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Amiga Blogueir@ da Semana–Eninha Campos

terça-feira, 25 de janeiro de 2011.

Depois da mudança e da casa (quase) arrumada…rsrs…é hora de retomar o trabalho. Minha amiga blogueira dessa semana já é, como dizem, “de casa”! Não é a primeira vez e nem será a última (prometo!) que publico um texto dela aqui. Minha querida menina baiana, Eninha Campos, tornou-se uma conselheira e o ponto de equilíbrio entre minha razão e minhas reflexões. Aliás, quem visitar o seu MA-RA-VI-LHO-SO blog O Que É Isso? compreenderá perfeitamente o que digo e verá (com os próprios olhos) todo o equilíbrio da minha amiga, através de suas publicações. Quando a convidei para participar aqui no Fênix, ela aceitou prontamente e me deu, mais uma vez, a grande honra de ter a sua, sempre sensata, reflexão sobre o comportamento humano. O texto está magnífico e convido você a refletir com essa grande amiga que se tornou uma grande mestre… Aliás, Eninha… O Que É Isso??? rsrs… Aprecie sem qualquer moderação! Com vocês, Eninha Campos em:

A Estupidez Camuflada de Esperteza

Se você não entende claramente o que consiste a estupidez humana, basta olhar ao seu redor. Há sempre as guerras, os conflitos territoriais entre os países, pessoas, massacres e fome. Mas não é necessário olhar tão longe para ver a estupidez humana. Preste atenção às notícias; leia livros e revistas, navegue na Internet,  especialmente ouça aqueles que o cercam e observe os motivos que os levam a brigarem  e se preocuparem e, por fim, olhar para si mesmo. Hum ? Então é ou não é estúpido?
Desculpe-me se não o encorajo nesse aspecto, confesso que cada vez mais, tenho pouca fé na humanidade! Gostaria que os fatos diários não confirmassem a minha teoria, mas infelizmente não é isso que vejo e sinto diariamente. A humanidade, bem como vem a desenvolver e com "brilhantismo", é uma espécie  estúpida.
O ser humano vive a criar problemas desnecessários para si e para os outros e ainda não está qualificado para viver e conviver em paz e avançar com generosidade e respeito diante das outras pessoas. Não é capaz de perceber que cada avanço ou o próprio erro implicam em um avanço ou danos aos outros.
Quantas vezes você já tentou resolver um problema de alguém e imediatamente - como reposta - foi atingido na “cara”? Algumas vezes, não é?  Não estou a encorajá-lo a ser desumano e insensível. Ok, todos nós temos problemas. É realmente raro encontrar  pessoas sem problemas.   Os problemas são o caminho normal da vida neste mundo. Há sempre uma novidade, uma  combinação de circunstâncias difíceis.
Na maioria das vezes muito pouco poderia ter sido feito para evitar os problemas que você tem. Mesmo se você tem grana, fama ou notoriedade, você ainda está sujeito aos estranhos e imprevisíveis socos e pontapés que a vida dá em todos nós. Eles aparecem e cruzam o seu caminho através de circunstâncias estranhas (o por quê  eu não sei !).
Agora minha cara, meu caro, infelizmente você também causa muitos de seus problemas. Você vai atrás deles através de 'más' escolhas, 'erros', 'momentos ruins' ou simplesmente... estupidez.
E aqui chego ao  ponto da minha questão: a estupidez humana camuflada da esperteza – que, simplificando nada mais é que uma conseqüência do egoísmo e arrogância da sua essência.
A estupidez é agir de forma irresponsável, e o que é pior, na maioria das vezes, a irresponsabilidade atinge e compromete pessoas à sua volta.
Quer um exemplo? Quando você usa, manipula e transforma pessoas  em marionetes; quando você usa de má fé com os sentimentos de outras pessoas por interesses pessoais; quando você tira as pessoas da sua paz, irresponsavelmente;  quando você age de forma oportunista e passa por cima de pessoas; quando você pode ter "perdido" o seu temperamento e diz coisas que não podem voltar atrás; quando subjuga os  sentimentos mais puros de alguém; quando você usa drogas ilícitas, molesta e/ou  fere alguém muitas vezes de forma irremediável, etc., etc. Enfim, a lista de tragédias que a estupidez pode provocar é infinita...
Entenda isso!  A ética é a chave para a humanidade. Toda a existência humana depende 100% de ética. Sabe por quê? Embora as pessoas possam estar dispostas a serem egoístas, e no seu egoísmo antiético, os seres humanos - que ainda  valem a pena nesse mundo - odeiam "imoralidade" mais do que tudo. A estupidez é imoral!
E você sabe exatamente o que acontece quando os seres humanos são “imorais” uns com os outros? As relações quebram-se. Resultado: Ressentimentos.
Assim, se você quer relacionamentos, seja no trabalho ou relações de qualquer espécie, então a resposta é a ética. E adivinhe qual a única fonte da ética?   A verdade.
O respeito é ético, a “imoralidade” é egoísmo puro.
Em todos os níveis da sociedade onde o egoísmo é perpetrado, em cada lugar onde o interesse próprio, a auto-proteção e a ganância levantam suas cabeças feias e horrendas, os relacionamentos são destruídos.
Hoje a vida é dura, pegou e pega pesado com muita gente. Não há tempo suficiente para aturarmos a irresponsabilidade dos outros. Responsabilidade não é algo apenas para os velhinhos sem senso de aventura. É algo que precisa ser considerado em toda a vida das pessoas. Na minha e na sua!
Agora, se você estiver disposto a suportar os prejuízos, se você deseja e  só pode causar mal a si mesmo - sendo irresponsável - então vá em frente.  Se isso significa sofrimento para alguém, pense duas vezes. 
Se você nadar no mar e nadar com a corrente, provavelmente você vai curtir o passeio com um mínimo de esforço. É só ir na “onda”... Se você quiser nadar contra a vida  e lutar com uma atitude cega e irresponsável, é duvidoso que você curta o passeio.  Você vai perder muita energia e possivelmente até mesmo afogar-se, caramba!
A vida é difícil o suficiente sem você fazer o pior para si mesmo. A escolha é sua!
Bem, a maioria das pessoas não é boa, isto é um fato.  A maioria das pessoas não é honesta. Quando “derruba-se um  líder”, haverá sempre alguém à espera, na torcida para tomar o seu lugar.
Quando você tomar uma atitude julgando-se uma pessoa espertinha, pense outra vez: espertinha ou estúpida? A estupidez é uma característica natural de nossa espécie, mas a falta de responsabilidade, certamente a torna mais óbvia!
Diante disto o que eu faço? Eu?! Bem eu, estou sensível a não ser insensível a esse assunto. O melhor que eu posso esperar é fazer o meu  próprio pequeno mundo honesto, sincero e confortável. Trabalhar por uma mente tranqüila, na  “boa” e fazer o quê posso para aqueles que eu permito passar e estarem na minha vida.
Quanto ao resto... se pensa que engana-me, vingo-me a fingir que acredito. E estamos combinados.
O mundo é bonito de se ver, sim, é verdade! Mas, tem dentes muuuuito afiados e inconseqüentes, eu estou ligada. Se ligue aí!
Acho que vocês vão me odiar, mas confesso que agora vou ali ler uma "Caras" porque depois dessa, todo mundo merece um bocadinho de futilidades... hehe. Vá você também!
Daqui,  Eninha Campos - Câmbio e desligo.
*Imagens retiradas do Google Imagens
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Ainda Estamos Aqui…

domingo, 16 de janeiro de 2011.

Há mil razões para pensarmos em desistência... Podemos nos desiludir, sermos magoados, enganados ou simplesmente deixarmos de acreditar! Somos seres vulneráveis e suscetíveis, portanto é muito comum perdermos as esperanças quando nos deparamos com situações que não apresentam o resultado que esperávamos. As decepções e mágoas, normalmente são decorrentes daquela velha expectativa que criamos, algumas vezes até em ilusão, ao que os outros possam nos oferecer. Estava aqui pensando na frase chave, que orienta a minha vida, que diz: “as pessoas são o que permitimos que elas sejam...” e isso me faz pensar (novamente) que muitas vezes somos nós mesmos que criamos e alimentamos nossos próprios monstros! Culpar aos outros por nossas frustrações e decepções talvez nos traga algum tipo de conforto, mas lá no fundo sabemos de nossa responsabilidade com relação àquilo que nos acontece... de positivo ou negativo!

Entretanto, o que eu ainda fico pensando é que, independente de expectativas ou frustrações, não podemos nos desviar do caminho que nossa crença nos leva! Não podemos simplesmente desacreditar do mundo, das pessoas ou da própria vida! Assim como nós, muitos estão em busca do bem, da paz e da verdadeira razão da convivência entre os seres! Se deixarmos de acreditar nos outros e, principalmente, em NÓS MESMOS, estaremos dando mais espaço ao vazio que ocupa tantos corações, tantas almas, tantas pobres e perdidas pessoas...

Talvez a graça da vida seja essa mesma: cair, levantar, aprender e prosseguir... E, adiante, ensinarmos ou aprendermos com quem encontrarmos e assim formarmos uma corrente do bem, onde um se preocupa e zela pelo outro! Talvez seja esse o verdadeiro espírito humano....não sei! Talvez seja ainda utopia, mas o que sei é que as decepções podem, por algum momento, tentar desviar-nos do caminho, mas quando acalmamos nosso coração, encontramos a nossa própria verdade e as razões que nos trouxeram até aqui... E é tão bom vermos que apesar de tudo, ainda estamos aqui!

Vou encerrar esse texto com a introdução do belíssimo poema “Mude” do talentoso escritor Edson Marques:

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade...”

Jackie Freitas

*imagens retiradas do Google Imagens

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A Arte de Perder

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011.

Meu coração está tomado pela dor. Não deveria, afinal ele simboliza o melhor de nossos sentimentos! É nele que guardamos o amor e pessoas queridas, mas nele, também, depositamos as mágoas e os sofrimentos. Eu gosto de escrever com meu coração! Gosto de escutá-lo, senti-lo e de traduzir em palavras todo o sentimento que ele me conduz. Por essa razão, não consigo ficar quieta nesse momento! Pensei em deixar o silêncio acalmar meu coração, mas ele não quer ficar calmo! Continua pulsando e gritando para que eu não interrompa os seus pedidos...

Nestes últimos dias, pessoas sofrem  perdas irreparáveis! Perdas difíceis de serem superadas e nem sabemos se serão superadas um dia... 

Pensei muito em Deus! Ah! Como pensei! Perguntei-Lhe qual a razão de pessoas sofrerem dores tão profundas? Por que pessoas honestas, simples e trabalhadoras terão que conviver apenas com as lembranças daqueles que estiveram em sua vida, com as quais tanto aprenderam sobre o amor? Entregue em meu silêncio, uma resposta me veio... Porque pessoas assim, são meticulosamente escolhidas para falarem do amor com propriedade, justamente por tê-lo vivido intensamente! Porque Deus não nos tira nada! Ele nos dá todos os dias, de diversas formas! Em nossa pretensa inteligência, acreditamos mais nas perdas do que nos ganhos! Não enxergamos que temos tudo o que precisamos, pelo tempo necessário de amadurecimento e aprendizado. Pessoas entram diariamente em nossas vidas e cada uma nos oferece algo! Herdamos famílias que são designadas a nos ensinarem sobre a vida, que nos mostram o valor das conquistas, do respeito e nos falam sobre o amor... Com o tempo, formamos nossa própria família e aí passamos esse legado adiante. Mas ninguém nos ensina sobre as perdas! Essa lição temos que aprender sozinhos... Talvez, nos planos de Deus, essas pessoas tenham concluído uma etapa de suas vidas e iniciado outra... Talvez pessoas como eu, você e tantos outros ainda precisem aprender sobre o amor com elas... E elas nos ensinarão a amar incondicionalmente, a superarmos as perdas, a enxergarmos a vida através da dor, sem perdermos a fé!

Pessoas especiais não vivem como as outras! Elas se transformam em exemplos e passam, com sua luz, a iluminarem o caminho das outras!

Jackie Freitas

Vou deixar aqui um poema de uma escritora norte-americana chamada Elizabeth Bishop. Coincidentemente, Elizabeth após uma viagem feita ao Brasil, se encantou com Petrópolis e escolheu essa cidade como sua morada, onde viveu por 15 anos!

Uma Arte

A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você (a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.

(Elizabeth Bishop)

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Todos Nós Temos Algo a Dizer…

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011.

Estou num processo de mudança (de casa e cidade) e por essa razão não tenho escrito muito, o que me deixa triste, pois a escrita é a minha melhor forma de expressar meus sentimentos. Contudo, tive que dar uma pausa para vir aqui dizer alguma coisa, afinal todos nós sempre temos algo a dizer...

Passamos boa parte do tempo buscando respostas ou fazendo inúmeras perguntas. Faz parte de nossa natureza curiosa, confusa, insatisfeita e sedenta por novas informações, buscar explicações para o que conseguimos compreender ou ao que nos deixa ainda mais confusos. Precisamos das palavras! Precisamos de conforto e até mesmo de certezas sobre as nossas próprias crenças! Buscamos isso nos outros, nos pequenos “sinais” e até mesmo em nossas atitudes!

Ultimamente tenho sofrido com notícias de perdas, dor e tragédias. O curioso é que assistimos tudo isso, diariamente, pelos noticiários da TV e sempre achamos que nada nos atinge! Estamos seguros no conforto de nosso lar com nossas famílias e protegidos. Tudo o que fazemos é lamentar pela dor alheia e agradecer a Deus pela nossa “sorte”. Entretanto, quando vemos isso de perto, acontecendo com alguém conhecido, a nossa reação é diferente. E deveria? Por que só despertamos quando somos tocados de verdade através da dor daqueles que amamos e estimamos?

Nessas horas nos voltam às palavras... Precisamos dizer algo! Precisamos aliviar nosso coração da dor, da compreensão de que somos tão insignificantes diante das forças da vida... Tenho me perguntado por que deixamos nossas melhores palavras e gestos de amor ou solidariedade diante das tragédias? Isso nos alivia a consciência, tornando-nos mais humanos para nós mesmos ou somos abruptamente despertados para uma “irmandade” que deveríamos ter em todos os momentos da vida? Por que precisamos que ocorram as tragédias para provarmos que juntos podemos e fazemos a diferença?

São perguntas e mais perguntas à espera de respostas e palavras para ensinar-nos algo maior ou simplesmente mostrar a nossa impotência diante da própria vida. Não sei, estou emocionada e essa noite só consegui me lembrar da Oração da Serenidade: “Concedei-me, Senhor; a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar; coragem para modificar aquelas que posso; e Sabedoria para conhecer a diferença entre elas. Vivendo um dia de cada vez; Desfrutando um momento de cada vez; Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz...

Mais do que palavras, acho que agora o que preciso é de muita serenidade para compreender que não podemos mudar muitas coisas nesta vida, mas que podemos, ao menos, buscar através de nossas perguntas e respostas, palavras que nos levem a um caminho melhor. Se nos empenharmos, quem sabe nossas palavras se tornem desejos e tais desejos resultem em atos construtivos?

Tive que parar para dizer alguma coisa... Tive que recorrer às palavras para convencer a mim mesma que sofrimento e dor não são coisas “inventadas ou manipuladas” pelos noticiários da TV, que estão entre todos nós, a todo o momento e que ninguém está imune a eles! E vou contar com elas (as palavras) para levar minha mensagem de amor, carinho e muita solidariedade a todos que sofrem nesse momento. Começo com elas e espero poder revertê-las em ações que ajudem às pessoas... Não importa de onde sejam ou o quão próximas ou distantes de mim estejam! Desejo que minhas palavras sejam orações de conforto aos outros e a mim também!

Espero que as pessoas usem as palavras para construírem algo bom e verdadeiro... E que nunca deixem de dizer sobre o amor e a solidariedade para com o próximo... Acreditem, todos nós sempre temos algo a dizer e isso pode levar conforto aos que precisam! Usem as palavras com sabedoria e façam delas ações dignas e humanas!

 

Jackie Freitas

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

(Bezerra de Menezes)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Amiga Blogueir@ da Semana – Alba Simões

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011.

Começamos mais um ano! Espero que todos tenham renovado as suas forças, fé, esperanças… Retorno com o coração transbordando de felicidade pelos momentos que vivi ao lado de minha família nestes últimos dias. É hora de retomar aquilo que muitos chamam de “rotina”, mas que para mim é a continuidade de uma vida repleta de descobertas e realizações. E nada melhor do que abrir esse ano com um texto magnífico que a minha querida amiga Alba Simões preparou exclusivamente ao Fênix! Para mim é uma grande honra ter um texto dela aqui! Quem frequenta o seu maravilhoso blog Arte e Café entende o que quero dizer. Um espaço primoroso, contendo textos de grandes escritores, inclusive da própria Alba (que para mim é uma das melhores!). Não deixem de visitá-la! Vou citar Fernando Pessoa em : “…tudo vale a pena, se a alma não for pequena.” . E a alma da minha amiga é imensa, generosa e linda! Com certeza ela faz tudo valer a pena! Com vocês, Alba Simões, minha Amiga Blogueir@ da Semana em:

Viver é prioridade o resto é desejo e vontade!

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Quantas vezes não nos atropelamos em nossas metas, ideais e objetivos, por não mantermos o foco naquilo que é realmente essencial?
A vida nos oferece a cada instante, vários caminhos a seguir, e muitas vezes ficamos indecisos por qual porta deveríamos entrar.
Assim nos deparamos com a ansiedade de querermos acertar nossas escolhas com toda exatidão.
Queremos acertar no amor, na profissão, em nossas atitudes e em nossos pensamentos.
Buscamos sermos vencedores, e para isto, impensadamente, começamos a competir com coisas e pessoas que mais tarde percebemos que não faziam o menor sentido em nossas vidas.
Trancamos nossas emoções no armário com medo de parecermos fracos ou tolos.
Tendemos a usar vários disfarces para escondermos nossos medos e angústias de nós mesmos.
Nesta época de múltiplas transformações sociais e tecnológicas, nos obrigamos a estar conectados vinte e quatro horas por dia, em quase todas as mídias.
Parece que se assim agirmos, não correremos o risco de ficar desatualizados.
Quando nos sentimos frustrados em relação às nossas aspirações e desejos, recorremos às clinicas de terapias, muitos ainda, na pior das hipóteses, se debruçam sobre o manto da depressão, das tarjas pretas, álcool e das drogas.
E isto acontece quando vivemos por impulsos ou instintos, quando queremos fazer parte da maioria, para sermos eleitos os primeiros em pertencer a uma classe ou a algum grupo que a sociedade, a política ou a religião determinou como um padrão pré-estipulado.
Penso que não precisamos de tantas coisas que consideramos importantes para sermos felizes.
Já pensei diferente, e por experiência própria, posso afirmar que joguei fora tantos momentos que realmente eram preciosos. Estes não voltam mais.
Não adianta lamuriar ou querer reviver o que passou e foi desperdiçado pela própria incoerência das nossas atitudes e ações.
É importante fazer uma pausa para rever se o que realmente buscamos são de fato os nossos desejos e vontades, porque muitas vezes estes não são.
Dar prioridade à vida é não seguir a multidão, e os modelos programados e pré-estabelecidos por uma sociedade que implanta a utopia da perfeição.
Pensando ingenuamente que se não seguirmos o padrão de vida exibido pelas telenovelas e comerciais de margarina estaremos descartados de viver a felicidade absoluta.
Não é tarefa fácil sermos nós mesmos, mantermos em equilíbrio nossas emoções, dominar nossos próprios desejos e vontades.
Avaliando a todo instante o que queremos e o que querem de nós.
Dar prioridade à nossa vida é valorizar a sua total essência, respeitando a nossa integridade e daqueles que nos cercam!
Não ter medo de expor o que pensamos e sermos criticados por contradizer a maioria.
Ser feliz por fazer parte desta minoria que pensa por si mesma. Para isto somos dotados de discernimento e inteligência.
Isto não significa não ter humildade suficiente para pedir ajuda ou conselhos nos momentos de dúvidas.
Ainda não é tudo, porque enquanto vivermos, estaremos sempre aprendendo.
Aprendemos a viver todos os dias.
A felicidade consiste em conceder à nossa vida total prioridade.
O resto é desejo e vontade!
(Hoje procuro não ultrapassar os meus limites para ter um final feliz em minha vida. Aprendi a viver um dia de cada vez, para que todos os meus dias tenham seus momentos de felicidade e serenidade.)
*Imagem retirada do Google Imagens
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