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Uma Releitura… Um Recomeço…

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011.

Outro dia escutei alguém dizer: “se Deus escreve certo por linhas tortas, tenho que aprender a ler de novo!”.

E aqui estou eu pensando nessa frase, fazendo uma “releitura” da vida e, como sempre, reformulando alguns conceitos...

Acredito que nada na vida aconteça por acaso, sem motivo ou propósito! Se formos condutores dela, obviamente, somos nós que traçamos os nossos próprios caminhos! Apenas nos deparamos com situações que exigem de nós decisões ou atitudes que nos façam mudar o rumo ou mantermo-nos no mesmo.

As consequências nem sempre são aquelas que gostaríamos ou sonhávamos, mas são, sem dúvida, influenciadas por nós!

Podemos viver momentos gloriosos e, de uma hora para outra, entrar no inferno das provações, dos desafios e da resistência. Quem somos nós para questionar?

Somos as pessoas mais importantes e interessadas nisso!

Sim, somos nós que devemos colocar em xeque as próprias decisões, observar se para onde estamos indo é realmente o lugar que queremos chegar e se o que fazemos é o melhor que podemos oferecer a nós mesmos!

Muitas vezes seguimos desnorteados, entregando nossa sorte ao destino, isentando-nos de culpas e responsabilidades, ou pior, entregando-as aos outros, sem querermos o trabalho de “reler” a vida ou rever nossos conceitos! E por mais complexa que ela nos pareça, podemos reassumir o comando, revendo rotas e estabelecendo nosso “destino”. Eu sei que é complicado pensar nisso sem sentirmo-nos onipotentes, afinal, para muitos o futuro pertence a Deus, assim como o próprio destino!

Se fizermos uma releitura, entenderemos que não é verdade afirmarmos que tudo que nos acontece depende apenas da vontade de uma força superior. A experiência é nossa e a vida também! A meu ver, tal força está contida dentro de nós, esperando ser usada para as conquistas e superações da vida.

Claro que não duvido de nenhuma crença, mas ainda acredito que é exatamente a força da crença (ou fé) que nos faça seguir pelos caminhos, enfrentando todos os obstáculos. Justamente quando se perde a fé e se entrega ao fracasso, deixa-se que a “sorte” determine o destino... E a vida é muito valiosa para que a entreguemos nas mãos da sorte…

Então, o que eu gostaria para mim (e desejo para todos) é força para manter a fé viva e que ela, (a fé) mantenha a vida em movimento. Que os caminhos sejam desbravados e que cada passo seja razão para orgulho, pois serão eles que nos levarão ao lugar que devemos chegar, independente da sorte ou responsabilidade do destino. Os comandos são nossos!

Deus escreve de muitas maneiras e a leitura depende de nossa capacidade de traduzir as mensagens... Mas, com certeza, se não fizermos constantemente uma releitura da vida, estaremos sempre envoltos pela grande interrogação que nos limita e impede de seguir pelos novos caminhos que surgem à nossa frente! O certo pode não estar nas linhas tortas, mas no que aprendemos com a leitura toda... ou, na releitura!

Se nos falta a capacidade de compreensão, aprendamos a ler novamente, porque a escola da vida nos ensina diariamente, a cada minuto... Se nos falta a visão, usemos novas lentes... Se nos faltar, ainda assim, o sentido de tudo, então é melhor recomeçarmos...

Às vezes, o recomeço faz toda a diferença!

Jackie Freitas

“Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.”

(Miguel Torga)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Agradecer Sempre!

domingo, 20 de fevereiro de 2011.

Debaixo dos emaranhados problemas, ainda havia um fio de esperança... Havia motivos para reflexão, auto-análise e, acima de tudo, para agradecimento...

Como é comum nos pegarmos contabilizando problemas e lamentando pelos erros... Não é um pecado meu ou seu apenas! É um pecado de todos nós! Mas esse pecado não consiste em lamentar e sim em deixar de enxergar e agradecer o que se conquista na vida, apesar dos inúmeros erros que cometemos...

Tenho falado muito em agradecimento ultimamente! Não por sentir-me na obrigação de demonstrar humildade! Tenho pensado em agradecimento por justamente enxergar nas pequenas conquistas diárias, todo o enriquecimento da minha vida! Não posso deixar de lado e ignorar os agradecimentos!

Hoje, por exemplo, olhei cuidadosamente ao meu redor e tudo o que enxergava me dava motivos para sentir-me abençoada, feliz e realizada! Uma sensação boa de satisfação, uma paz interior... Uma vontade de agradecer por tudo o que conquistei até aqui.

E é isso que quero fazer agora! Desculpem-me se tomo esse espaço para manifestar meu momento individualista, mas tenho certeza que ao final, perceberão que esse ato engloba a todos, inclusive vocês que me acompanham...

Quero, primeiramente, agradecer a mim mesma! É... Agradecer a mim por ter permitido novas experiências, por abrir meus horizontes e incluir novas pessoas e conhecimentos à minha vida! Por não ter me fechado num casulo e padecido em sofrimento, por ter acreditado na vida e corrido os riscos necessários para escrever novos capítulos de minha história! Não é fácil viver, eu sei! Tampouco sobreviver! Mas é gratificante poder olhar para trás e enxergar nos rastros deixados, lições que me fortaleceram e me trouxeram exatamente nesse ponto... O ponto do reconhecimento... O ponto do agradecimento!

Preciso agradecer a todos vocês! Pela contribuição, pelo carinho e respeito, pela confiança que em mim depositaram, resgatando a minha fé e me fazendo acreditar num mundo de pessoas mais humanas, solidárias e justas. Ainda questiono a humanidade, mas não posso deixar de reconhecer a vontade humana de crescer e melhorar. Faço parte disso tudo e são vocês; amigos, leitores, seguidores, familiares e anônimos que abrem as cortinas dos meus olhos e me fazem enxergar um mundo escondido e até desconhecido, mas cheio de riquezas e surpresas!

Se somos grãos de areia, posso dizer que não me sinto em um deserto, perdida em mim mesma, atordoada no calor infernal da existência. Somos a composição de uma grande praia, banhados por um imenso oceano que nos refresca a alma e nos engrandece a cada dia... E assim vejo a vida, com esse equilíbrio real e necessário, onde problemas se tornam desafios a serem superados; a superação em oportunidades de crescimento; o crescimento transformando-nos em pessoas melhores e nós, pessoas melhores, razões para orgulho e agradecimentos!

Agradeçam a cada dia vivido, sendo eles bons ou não! Agradeçam pelas oportunidades da vida, tendo elas passado despercebidas ou não! Agradeçam pela vida e não deixem de vive-la, porque não há milagre maior do que estarmos vivos... Agradeçam ao passado, mas não se esqueçam de viver o presente!

Dessa forma, acredito que eu e vocês poderemos tornar essa experiência gratificante e nos empenhar em construir cada vez mais um lugar melhor, de pessoas melhores e momentos memoráveis.

Não somos grãos de areia de um deserto... Somos um universo de conhecimentos e riquezas... Somos vida em movimento!!!

Hoje estou comemorando e agradecendo aos amigos conquistados, ao aprendizado adquirido neste blog e às quase 50 mil leituras e visitas neste espaço que mantenho e alimento com muito carinho!

Não somos grãos de areia de um deserto... Somos oásis que se descobrem e se encontram diariamente... E como é bom sabermos-nos parte da vida uns dos outros!

Muito obrigada!!!

Jackie Freitas

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Amiga Blogueir@ da Semana–Mary Miranda

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011.

Minha amiga blogueir@ dessa semana é especial e admirável! Poeta, poetisa; escritora, leitora; romântica, romancista… Autora de sua própria história; carrega consigo a força das palavras e ,sem qualquer receio, as devolve para nós, nos deixando sem fôlego, extasiados com tamanha paixão com que ela trata os seus pensamentos … Em seu blog Fatos de Fato, minha querida amiga é capaz de transformar um simples fato cotidiano em inspiração poética! E consegue nos fazer viajar em seus sonhos, percorrendo por seu longo horizonte para finalmente nos olharmos envoltos em suas palavras. Seus textos são viscerais! Sentimos neles a entrega e a catarse de sua autora…  Igualmente nos entregamos e nos rendemos a tanto sentimento transbordante de uma mente notável e brilhante… Amiga e autora de Fatos de Fato…  De fato, amiga e autora… Os fatos de Mary Miranda em:

 

A capacidade de sermos Fênix

Num tratado de sobrevivência insofismável, no derradeiro senso de
conquista tendo o céu como limite, nós, insondáveis como seres
pensantes, abrimos asas e voamos para onde quer que as elas alcancem!
A linha que corta o horizonte não é aquela do imaginário Equador, pois
se há alguma benevolência em se pensar, é que a estrutura mental do
ser não embota a mente para o infinito!
Reduzidos a pó, pá de cal tremente em cima dos corpos pulverizados, lá
adiante, fortalecidos, nos pomos de pé, prontos para a luta
subsequente!
Inglórias lembranças ainda no presente, passados que torturam e um
futuro incerto talvez propulsores de dor, não resistem à força que
emana da lógica de que acasos não existem, fazendo-nos crer numa
improvável, conquanto agradável, sensação de retorno e garra, vitória
e sucesso meritórios!
O que chamam de 'tirar leite de pedra' é a caraterística principal de
qualquer Fênix!
Saber-se combalido, restrito, extinto, e assim mesmo levantar a
bandeira dos imortais, retirar de um chão inexistente, um céu de
estrelas que fulguram o olhar do meu irmão, do meu semelhante, é ter
nas asas de ave castigada, um arsenal ilimitado para uma guerra de
paz...
O olhar de uma benevolente ave Fênix é sempre à direita.
Via única, não tem opção...
Escorreguemos uma vez só a visão para a esquerda e o ato segrega
dimensões nefastas, incongruentes!
Ave Fênix, no sentido de amor e ressurgimento, é para a direita o seu alvo!
O lado da Justiça, da Certeza e do Pai!
Injustiçada, a mitológica ave confundida com o Mal, agora não tem como
refazer-se desses valores ímpios construídos numa Grécia longínqua!
Como ave redentora, construidora de sonhos, assim mesmo, com opções
mínimas, conduz a orquestra do florescer!
Essas cinzas surgidas após a sua destruição na fogueira, têm função
única em sua nova vida: saber que tantas tragédias surgirem, tantas
tragédias vencidas...
Nascendo e renascendo, nascendo e renascendo, voltem cinzas para o seu
lugar porque Fênix não desiste nunca, imortal e sobrenatural,
acalentando no seu ninho seus rebentos, seus descendentes, não como
filhos de carne, mas filhos de luta eterna e etérea!
O poder que há nesse estigma em se olhar para a direita, simbólica de
bem, é reduzido?
Não cabe ao homem entender sobre Céus...
Pois se o olhar é para a Direita, o Amor de uma ave Fênix continua
cabendo no lado Esquerdo do peito!...
E se essa luta armada para vencer obstáculos imaginários ou reais,
sendo feita de linha de Equador, Greenwich, numa Via Sacra, Láctea,
Via Crucis, se isso tudo corresponde, transmuta, absorve, corrobora
para favorecer um néscio de ser, um espirro de vivência, se trouxer
bondade, vamos à ela, então, ressurgindo e ressurgindo, vindo as
cinzas para lembrar-nos que podemos sobreviver!
Captação de recursos que somente a dor pode liberar!
Alguém aprende a ser bom quando se está bem?
É na dor, somente na dor, que reconstituímos nossos pedaços soltos...
A Fênix, sem contrariar essa verdade, se torna melhor à cada
destruição de sua existência!
Como que dizendo a que veio, peça por peça encaixada no seu
quebra-cabeça para o estímulo!
"Se eu retirei desse solo o que não me permitiram, você pode retirar
desse solo, o que eu te forneço agora!", esse é o jeito de uma Fênix
nos convencer que podemos mudar destinos...
Não nos conduzamos à mistificação, não louvemos como impossível aquilo
que os olhos não vêem!
Se uma Fênix só pode olhar para a direita e enxerga por todos os
ângulos, por que nós, os ilimitados, infinitos, cíclicos, nos
restringiríamos ao comodismo?
Todos nós temos a obrigação de sermos a Ave Redentora!
Porque o que nos faz Fênix é exatamente nossa capacidade de nos
reinventarmos, superarmos as cinzas que povoam muitas vezes nossos
corações, e aparecermos logo adiante, radiantes, formosos, fortes para
a próxima batalha para o bem!
Que cinza seja sempre a cor que tonaliza vestuários.
Não deixemos o dia cinza, não façamos dos nossos dias, cinzas!
Libertemos a nossa Fênix mais primorosa, aquela que voa longe,
atravessa mares, e que encontra sempre um lugar prazenteiro no coração
daqueles que trazem a pureza de alma, sabendo que a esperança é como
uma flor, que nem sempre nasce num jardim, mas jamais perde o seu
encanto...

Mary Miranda – Fatos de Fato

*Imagem: www.diaadia.pr.gov.br

 

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Sofrer com Dignidade

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011.

Dizem os poetas e pensadores que a vida é efêmera! Num piscar de olhos tudo muda! Algumas vezes para melhor, outras para nos testar a resistência e fôlego diante dos problemas. Não diria que são maus momentos, pois isso depende da ótica e forma com que cada um converte as suas provações. O fato é que nada de bom ou ruim dura para sempre, exceto aquilo que nossa mente perpetua... E normalmente perpetuamos o sofrimento!

Poucos são aqueles que conseguem transitar pela efemeridade da vida sem absterem e entregarem-se ao sofrimento. Parece que têm pessoas que nasceram para isso apenas: sofrerem! E como dói vê-las enclausuradas na tormenta de seus problemas! Não porque a vida lhes foi menos justa, mas por vermos que, dia após dia, elas se tornam vítimas de si mesmas!

Creio que na vida é preciso saber lidar com todas as circunstâncias, sejam elas boas ou não. Infelizmente, em muitos casos, não sabemos o que fazer e é para isso que usamos de uma riqueza que todos (todos!) sem exceção possuímos: aprendizado!E aprender, também faz parte desse processo, desde, é claro, que estejamos aptos e receptivos para isso! Com toda a bagagem que possuímos, temos condições de entrar e sair de situações diversas! E como seguimos adiante pela vida a fora? Levantando a cabeça, reunindo forças (até de onde não se imagina) e tocando em frente! E tudo isso com muita dignidade! Sim, querido leitor, até mesmo para sofrer precisamos ter dignidade! E saber sofrer com dignidade é deixar de ser vítima circunstancial e permanente de si mesmo! É saber olhar em volta de si e não apenas ao próprio umbigo; é perceber que os problemas estão por toda parte, rondando a vida de todos, esperando oportunidades que criamos... E eles se instalam em nossa vida se aceitarmos a sua danosa oferta.

Obviamente não estou menosprezando os problemas de ninguém. A proposta aqui não é essa! Cada um sabe da sua dor e provavelmente poucos sabem de sua cura e é nessa hora que a dignidade nos permite buscar o tratamento alternativo que, pode não levar à cura total, mas certamente trará resultados mais otimistas!

Uma pessoa que se fecha em seus problemas e faz deles a razão de sua vida, dá provas claras de que consegue canalizar energias para algo que, se fosse trabalhado de forma contrária, libertaria e a faria usar essa mesma energia para solucionar e não aumentá-los ainda mais! Com dignidade conseguimos perceber que não somos melhores que ninguém, tampouco piores! E é através dela que não nos incomodamos em andar na rua de cabeça erguida, passando pelas pessoas (mesmo que elas nos apontem dedos julgadores) demonstrando tamanha força interior que, os mesmos dedos que outrora apontavam para julgar, se unem em carinho e solidariedade!

O ser humano, de um modo geral, acredita na teoria do “pobre coitado” como forma de obter ajuda e alívio nessa pesada carga que os problemas trazem. Contudo, posso garantir que pessoas que se posicionam dessa forma perante os seus problemas, são as primeiras a serem colocadas de lado! Ninguém quer estar por perto de quem só chora ou reclama! Pode ser politicamente correto dizer o contrário, mas no íntimo de cada um, o que prevalecerá será sempre a admiração  pelas pessoas que nos passam dignidade! Espelhamos-nos nelas, queremos ser como elas em situações semelhantes... Unimos-nos a elas como soldados fiéis e lutamos por suas causas! E só admiramos as pessoas que nos transmitem força através da dignidade com que agem em qualquer circunstância e não esmorecem nas derrotas da vida... E posso afirmar que são inúmeras as derrotas que sofremos!

Portanto, ao surgimento de um problema, independente de sua complexidade, tenha dignidade sempre! Enfrente-o do mesmo modo que se  encara a própria vida: acordando todas as manhãs e lutando por cada momento que lhe é de direito! Não estamos aqui roubando o tempo de ninguém e se assim fosse, o único tempo roubado seria o nosso mesmo quando nos aprisionamos aos problemas e esquecemos-nos de ver que do lado de fora dessas grades da visão problemática, existe uma infinidade de possibilidades à nossa espera. As soluções podem ser mais simples do que imaginamos se não transformarmos os problemas em nosso próprio eixo. Se deixarmos de girar em torno deles e sairmos desse círculo vicioso que nos condena a uma prisão perpétua!

Dignidade requer coragem e, o primeiro passo para tê-la é decidindo não viver mais nessa cela escura e suja! Dignidade é sofrer com a certeza de que nada dura para sempre... nem mesmo os problemas... É querer mudar o próprio rumo e viver intensamente… mesmo que brevemente…efemeramente!

Jackie Freitas

Tudo muda em um piscar de olhos, mas é magnânimo pensar que ainda que tudo mude dentro de um piscar de olhos, Deus nunca pisca!”

(Junior Reder)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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As Palavras que Deixamos para Trás…

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011.

Promessas... São armadilhas que criamos se não soubermos valorizar as palavras que falamos. Algumas vezes se tornam atos irresponsáveis, pois nos comprometemos com alguém ou com nós mesmos e, então, acabamos por deixar nossas próprias palavras ao vento, irem embora, ficando distantes, perdidas no tempo... São as palavras que deixamos para trás e com elas, muitos de nossos sonhos e desejos...

Um suspiro e a lembrança das palavras que teríamos dito se o nosso orgulho ou, quem sabe, a timidez não nos tivessem impedido de dizê-las... Tudo ficou apenas no aceno, no olhar, no sorriso, na despedida ou nas lágrimas... Mas não fomos fortes o bastante para desatarmos o nó que se formou em nossa garganta. Trancamos as palavras lá e cada dia o nó vai ficando mais apertado, louco para afrouxar e aliviar a nossa alma triste...

Palavras são facilmente esquecidas e abandonadas. Projetos baseados apenas em palavras e não na coragem, acabam virando frustrações... Trazem a possibilidade do “se” e do que poderia ter sido. Já foram... não são mais! Ensaiamos muitas vezes diante do espelho e até num monólogo íntimo, as palavras que causam efeitos; entretanto elas acabam sendo abandonadas ali mesmo, diante de nós e nada fazemos para tê-las de volta. Morrem onde começaram... dentro de nós!

Seguimos adiante, sim! É preciso que continuemos caminhando, mas ao olharmos para trás, quantas coisas poderíamos ter construído se não abandonássemos as palavras? E é aí que as dúvidas e certezas surgem, pois sabemos que tudo aquilo não se pode recuperar... Ficaram para trás!

Um provérbio chinês diz que “ três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”. Eu acredito que as palavras não pronunciadas no momento oportuno, também não voltam! E se voltarem, nos atingirá como flecha certeira, na consciência. Seria o arrependimento?

A vida nos dá tantas oportunidades e tudo o que pensamos são as conquistas, mas esquecemo-nos das palavras! São elas que constroem e que dão bases para as nossas realizações. O cuidado que devemos ter é em saber usá-las, selecionando carinhosamente cada uma delas e dizendo-as no momento certo. Mas temos essa consciência? Nem sempre! A consciência é outro fantasma que nos assombra. Implacável e impiedosa, ela nos aponta as palavras que deixamos para trás e nos esfrega na cara as que foram desperdiçadas.

E lá no fundo, sabemos quais foram as palavras e para quem devíamos ter dito e temos que nos contentar com a possibilidade de fazermos tudo diferente daqui por diante, pois aquelas palavras não voltarão mais... Elas se tornaram parte do passado. São apenas palavras deixadas para trás...

Jackie Freitas

A palavra é tempo, o silêncio é eternidade.

(Maurice Maeterlinck)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Amiga Blogueir@ da Semana – Erica Queiroz

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011.
Se você chegou até aqui é sinal que fazemos parte do mesmo mundo! Encontramo-nos em bytes de um novo, desconhecido e temido, mas fascinante mundo virtual, onde pessoas se encontram e se identificam através de palavras... Minha amiga blogueir@ da semana quem o diga! Erica Queiroz é autora do blog O Amor Está na Rede, e lá, esclarece dúvidas e derruba mitos sobre os relacionamentos que surgem através da internet. Recentemente publicou um livro, homônimo do blog, mostrando o seu profundo conhecimento no assunto. Erica é uma verdadeira coach de relacionamentos e sempre apresenta dicas valiosas, alertas importantes e tira muitas dúvidas sobre essa nova forma que as pessoas descobriram para se relacionarem. Tive o imenso prazer de conhecê-la pessoalmente e pude desfazer um dos meus próprios mitos. Sim, na internet conhecemos pessoas excelentes! E as transformamos em amigas de verdade, às vezes com peso até maior do que aos sonhados amigos de infância! E a minha amiga Erica é simplesmente maravilhosa! Dona de um sorriso contagiante, uma personalidade encantadora e uma energia tão boa, que quando nos damos conta, as horas se passaram e sentimos que ainda temos muito que conversar com ela! Esse mundo virtual tem me surpreendido e confesso que cada dia me estimula mais! Encontramos muitas oportunidades e cabe a nós aproveitá-las da melhor forma possível. Para mim, se O Amor Está na Rede, as amizades também estão! E como é gratificante descobrir isso! Com vocês, minha queridíssima admirável amiga nova, Erica Queiroz em:

Internet – Admirável mundo novo!

Queridos leitores,
Recebi um convite da minha adorada amiga - por enquanto virtual -, Jackie Freitas, para escrever em seu blog. Não poderia me sentir mais honrada!
E a Jackie me deu uma grande idéia: falar sobre a aproximação, entre as pessoas, que a internet pode trazer. Achei o tema perfeito; afinal, a nossa amizade é exemplo disso!
Nas palavras da própria Jackie (e eu concordo plenamente), "se deixarmos os perigos da internet de lado..." – afinal, os perigos sempre existiram; a rede é somente mais um veículo para propagação de golpes -, “... podemos fazer da net um grande 'cupido', ou uma grande sala de bate-papos entre amigos, fazendo dela uma extensão de nossa casa". Decidi começar o post com base nessa afirmação da Jackie.
Mesmo quem tem certa familiaridade com a rede pode ter dificuldades para compreender isso. A internet trouxe muitas novidades e muito rapidamente, mas o novo processo de comunicação gerado por ela não tem volta e, mais cedo ou mais tarde, todos estarão adaptados a isso – afinal, muitas das crianças já têm aulas à frente de computadores. E-mails, torpedos, scraps e tweets, entre outros, são os novos modos de comunicação. Quem imaginaria isso há 15 ou 20 anos?
Eu sou suspeita para falar, visto que encontrei meu marido na rede, mais especificamente num site de relacionamentos amorosos. Mas, vejam bem, já fiz vários amigos na rede, como é o caso da Jackie também. Por quê? Porque a internet possibilita que pessoas com afinidades parecidas se encontrem.
Pensem num astronauta russo (cosmonauta), vizinho de uma professora de biologia. É muito mais provável que ele tenha afinidades com uma astronauta americana, que está em outro continente, do que com a sua vizinha. É isso que a rede nos permite: conhecer pessoas do mundo inteiro, ampliar horizontes e descobrir o inimaginável!
Se você for uma pessoa tímida, a internet ajuda imensamente a derrubar a barreira da timidez, uma vez que, enquanto o contato for somente virtual, você estará escondido (a) atrás do computador. E isso pode (e vai!) gerar resultados positivos e reais em sua vida!
Hoje, é possível conhecer pessoas na internet de várias formas. Tanto para amizades, quanto para relacionamentos. Todas as redes sociais são grandes facilitadoras: Orkut, Facebook, Twitter, LinkedIn etc. Se não souber como começar, é só começar a "dar pitacos" em comunidades de seu interesse. E aí outras pessoas começam a comentar e novas amizades vão surgindo. Simples assim!
A Jackie, por exemplo, conheci num site que divulga blogs. Eu via comentários da Jackie em alguns posts, depois comecei a ver comentários da Jackie nos meus posts, começamos a escrever sobre o que concordávamos, a compartilhar idéias e, assim, uma grande admiração foi surgindo! No site onde nos conhecemos, a minha participação ainda é muito pequena, mas os membros mais ativos já têm tanto em comum para compartilhar, que todos se sentem parte de uma grande família! E é muito legal, pois um sempre ajuda a divulgar o trabalho de outro, todos unidos por um objetivo comum! O site tem classificação (através de pontos obtidos pelos votos que seus posts obtêm, entre outros), mas, querem saber? Ninguém está lá para disputar de verdade!
Agora a Jackie acabou de se mudar para a minha cidade e logo nos conheceremos pessoalmente... Não vejo a hora! Não é admirável este mundo novo?
Um grande beijo de Erica Queiroz – autora do livro e blog homônimo: "O amor está na rede" (http://www.oamorestanarede.com.br)
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Livre Para Amar-se

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011.

Qualquer tipo de relacionamento, por via de regra, exige troca. E não estou me referindo apenas às questões óbvias como amor, carinho e respeito. Falo de coisas teoricamente mais simples, mas que em sua prática demonstra que poucas pessoas realmente estão preparadas para compreenderem o que é, efetivamente, um bom e saudável relacionamento. Antes de tudo, se não houver interação e nem comunicação entre as partes, os ruídos freqüentes acabarão com qualquer chance de harmonia. De nada adianta uma parte falar português e a outra aramaico. É preciso que haja sintonia na comunicação e que a mesma seja clara, limpa e acima de tudo franca! Com certeza não conseguimos executar isso tudo facilmente. Prática e teoria acabam tendo entre si um grande e, às vezes, profundo abismo. E muitos acabam caindo nele!

Uma das formas, a meu ver, para mantermos uma relação saudável e equilibrada é não nos tornamos escravos e nem dependentes dela. Precisamos, sim, preservar a individualidade e mantermos nossas características, sem entregarmos a outrem o total comando e responsabilidade de nossas vontades e, até mesmo, de nossa personalidade. Muitos ainda confundem adaptações e concessões com a perda total de confiança em si e da própria auto-estima. Não é raro vermos pessoas transformarem o amor (pessoa física) em centro gravitacional. Elas acabam vivendo em função das vontades e decisões do outro e esquecem suas próprias necessidades. São negligentes consigo mesmas!

Lembremos que relacionamentos se iniciam por serem identificados pontos de atração em similaridade ou até de opostos complementares, portanto são as características individuais de cada um que prevalecem. Por alguma razão (ou por várias), ao longo do processo, as pessoas vão se esquecendo do quanto as suas qualidades influenciaram nessa aproximação e passam a simplesmente abrirem mão delas, dando espaço à dependência e incapacidade de gerirem a própria vida.

Inevitavelmente surgem as frustrações (de ambas as partes!) e o relacionamento começa a dar sinais claros de desgaste! Eu sempre digo que o amor sozinho não sobrevive se não tiver o empenho das duas partes para que a relação amadureça e se fortaleça! E, a meu ver, apesar de parecer complicado (e talvez para alguns seja mesmo), a única coisa que cada um precisa  saber é manter a sua essência. Simples assim!

Pessoas que se tornam dependentes de outra(s) precisam, inicialmente, olharem para si mesmas e encontrarem, sozinhas, as próprias qualidades e o ponto de equilíbrio. Precisam reconhecer-se boas o bastante para que sua personalidade não seja ofuscada diante dos outros. É preciso termos segurança e acreditar em nós mesmos, sem dependermos da opinião de quem quer que seja! Valorize as virtudes e trabalhe com paciência os defeitos, afinal eles também fazem parte desse equilíbrio. Ninguém é perfeito e não cabe a você esse fardo insuportável!

Isso vale em qualquer tipo de relação: amorosa, familiar, de trabalho ou amizade. Precisamos entender de uma vez por todas que cada um de nós contribui com experiências e visões, mesmo que diferentes, acrescentando e somando na vida daqueles com quem nos relacionamos. Essa é a parte do enriquecimento de uma relação, afinal, normalmente buscamos nos outros uma forma de crescermos e sorrirmos para a vida! Então, sorria, você está sendo notado! E pode acreditar que nos relacionamentos (verdadeiros e bem intencionados) são as suas virtudes que estão em evidência! Para quê trazer o holofote para os seus defeitos? Para quê transformar a própria vida numa insignificância, se é justamente para você que ela deve ser maravilhosa?

Não permita que te digam quem você é! Seja o que você de fato é... Mas descubra com os seus próprios olhos e sentimentos, sem dependências e nem anulações. Use todos os sentidos! Tenho certeza que você irá se surpreender com tantas boas descobertas! Liberte-se do seu próprio preconceito e submissão, seja feliz e esteja em paz consigo!

Jackie Freitas

“(...) Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente. (...) Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade!”.

(Zíbia Gasparetto)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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