparecia no rosto! A geração saúde foi logo sendo substituída pela geração perfeição. As academias que, outrora, auxiliavam na manutenção da saúde e cuidados ao corpo, hoje se tornaram fábricas de músculos e definições corporais. As clínicas plásticas engordam os seus cofres para reduzirem os excessos dos novos “ícones” de beleza e saúde. (?)

O tempo das mulheres “cabeças, desequilibradas, confusas...”, “complicadas e perfeitinhas...” ficou no passado, nos refrães musicais. A perfeição foi repaginada, mas apenas a estética! O cérebro passou a ser um acessório opcional! Corpo sarado é mais gratificante do que ter uma mente sã! Os homens, que já foram de Marte, transitam por Vênus e por todo o universo (que antes era só feminino) sem frescuras! Além dos músculos bem trabalhados, a vaidade ganhou uma proporção nunca antes imaginada. São os metrossexuais garantindo os seus direitos à igualdade nos cabeleireiros e manicures...

Sem preconceito algum, embora possa parecer, não estou aqui cuidando da vida alheia, pois como diz uma amiga minha: “ema, ema, ema!”. Estou questionando sobre a busca desenfreada por uma perfeição, cujo foco está totalmente distorcido e tem os seus valores invertidos! O corpo pode até aceitar uma folha de alface, mas o cérebro não!

É chato e cansativo viver na construção de um corpo que não externa os sentimentos, que tenta esconder falhas e mostrar a superficialidade das nossas preocupações. Tornamo-nos escravos desse “regime” que criticamos, quando percebemos que estamos nos policiando constantemente para que as nossas fraquezas, possivelmente condenáveis, não apareçam. E, por incrível que pareça, quanto mais buscamos esse tipo de perfeição, mais vulneráveis e expostos ficamos! Os paradoxos nos sinalizam a ponta do iceberg!

Pessoas são julgadas o tempo todo e não há meio termo: somos glorificados ou execrados pelo meio em que vivemos! Entre um julgamento e outro nos colocamos ao meio, divididos e às vezes até induzidos pela escolha “perfeita”. Fiz escolhas na vida e as faço a todo o momento. A questão da perfeição contida nelas está no olhar daqueles que elegem os seus heróis e vilões. Para mim, elas fazem parte do meu momento de decisão e, perfeitas ou não, me remetem aos meus próprios paradoxos! Nunca fui fã de crianças, mas tenho quatro filhos e isso me proporciona momentos únicos e intransferíveis! Gosto de silêncio, mas uma boa música não funciona se eu não puder ouvi-la bem alto, e isso me mantém viva e alerta. Gosto de estar cercada por pessoas, mas não abro mão da solidão que me coloca em paz com a minha individualidade e isso me mantém consciente à existência das outras vidas... E elas são tão valiosas quanto a minha!

Quando penso nos paradoxos que enfrentamos diariamente, vejo com inquietação que eles são ecos desse grito da geração perfeccionista que vivemos. Driblá-los, poderia nos tornar heróis e heroínas, bons exemplos, ídolos ou reles pecadores. Não importa, pois tudo acaba sendo decorrência das escolhas que fazemos e elas pertencem a nós! Não podemos exigir que nos aceitem se não formos capazes de decidir e aceitar o caminho que queremos. O peso dos julgamentos que carregamos, talvez esteja condicionado às satisfações que damos e cobramos mutuamente. No mundo “perfeito” dos pobres mortais, não é o corpo ou a estética que atormentam, mas a consciência e a conduta coerente entre quem somos de fato e o que projetamos. Quando as imperfeições nos incomodam, recorremos às maquiagens e então, nos aliamos ao mundo perfeccionista. Mas tudo não passa de maquiagem e dura pouco, porque a consciência nos chamará ao nosso verdadeiro mundo. E ele não aceita superficialidades! A cara tem que estar limpa e o coração purificado!

Por mais que se fabriquem pessoas perfeitinhas, somos todos complicados e assim seremos enquanto as escolhas nos permitirem errar ou acertar, com ou sem medos e culpas. Errar é humano e persistir no erro, mesmo que digam ser burrice, estupidez, teimosia ou ignorância, faz parte de nossas escolhas. Em cada busca pela perfeição, teremos que olhar às imperfeições... E aos paradoxos também...

Jackie Freitas

“Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter, repugná-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito.”

(Fernando Pessoa)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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A Renovação em Nosso Próprio Tempo

domingo, 24 de abril de 2011.

E chega mais uma ocasião/oportunidade para reflexões e reavaliações... Chamadas que despertam nossa humanidade ou o renascimento de nossos sentimentos... Não sei!

Claro que acho válido o apelo, afinal, não importa qual o caminho que tomamos, contanto que alguma mudança realmente aconteça; porém, ainda acredito que temos nossas opções e as portas são abertas diariamente. Não desacredito da força da fé, do poder da religiosidade de cada um ou, tampouco, da “magia” que paira no ar nestes períodos de união através das crenças. Talvez eu ache tudo demagógico demais, previsto, calculado e rotulado... Parece que a bondade de cada um deva estar alinhada em série, em períodos específicos do ano, quando na verdade temos todos os 365 dias para manifestarmos nossos interesses nessa evolução pessoal. Sou cética, sim, quando me deparo com as repentinas boas ações ocasionadas por “elevações espirituais” previstas em calendários. Que me lancem às fogueiras... Eu não me importo! Questionem a mim como questiono a todos... Também não me importo! Mas que o façam com sinceridade, movidos por algum tipo de crença que parta das profundezas dos sentimentos e não pelos apelos comerciais ou morais que buscam pessoas corretas em ocasiões pré-determinadas!

Tempo de renascimento!!! Esse tempo é permanente e está ao nosso alcance diariamente. Somos nós que o enxergamos e determinamos tê-lo em nossa vida! A cada dia temos nossas escolhas e fazemos delas nosso próprio renascimento. Talvez, a escolha de um caminho hoje não signifique esquecer aos outros caminhos sonhados, mas temos sempre um ponto novo, uma nova chance ou perspectiva de mudar aquilo que não está bem...

Penso que as orações são forças de pensamento e vontade que emanam do fundo do nosso ser. Pensamos e queremos diariamente! Provamos de nossas receitas e quando elas fracassam, mudamos algum ingrediente na tentativa de que ela dê certo. Mas, ainda assim, persistimos na busca por mudanças... Perseverar... Esse é o nosso lema!

Então, se temos em nós mesmos essa força súbita de querermos a renovação em períodos específicos, por que não a mantemos ao longo dos demais dias? Podem falar em nome de Deus ou de Jesus se quiserem... Todos acabam falando em nome de algo ou Alguém, mas falem por si mesmos! Falem de suas reais necessidades e vontades e façam disso a verdadeira oração que os norteia ao caminho da renovação. Eu sei bem que precisamos mudar vez que outra, mas muitas vezes tal mudança só será significativa se estivermos convictos de que milagres não ocorrem do dia para noite! O “milagre” acontece aos poucos, quando se vive um dia de cada vez, promovendo uma boa ação a cada oportunidade que tivermos...

Toda essa comoção religiosa nos obriga a acreditar que somos frutos de uma criação suprema (e até acredito que sejamos!), entretanto, qual é o sentido de corrermos às igrejas ou templos, olharmos para o céu e pedir a providência divina se não formos capazes de sustentar essa mesma fé ao longo dos dias que sucederão essas festividades? Eu vi uma pessoa saindo de sua igreja, orgulhosa por sua ação benevolente e caridosa; negando ao seu próximo algumas poucas palavras de conforto e carinho... “Esse aí é um infeliz desgraçado que está padecendo por suas más escolhas!”, disse a “caridosa” alma religiosa! Não temeu em apontar os seus dedos e julgar aquele que estava em seu caminho e aí me perguntei: “Que tipo de renovação ela obteve?”. O que a torna diferente do “infeliz desgraçado”? De que serviram as palavras buscadas senão para alimentar um espírito que ainda diferencia as pessoas umas das outras? Não vejo renovação nisso e sim o reforço de que, ocasionalmente, as pessoas vestem seus trajes de gala para festas oportunas. E a oportunidade que encontram é de mostrarem-se mais bem vestidas que as outras... Apenas isso! Poucos são aqueles que despem seus espíritos e compreendem que é aí que está o verdadeiro sentido de renovação! Momento de encontrar uma roupa adequada que aqueça não ao corpo, mas à alma e a mente! Renovação é olhar para as outras pessoas e perceber que somos todos frutos de uma sociedade, ideologia ou “criação”. Cada um ao seu tempo, despertando para o mundo ou o enxergando de verdade!

Não adianta fazer preces e dedicar o melhor do espírito em ocasiões convencionais... Precisamos fazer de nossas preces diárias a oportunidade da mudança e renovação... Não podemos dormir nos outros dias e ressuscitarmos apenas aos chamados programados. A vida exige nossa atenção e cuidado sempre! E continuaremos errando ou acertando e cometendo falhas irreparáveis ou atos grandiosos, porém, ainda assim estaremos agindo ao comando de nossas próprias escolhas. Aos “seres humanos”, a mensagem que deixo é: “serdes humanos!”... Esse é o exercício condicional de nossa existência e o caminho para a verdadeira renovação!

Jackie Freitas

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Mania de Perseguição

quarta-feira, 20 de abril de 2011.

Estamos cercados e aprisionados! Muros são criados em defesa contra os preconceitos, desconfianças e intolerâncias. A raiva, solidão e exaustão ficam armazenadas e a qualquer momento, prontas para serem colocadas para fora... Vivemos num cárcere emocional e, com isso, o mundo tem abrigado pessoas doentes... De algum modo, mesmo sem querer, fazemos parte disso.

Pare! Relaxe um pouco, você não está sendo perseguido e qualquer cobrança que o obrigue à perfeição, acredite, ela parte de você mesmo e não necessariamente dos outros!

A Mania de Perseguição é uma doença associada a um tipo de esquizofrenia em que a pessoa se sente alvo constante de ataques, intrigas e complôs. E nem faça cara de assustado, pois você pode sofrer dessa doença também!

É muito comum as pessoas quererem agradar a todos e quando elas sentem que isso (obviamente) não é possível, entram num estado de defesa que as coloca como vítimas de um grupo, das circunstâncias e da própria vida! Acredito que muitos de nós já deparamos com alguém que enxerga inimigos e armadilhas por todos os lugares... Os psicólogos dizem que a desconfiança é algo saudável, mas se for exagerada, se torna altamente prejudicial à pessoa e àqueles com quem ela convive.

Não é difícil perceber que esse tipo de doença tem relação com baixa auto-estima ou com o estresse que pode, entre outros fatores, ser causado pelo excesso de trabalho. Pessoas sobrecarregadas deixam de cuidar de si mesmas e absorvem o peso do mundo em seus ombros. São mártires psicopatas! Assumem uma responsabilidade além da sua capacidade e, com isso, se colocam em segundo plano, deixando vir à tona todas as suas frustrações. Por mais que façam, não se sentem boas o bastante, passam a cobrar muito de si mesmas e começam a enxergar boicotes por todos os lados. O tempo se torna o seu pior inimigo e, com ele, as pessoas que as cercam... Qualquer aproximação é vista com desconfiança e a síndrome da perseguição entra em ação, fazendo com que se coloquem na defensiva e, muitas vezes, em ataque!

Acredito que pessoas assim passem boa parte do tempo procurando intrigas e inimigos. Se elas mesmas desacreditam da própria capacidade, quem pode provar o contrário? Nesses casos o isolamento é a pior resposta para elas, pois isso reafirma seus medos e inseguranças, transformando em certezas aquilo que é criado apenas por suas mentes... Pessoas que vivem o tempo todo se desculpando por seus atos têm grandes chances de estarem armazenando dentro de si um enorme monstro que, cedo ou tarde, sairá para assombrá-las e, ainda, aterrorizar a quem estiver em sua volta.

Apesar de observar que o mundo moderno contribui para que as pessoas se isolem cada vez mais por medos e inseguranças (afinal as tragédias divulgadas diariamente nos chocam), a mania de perseguição tem a sua origem na fraqueza do ser e na auto-estima mal cuidada. Evidentemente que o meio externo influencia e potencializa essa doença, entretanto, é preciso (como em qualquer doença) reconhecer-se doente. O termo Um por todos e todos por um! transforma-se em “Um contra todos e todos contra um!”...

A frase tão difundida pela obra de Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros, em sua essência tem como objetivo provar que através da lealdade e da coragem, a amizade entre os homens torna-se invencível! Portanto, só enxergamos inimigos em nosso campo quando não temos coragem para permitir a aproximação de amigos, quando não somos leais com a vida... O mal só cerca àqueles que não conseguem interpretar a bondade, e, muitas vezes, ela é tão explícita que parece mais fácil desconfiar dela do que dar um voto de confiança. Impossível viver em paz em mundo cercado por inimigos e perigos iminentes!

Todos nós temos nossas inseguranças e medos, porém eles não podem ser maiores do que nós! Viver aprisionado no medo e na desconfiança plena só fará com que a vida seja uma batalha maior do que é de fato.

Por isso, se você se sente perseguido e rodeado por sabotadores, pare e reflita se o seu maior inimigo sabotador não é você mesmo! As armadilhas podem estar espalhadas no campo minado de sua mente e aí, não se trata de todos estarem contra você, mas sim de você, contra si mesmo!

Jackie Freitas

“Hoje, não poderia conceder demais à minha desconfiança, visto que, agora, não é tempo de agir, mas apenas de meditar e de conhecer.”

(René Descartes)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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A Internet e as Pontes do Coração

segunda-feira, 18 de abril de 2011.

Fico aqui pensando no quanto o homem tem investido fábulas para descobrir se há “vida inteligente” fora do nosso planeta; nessa busca incessante em saber que não vivemos sós nessa imensidão galáctica. Porém, quantos têm investido os seus esforços em descobrir as tantas vidas preciosas que há aqui, bem próximas a nós, nessa mesma esfera, nessa mesma realidade?

É certo que muitos estão cansados e desiludidos com esse mundo; frio, duro, repleto de carências, encoberto por superficialidades e máscaras que escondem as verdadeiras faces de uma vida que pode não ser tão inteligente quanto à buscada lá fora, perdida no vazio do espaço, mas que pode nos dar respostas e ensinar muito sobre nossa própria origem... Precisamos enxergar que aqui mesmo, bem perto de nós (talvez até ao nosso lado) existem vidas maravilhosas, à espera de um contato que não requer investimentos maiores do que o da disposição da amizade...

Sentimo-nos sós porque percebemos que por mais que evoluímos tecnologicamente, regredimos em pequenos passos ao deixarmos de olhar à humanidade com os olhos simples e, dessa forma, perdemos pequenos valores que nos aproximam das pessoas. Tem uma frase de Shakespeare que diz: “Se você se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes.”, e para mim essa frase representa com perfeição essa era em que vivemos rodeados pelos muros da tecnologia, mas sem disposição para a busca das pontes que nos levam ao contato com outras vidas... Isolamo-nos em nossas casas ou nos aprisionamos em nosso próprio ser e deixamos do lado de fora as inúmeras possibilidades de enxergarmos que não estamos sós neste mundo...

Neste final de semana decidi sair dos muros que me cercavam e me propus provar que a tecnologia pode, sim, ser usada em benefício das descobertas humanas! A internet, como dizem, encurta distâncias, elimina fronteiras e aproxima pessoas. Provar que esse é um avanço tecnológico e que através dele fazemos contato com vidas não apenas inteligentes, mas com muito calor humano, me deixa aliviada! Encontrei amigos preciosos que me receberam com muito amor em seu lar! É interessante ver que as pontes que trilhamos são edificações grandiosas criadas pelo coração! Dizem que o amor é um idioma universal e, agoGlauco e Luciana Marchezinra, estou certa de que seu maior intérprete seja o coração! E quando as pessoas o usam para transmitir carinho, amor e amizade, não importa em que parte do mundo nós estamos; sentimo-nos em casa! E foi assim que me senti ao conhecer o querido casal de amigos Glauco e Luciana Marchezin!

Eles abriram não apenas as portas do seu lar, como também os seus braços para acolherem no seio de sua família, amigos que estavam do outro lado das muralhas, protegidos pelas telas de computadores... Amigos virtuais, como costumamos dizer... E a maravilha proporcionada por essa tecnologia chamada internet, foi ver que os rostos que encontrei, fazem parte de uma vida não diferente da minha ou da sua e nos permite constatar, agradecidos, que descobrir amigos é uma dádiva! Percebemos que não há riquezas ou tesouros escondidos se não estivermos dispostos a encontrá-los... E eu encontrei tesouros inestimáveis na travessia dessa ponte! Encontrei amigos verdadeiros e penso que as amizades são verdadeiras e eternas pelo tempo que queremos mantê-las conosco... Posso dizer que depois desse encontro, terei tais amigos, não porque essa seja a lei irrefutável da vida, mas porque é assim que as amizades são: tijolos retirados de muros instransponíveis e usados na viabilização de pontes eternas...

Gisele Munhoz, Samanta Modesto, Jackie Freitas, Erica Queiroz, Luciana Marchezin, Eduardo Munhoz, Glauco Marchezin, Pequena Julia, Grande BiaAgradeço aos amigos queridos que lá também estiveram: Samanta Modesto, Fred Farah, André, Erica Queiroz, Gisele e Eduardo Munhoz. E a essa fantástica família Marchezin: Glauco, Luciana, pequena Julia e grande Beatriz, o meu eterno carinho e admiração! Estar com vocês me fez ver uma vida real, onde o amor ainda é o maior exemplo da evolução humana! Tecnologias nos aproximam de pessoas e enquanto o homem investe infinitos recursos para obter apenas um pequeno sinal de vida fora do nosso planeta, investirei meu amor e carinho para mostrar ao mundo que aqui mesmo, muito próximo de nós, há pessoas como vocês... E tê-los como amigos é a melhor resposta de vida inteligente... É a melhor representação de evolução e crescimento, um passo adiante para a construção de um mundo rico e com tesouros inestimáveis!

Queridos amigos, muito obrigada por permitirem a minha entrada nesse mundo! Muito obrigada por oferecerem-me o calor encontrado em lares cercados de amor... Muito obrigada por compartilharem comigo esse tesouro que há em cada um de vocês. Entre nós não há muros e espero que possamos trilhar lado a lado nessa ponte, movidos pelo respeito, carinho e amor da amizade... Que esses bytes que nos aproximaram sejam apenas mais uma das muitas formas de nos encontrarmos e fazermos dessa caminhada o verdadeiro sentido de nossas buscas humanas!

Jackie Freitas

 

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Amiga Blogueir@ da Semana–Neusa Fiesta

sexta-feira, 8 de abril de 2011.
Neusa FiestaApós um mês sem as publicações de textos das pessoas admiráveis da blogosfera, retorno com alegria em poder apresentar o trabalho magnífico de uma querida amiga: Neusa Fiesta ou, como a chamo carinhosamente, Neusinha Fiesta! Minha amiga blogueira da semana é uma pessoa de personalidade! Escreve de tudo um pouco, mas sempre com paixão e demonstrando a intensidade dos seus sentimentos e inteligência! Não tem “papas na língua”! Está sempre atenta aos acontecimentos e não se intimida com assunto nenhum! Política, esporte, comportamento, saúde, amor, enfim… expressa em seu maravilhoso blog Deep In Fiesta a sua opinião e visão, convidando-nos a pensar com ela! Neusinha é uma daquelas pessoas que passamos horas conversando e sempre estaremos aprendendo algo, porque conhecimento é o que não lhe falta. Ao receber o meu convite para participar desse quadro, minha amiga querida aceitou prontamente, presenteando-nos com um texto maravilhoso que, tenho certeza, muitos se identificarão. Convido todos a mergulharem nesse fantástico texto! Com vocês, minha amiga Neusa Fiesta em:
Almas Feridas
Mulheres feridas em relacionamentos anteriores, com dores não resolvidas, trazem consigo uma bagagem emocional que as impede de amar livremente. Passarão, ainda que de forma velada, uma mensagem de que sentem raiva dos homens em geral.
Ao encontrar um novo parceiro que realmente a ame, a raiva que essa mulher traz de coisas passadas, fará com que sentimentos inquietantes e de ansiedade surjam nele. Mesmo que este entenda que não causou essa raiva e que não é responsável por ela, isto o fará sentir-se desconfortável e receoso. Não importa o quanto ela lhe assegure que sabe que ele é diferente e especial; ele ainda é um homem e, portanto, é provável que se proteja afastando-se dela.
Rancores acumulados e não resolvidos ferem tanto às mulheres quantos aos homens. Temos a tendência de direcionar esses rancores de volta para nós mesmos, destruindo nossa auto-estima, deixando-nos em depressão. Ou então, os rancores são direcionados para os outros, principalmente para aqueles que gostamos e que estão ao nosso lado.
Para ser feliz, não existe outra saída: livrar-se dos velhos rancores e seguir com a vida!
Como qualquer outra espécie de mudança, não é tarefa fácil...; dá trabalho e é preciso coragem para encarar-se de forma aberta e honesta. A tentação de nos apegarmos a ressentimentos passados para justificarmos nossos sentimentos, é muito grande. Mas não importa os quanto justificados nossos ressentimentos possam ser, esse apego a eles é autodestrutivo. Permanecermos ligadas a um passado infeliz, distorce e interfere com o presente e impede um futuro melhor .
O primeiro passo para a liberação de raivas antigas é o reconhecimento de que elas existem.
O próximo passo é entender que a raiva é um artifício protetor que usamos para evitar mágoas.
A raiva é protetora porque, apesar de desagradável, é menos destruidora do que a dor de ser magoada. E as raivas antigas representam as mais profundas das feridas, aquelas que continuam a nos atormentar. É preciso encará-las, é preciso compreender como fomos feridas, quem nos feriu e o quanto estamos feridas.
Uma vez identificada a fonte dessa raiva e a sua causa, é preciso colocá-la para fora. Em geral, as pessoas que a causaram não estão mais por perto; mas, não é mesmo necessário um confronto com elas. O importante é que os sentimentos precisam ser traduzidos em palavras. Deixe sair: fale, grite, escreva, chore, descabele-se!
O próximo passo é perceber que a liberação de mágoas antigas requer perdão. Tenha em mente que este perdão é em seu benefício; é seu passaporte para libertar-se das dores antigas. Não é para aliviar a pessoa que a causou, muito menos para justificá-la. É para a sua cura! Veja que ao dizer:
'eu nunca vou poder perdoá-lo', você estará decretando que sempre estará ferida. O melhor é dizer: 'você me feriu demais, mas eu o perdôo e me livro desta ferida'.
Por último, vigie sempre. A raiva tende a voltar de vez em quando, mesmo quando achamos que estamos livres dela. Quando isto acontecer, fale de forma franca e aberta para a pessoa com quem você está e depois reafirme para si mesma sua libertação dela.
Experimente fazer isso e verá que poderá alcançar resultados gratificantes, pois, a raiva e o ressentimento são debilitantes, ao passo que, ao nos livrarmos de emoções negativas, criamos espaço para novos e positivos sentimentos.
“Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.”
*Imagens retiradas do Google Imagens
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Que Seja Eterna Enquanto Dure…

segunda-feira, 4 de abril de 2011.

Algumas coisas são difíceis de serem explicadas ou definidas. Cada um tem a sua visão sobre os sentimentos existentes. Sem dúvida alguma, o amor e a felicidade lideram o ranking das buscas e explicações, exaltados em poemas, declamados em versos, analisados por psicólogos e, muitas vezes até por cientistas. Todos tentam encontrar padrões que definam essas experiências, como se precisássemos de fórmulas para vivê-las melhor e de forma “madura”. Difícil imaginarmos pessoas sozinhas e não aos pares! Difícil concebermos a idéia de uma vida sem a magia do amor ou envolta pela aura da felicidade. E, de forma própria, cada um vive os seus encantos ou sofre seus dissabores.

Conviver na atmosfera da adolescência nos faz rever alguns conceitos e perceber que todos nós começamos da mesma forma. Acreditamos, enquanto jovens, nas paixões avassaladoras e fazemos delas nossa razão de viver. Ouvimos músicas, flutuamos enquanto caminhamos, sorrimos para as paredes... Esse tipo de felicidade alimenta a alma e se torna combustível para a vida.

Após certo tempo, entre ilusões e desilusões, deixamos de acreditar na paixão e passamos apenas a ter como meta o amor... O amor que nos levará ao altar e que fará a comunhão de duas almas. E não é poesia! Quanto mais nos relacionamos, mais acreditamos que o caminho para a felicidade seja esse amor de dimensões espirituais! Esquecemos que é através da paixão que tudo começa e por isso, ao observarmos os adolescentes, mesmo dizendo a eles que tudo passará e que no futuro eles enxergarão diferente de hoje, penso no quanto temos sido responsáveis por destruir uma das maiores belezas dessa fase.

Para mim, fica cada vez mais evidente que canalizamos as frustrações, decepções e dores para criarmos uma espécie de camada protetora que nos impede de correr os riscos e mergulhar de cabeça nas paixões. Ficamos tão inseguros (talvez muito mais do que os adolescentes) que colocamos todas as nossas defesas em alerta a qualquer possibilidade de relacionamento. Associamos muitas dessas experiências como perigo... Medo de sermos feridos, iludidos ou enganados. Queremos ter a certeza de que dará certo; mas como seria possível se nós mesmos nos privamos dessa descoberta? Como ter respostas para algo que não nos permitimos viver? Ponto para os adolescentes que ao se permitirem experimentar, testam os próprios limites e mesmo que depois, se consumam em tristezas e dores, ainda assim, vivem momentos que levarão pelo resto de suas vidas!

Numa conversa com uma jovem que sofria pela desilusão do amor, disse-lhe que crescer não é nada fácil. Aliás, o processo do crescimento dói... E muito! Pensei depois que parte dessa dor é porque perdemos essa levitação maravilhosa provocada pela paixão! Acordamos de repente tão responsáveis para a vida, que esquecemos que é justamente a experiência da paixão que nos faz sentir vivos, com os sentidos aguçados, com o coração acelerado... Somos arrebatados por algo inexplicável e, nessa altura do campeonato, nem queremos explicações... Queremos apenas sentir, porque assim é a paixão: uma combinação perigosa, mas deliciosamente boa de ser sentida. Um passo para o amor e felicidade ou um recuo para o recomeço. Esse é o processo da vida, ora bolas!

Por incrível que pareça, depois de “maduros” evitamos tudo isso! Sabemos que são experiências que lembraremos para o resto de nossas vidas, mas não estamos mais dispostos a correr riscos. Queremos segurança, tudo calculado e programado para que as dores e decepções não nos façam voltar à estaca zero! Recomeçar? Não temos mais tempo para isso! Isso é coisa para os jovens! E com isso envelhecemos nosso espírito e fazemos com que os jovens sigam esses passos! Os envelhecemos conosco ao invés de reaprendermos com sua juventude!

Ensinamos-lhes que todo esse processo da paixão é doloroso e sofrido demais, que as decepções causam sequelas terríveis e nos endurecem para a vida. Porém, esquecemos (porque nossa memória é curta) de dizer-lhes que não importa o tempo que uma paixão dure: uma hora, uma tarde, um verão ou um lampejo de sorriso... Qualquer tempo de uma paixão tem o seu valor e apesar de durar tão pouco ou ser tão dolorosa, cada segundo dessa experiência, enquanto dura, é bom demais e vale a pena ser vivido!

Jackie Freitas

As paixões são como as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não se pode navegar.”

(Voltaire)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Apenas Começando…

sexta-feira, 1 de abril de 2011.

Este texto, a princípio, é um momento particular meu, de celebração (talvez ainda sob o efeito desse primeiro ano de blog) e agradecimento, mas com uma mensagem que abrange a todos como lição ou forma de se encarar a vida...

Hoje, meu irmão completa 34 anos de vida! 34 anos! Como o tempo passou... Ao entrar logo cedo no Skype, recebo um aviso (como se eu precisasse) de que hoje é o dia de seu aniversário e a mensagem que li, deixada por meu irmão, foi: “Tenho apenas 34 anos!”.

Baseada nessa frase e tomada pela emoção causada por ela, resolvi escrever  porque são essas pequenas coisas que nos fazem parar para refletir sobre a grandeza da vida e tentar extrair dela um significado mais importante do que costumamos dar...

A visão é, sem dúvida, uma forma de nos conduzir e posicionar diante da vida. Através dela podemos fazer dessa jornada um prazeroso passeio ou um fardo insuportável. Para muitos, talvez, completar 34 anos, ou 24 ou 43 ou qualquer idade; significaria um peso de idade! A frase que muitos usariam seria: “Nossa! estou com 34 anos!”. E isso soaria como uma lamentação ou tristeza pelo peso dos anos vividos. Não para o meu irmão! Para ele, são apenas 34 anos! Isso nos faz ver que, apesar de todas as dificuldades que todos nós temos (sem exceção!), a vida pode ser celebrada e agradecida por todas as experiências que ela nos proporciona, pelo que somos, conquistamos e até pelo tanto de erros que cometemos. Como sempre abordamos aqui, a cada dia temos a oportunidade de renascer, de mudar o curso da nossa história, de fazer diferente... Existem várias formas de se enxergar a mesma situação e, com certeza, é essa visão que faz toda a diferença nos caminhos que escolhemos.

Não importa quantos anos completamos! O que importa é como nos vemos neste exato momento! Podemos, aos olhos alheios, estarmos mais velhos; mas aos nossos olhos, estarmos apenas no começo de uma grande aventura! E mesmo sabendo que esse tempo passa rápido; mergulhamos de cabeça, porque viver é muito mais do que o tic-tac do compasso de um relógio. Viver está além de calendários e prazos, de rotinas e compromissos... Viver é uma celebração da idade como forma de aprendizado, da vitória de se estar exatamente onde devemos estar e no momento em que estamos. Somos nós que escolhemos os caminhos, somos nós que decidimos a forma como queremos viver!

Meu irmão talvez nem tenha noção do quanto essa pequena frase me emocionou e me fez feliz! Em sua contagiante alegria e forma de celebrar a vida (porque ele a celebra todos os dias!), me relembrou o quanto devemos agradecer por essa bênção! A sua existência, por si só, já significa para mim a celebração, mas ainda assim ele me faz ver que cada precioso momento é um presente divino que deve ser apreciado, saboreado e comemorado.

Sinto-me criança novamente e meu irmão conseguiu me levar de volta à velha infância para lembrar que ainda somos aquela concentração de alegria e energia. Não estamos mais velhos, poxa vida! Estamos apenas no meio do passeio e ainda nos divertindo muito!

Completar mais um ano de vida é olhar-se no ápice da sua juventude espiritual e na enorme vontade de descobrir o que ainda virá pela frente... E meu irmão enxerga longe... Ele ainda corre pelas ruas, sente no rosto o frescor dos dias, não se intimida com a vida e comemora com ela o seu renascimento.

Como escrevi no começo, esse é um momento pessoal meu, mas espero que todos possam enxergar-se nele. Lamentar-se pela vida é fácil. Fácil demais! Difícil é conseguir celebrar cada dia vivido e agradecer por isso. Mais difícil ainda é poder olhar para trás e dizer: “Estou aqui! E ainda estou apenas começando!”.

Este texto é dedicado ao meu irmão Fábio Freitas. Amado por tudo o que é; pelo que me ensina, pela força e amor incondicional e por ser exatamente o melhor irmão que Deus poderia me dar!

Jackie e FábioMano, eu te vi nascer e hoje estou muito emocionada por poder ver o grande homem que você se tornou! Não vou ser ingrata porque Deus tem me concedido tudo o que pedi a Ele e tenho certeza que muitas bênçãos ainda virão... Afinal, você está APENAS com 34 anos, mas estamos juntos e ainda só no começo! Parabéns, meu amor!

Te amo!

Jackie Freitas

*Imagens retiradas do Google Imagens

 

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