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Exemplos Que Transformam

terça-feira, 30 de novembro de 2010.

Acredito que todos nós nascemos “temperados”! Uma dose de bondade outra de maldade formam nossa essência. No decorrer da vida, utilizamos mais um tempero que o outro. Dizem que aquele que mais “alimentarmos” determinará a nossa personalidade.

A vida e os seus percursos, certamente influenciam e moldam o caráter de cada um e o meio em que se vive terá, também, grande responsabilidade nessa formação. Por regra, acredita-se que “filho de peixe, peixinho é” ou “pau que nasce torto, morre torto”; mas, como regras têm as suas exceções, o que dizer de pessoas que provam exatamente o contrário?

Muitas vezes, pessoas justificam seu comportamento e atitudes, culpando sua criação ou herança genética. Eu, por exemplo, cresci num lar de brigas constantes, presenciei várias cenas de desrespeito (algumas com violência) e isso não fez com que eu fosse mais uma comprovação estatística de má formação pessoal, proveniente de lar instável. Ao contrário, me fez saber exatamente quem e como eu não queria ser!

Sem dúvida alguma, a família é um grande referencial para nossos projetos de vida, mas há o que se discutir quando generalizamos determinados conceitos acerca dessas influências. Viver num lar onde o casamento não foi exemplo de amor e respeito poderia fazer com que eu não cresse em relacionamentos. OK, não acredito em casamento enquanto formalidade ou convenção social. Acredito em compromisso de sentimentos e união, mas que estejam ligados diretamente ao desejo mútuo de ser e fazer feliz, numa cumplicidade que vai além dos papéis ou contratos estabelecidos. E foi esse compromisso que assumi para mim e assim procuro viver.

Não acredito que as pessoas, obrigatoriamente, sejam reflexos ou cópias fiéis daquilo que viveram na infância. Quando somos jovens, fazemos mil planos, temos muitos sonhos... Sabemos quem queremos ser e onde queremos chegar, embora não saibamos como iremos percorrer esse caminho e nem viabilizar tais sonhos. Somos várias coisas e passamos a querer exercer várias profissões. Temos um mundo de desejos e conforme o tempo vai passando, vamos moldando os sonhos através do que nos vai surgindo pelo caminho. E então paramos novamente naquela encruzilhada e fazemos as nossas escolhas. Escolhas que refletirão significativamente em nosso futuro...

Entretanto, uma coisa que fica sempre clara (pelo menos para mim) é saber definir aquilo que não queremos ser! Pessoas que desenvolvem o altruísmo escolhem seus caminhos e expurgam os maus exemplos, principalmente se foi na bondade de seus sentimentos que elas se fortaleceram. Claro que o contrário também pode ser verdadeiro, afinal, o mundo é constituído de pessoas boas e más, mas a questão que quero refletir é sobre as pessoas que têm todos os motivos para justificarem-se más ou rebeldes e, no entanto, seguem à contramão para provarem que podem ser melhores. A meu ver, apesar de qualquer tipo de influência, o poder de decisão ou transformação está em cada um de nós.

Nunca fui muito favorável às regras. Para mim, qualquer tipo de rotulação ou imposição são, antes de tudo, limitações ao ser de cada um. Regras são boas orientadoras, mas não podem ser vistas como condição final. Há casos e casos, e é por isso que regras também podem ser quebradas. Dizer que semente ruim não dá bons frutos é, no mínimo, julgamento preconceituoso e irresponsável, pois ao generalizarmos pessoas, estamos cometendo injustiças absurdas e muitas vezes infundadas. O filho humilde de um bêbado pode querer, sim, ser embriagado... Mas, pela vida e perspectiva de ser tudo aquilo que o próprio pai não pôde ser... Um filho pode virar exemplo ao seu pai e romper um ciclo ruim, escolhendo o seu próprio caminho, quebrando regras e mostrando-se melhor diante da vida.

Quando escrevi no início sobre compromissos que assumimos conosco, me referi a esse tipo também! Aquele que transformamos maus exemplos em belas lições de vida. Compromissos que nascem dentro de nossas paredes familiares e se tornam alianças de uma relação digna com a própria vida. Podemos ser exemplos transformados... Melhorados... Aperfeiçoados.

 Dedico esse texto aos meus pais, que apesar de terem vivido no inferno de suas vidas, ainda assim ensinaram à mim e ao meu irmão Fábio a sermos respeitosos, dignos e a vivermos na paz do nosso amor! Amo vocês! Muito obrigada por terem nos ensinado a ser quem somos!

Jackie Freitas

“... Cada um é o que é, conforme o quis e - salvo nos casos em que aparecem males irreparáveis - será aquilo que se proponha ser, mas pela única via possível: o conhecimento. Os bens do conhecimento não podem ser herdados pela ignorância...”

(Carlos Bernardo González Pecotche)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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O Sol Nasce Para Todos… As Oportunidades Também!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010.

Dizem que as boas oportunidades não batem duas vezes na mesma porta. O erro talvez esteja em deixar a porta fechada ao invés de aberta! As razões são tantas que acabamos nos esquecendo quando fechamos as portas que cercam a nossa vida. Eu acredito, com base nos altos e baixos que tive na vida, que nós somos os maiores limitadores de nossas oportunidades. Muitas vezes nos recusamos a caminhar para frente não por temermos o que nos espera adiante, mas por ainda ficarmos, de alguma forma, presos em eventos passados, carregando arrependimentos ou mágoas. Assistimos à evolução, mas não evoluímos junto. Enquanto isso, nossos amigos mudam de emprego, adquirem bens, trocam o velho carro, viajam... Nossos filhos se formam, nossos parentes se casam, mudam de cidade e aquele conhecido que julgávamos “fracassado”, aparece feliz e realizado. Não compreendemos como pôde tudo isso acontecer e nos assustamos com a velocidade do tempo. E na verdade, o tempo correu igualmente para todos e as oportunidades estiveram, também igualmente, disponíveis. A diferença foi que, enquanto estivemos parados, com as portas fechadas, aguardando o toque da campainha; os outros foram em busca dos seus objetivos.

Algumas pessoas dizem que as oportunidades acontecem para quem está no lugar certo e na hora certa, mas eu não concordo com essa teoria. Acredito que todos nós temos a capacidade de conquistar o sucesso, estando no lugar que precisamos estar. O que difere uns dos outros é a percepção, vontade, determinação... Um pouco de fé também vai bem! Mas não a fé que se deposita em Deus, entregando a Ele toda a responsabilidade para que as coisas aconteçam. Milagres não ocorrem ao pé da letra. É preciso interagir e saber fazer a interpretação deles! A fé da qual me refiro é aquela que temos em nós, na nossa capacidade e força. O poder que temos em transformar lágrimas em riso... Esse é um tipo de milagre que podemos realizar! 

Parece sempre mais fácil olhar para as conquistas alheias e subestimar nossa capacidade. Para justificar os fatos ou como forma de desculpas, é preferível acreditar que o outro teve “mais sorte” na vida, nasceu “virado para a Lua”, tem algum “santo” protetor... Essas e outras são as explicações convenientes, com aquele ar de “menosprezo” (às vezes até com inveja) pelo sucesso alheio.

Sorte pode até funcionar, mas ela sozinha não realiza nada! E nem o milagre! As conquistas na vida são obtidas através de esforços, trabalho, luta, dedicação e empenho. Nada acontece se não estivermos dispostos a realizar nossos objetivos ou, se preferirmos, sonhos. Contar com a força divina é válido se representar uma injeção de ânimo, mas não como resolução pura e simples.

As oportunidades correspondem aos nossos desejos, caso contrário elas serão apenas sonhos e, provavelmente virarão frustrações. Se não abrirmos nossas portas e ficarmos atentos aos acontecimentos que nos rodeiam, continuaremos a ver as pessoas como afortunadas e nós como pobres coitados e infelizes. Veremos o jardim do vizinho florido e perguntaremos por que o nosso não dá flores? Porém, se abrirmos a nossa porta, iremos nos deparar com um grande campo a espera de plantio. Para isso, precisamos trabalhar a terra e cuidar para que as flores nasçam. Dá trabalho e demanda tempo... Mas um tempo diferente daquele que apenas sentávamos e reclamávamos! Esse tempo de espera é o da colheita... 

Não espere a oportunidade bater em sua porta! Vá ao encontro dela! Lembre-se que o Sol nasce para todos... As oportunidades também!

Jackie Freitas

"Não espere por oportunidades extraordinárias. Agarre ocasiões comuns e as faça grandes. Homens fracos esperam por oportunidades; homens fortes as criam.”
(Orison Swett Marden)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Quero Aprender Confiar!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010.

Eu sou uma pessoa de boa fé! Entretanto, sou desconfiada por natureza. Acredito nas pessoas até que me provem o contrário, mas estou sempre “com um olho fritando o peixe e outro vigiando o gato”! Viver simultaneamente essas contradições, de certo, não faz bem. Por que nos tornamos pessoas que querem crer na humanidade, mas estamos desconfiadas o tempo todo?

Confiança, aprendi desde cedo, é algo que demoramos a conquistar e basta um pequeno vacilo que a perdemos instantaneamente. E o que são relações sem confiança? Para mim, elas não existem! Pelo menos, não as verdadeiras.

Vivemos em uma era onde as informações são facilmente manipuladas, portanto, tendenciosas e muitas vezes mentirosas; onde pessoas usam de máscaras para se protegerem ou até mesmo enganarem os outros; onde sentimentos são postos em segundo plano para darem vez à frieza das pérfidas intenções. Difícil, em contrapartida, não nos “armarmos” contra todas essas armadilhas que nos cercam.

Infelizmente muitos acabam sendo vítimas da própria bondade e colocados em constantes provações sobre a fé de seus valores e humanidade. Dar o tal voto de confiança acaba sendo um “preço a ser pago”, um risco a ser corrido; o que, muitas vezes, acaba causando traumas, danos e criando uma geração de incrédulos.

Nossas crenças morais e religiosas acabam entrando em colapso com a leitura prática que fazemos da vida. E não tem como ser diferente se enxergarmos uma vida composta e cercada por pessoas boas e más. Nossas buscas acabam se tornando verdadeiros garimpos, onde algumas vezes damos a sorte de encontrar preciosidades ou pedras brutas esperando serem lapidadas. Porém, esse “solo” está cada vez menos fértil e as preciosidades escassas. 

Não deixo de acreditar nas pessoas enquanto seres que carregam em sua essência algum tipo de bondade ou beleza. O que me coloca na defensiva é o mundo que contraditoriamente evolui e pede em troca o que ainda resta dessa essência humana. É o preço a ser pago! Pessoas se corrompem facilmente por questões sociais e pela própria ambição. “Negociam” inconscientemente os seus valores em troca das promessas de um utópico futuro promissor. Arrancam árvores e “raízes”, plantam discórdias e querem colher paz!

Já me disseram que vivo questionando a humanidade, mas na verdade eu questiono é a minha própria condição humana. Não é fácil andar por esses escombros e ainda manter firme a convicção de que somos pessoas humanas. Não é fácil preservar a fé, embora ainda pareça necessária, para seguir nesse campo minado. Confiança tornou-se um jogo perigoso! Uma roleta russa, onde não sabemos em que momento seremos atingidos.

Ainda garimpo e tento preservar com segurança as preciosidades que encontro ao longo do caminho. Se não posso mais confiar na “humanidade”, ao menos tento acreditar no que ainda há de humano em mim e fazer dessa crença o meu próprio guia.

Enquanto isso, o gato sobe no telhado, buscando um atalho para comer o peixe morto que confiou em mim!

Jackie Freitas

“Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher.”

(Woody Allen)

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Sintonia do Amor

terça-feira, 23 de novembro de 2010.

Uma das coisas que normalmente se espera (cobra) em um relacionamento é a mutualidade de ações e sentimentos. Na medida em que doamos, esperamos receber proporcionalmente a recíproca da dedicação e atenção, quando na verdade, deixamos de lado o modo particular em que cada um concebe a forma de expressão e definição dos atos: relacionar, sentir, gostar ou amar.

Numa visão própria, é natural que cada um sinta-se injustiçado, menos valorizado ou mais sacrificado do que o outro, quando se fala em relacionamento. Dificilmente se compreende o tempo que cada pessoa leva para atingir a maturidade necessária para que o relacionamento entre em “sintonia”.

Investir, tanto no relacionamento quanto na pessoa (e muitas vezes em si) é muito importante. Como cobrar do outro aquilo que nem nós conhecemos? Como traçar planos, se nem ao menos avaliamos onde queremos, de fato, chegar? Vejo muitos casais simplesmente ligando o “piloto automático” e deixando que a relação tome sozinha a forma desejada (por ambos), ofereça estabilidade e decole para o rumo sonhado. Isso tudo sem qualquer tipo de planejamento ou diálogo! Na maior parte das vezes, supõe-se que os anseios de um estejam diretamente ligados em tempo e prioridade ao do outro. E quando ocorrem as turbulências, a primeira providência tomada não é rever os planos de vôo e assumir o comando dele, mas sim em abandoná-lo. Nessa hora, por pura falta de comunicação ou “estratégia”, busca-se o responsável (culpado) pela falha, quando na verdade ambos entregaram o destino ao próprio destino. 

Normalmente, ao falarem de relacionamento, as pessoas se baseiam em suas próprias expectativas e, invariavelmente, não sabem responder se elas estão alinhadas com a outra ponta. É um egoísmo natural (até certo ponto), que impera, pois é fácil julgarmos que nossas necessidades são maiores e mais importantes do que as dos outros.

Relacionamento não pode ser unilateral, senão perde o seu conceito e a prática se torna inviável. Nem sempre o que achamos melhor para nós é o melhor ao outro! Lembro de uma vez que, na iminência de uma separação, pedi à minha tia (religiosa) para que, em suas orações, pedisse a Deus que nos mantivesse unidos e não me deixasse  sofrer. Carinhosa e sabiamente, minha tia só respondeu que iria rezar, sim, mas que o único pedido que ela faria seria para que Deus fizesse o que fosse melhor para ambos e não apenas para mim! Desde esse dia, nunca mais esqueci de suas palavras e ainda hoje (até envergonhada) penso no quanto somos egoístas na vida, principalmente no que se refere aos relacionamentos (amor). Pedimos sempre por nós e esquecemos que existe outra parte envolvida. Desejamos estar bem acima de todas as coisas e nem sempre nos preocupamos se isso implica no bem estar do outro.

E não é só no desespero que pensamos ou agimos assim! Tomamos essas “medidas” durante todo o processo de relacionamento; então, a falta de diálogo e conhecimento aos sentimentos que envolvem ao outro, nos levam às atitudes máximas de egoísmo.

Relacionamentos são complexos e o importante é sempre termos a consciência de que existem duas partes que sentem e pensam de maneiras diferentes. Encontrar o equilíbrio entre elas é o ponto crucial para que o desenrolar da história seja satisfatória e leve a vôos longos e duradouros, onde ambos devem comandar o rumo desejado. As turbulências ocorrerão com freqüência, contudo, se houver comunicação, o relacionamento sobreviverá a elas com menos danos e sofrimentos, mantendo assim, a sua estabilidade.

Jackie Freitas

“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.”

(Clarice Lispector)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Sonhar Outra Vez

quinta-feira, 18 de novembro de 2010.

Quando aprendemos a sonhar? Quando surgem os primeiros esboços do sonho?

Na verdade não quero falar sobre os significados dos sonhos e nem de sua simbologia. Meus pensamentos começaram a percorrer a trajetória da vida onde, em alguns momentos, utilizamos o sonho como um recurso motivador, um combustível para a árdua caminhada.

Curioso como passamos parte da vida “sonhando”, construindo nossos castelos e de repente nos percebemos descrentes e desmotivados (ou cansados demais)... É como se todo o encanto se acabasse num passe de mágica e passássemos a enxergar a vida com a dureza dos olhos e a desconfiança do ser. As luzes se acendem, o palco fica claro e olhamos para o cenário que outrora parecia emoldurar a vida sonhada.

Deixamos de sonhar ou simplesmente desistimos de lutar? Assusta-me um pouco pensar no tempo em que ficamos em estado dormente, preocupados com sonhos e não efetivamente com a realização deles... Ou pior ainda, esquecemos da vida em si! Crescemos encabeçando uma enorme lista de sonhos que nos ensinam desde cedo a tratá-la como projeto de vida. Por muito tempo seguimos determinados, buscando forças para a viabilização e materialização da “vida perfeita”, estampada em campanhas institucionais, preconcebida no seio da rigidez e moralismo dos costumes. Os projetos são transformados em imposições e os sonhos viram condição de aceitação social.

E assim seguimos... Vivendo em sonhos... construindo sonhos... Tateando a ambição como cegos orientados por um fio de intuição, que se perde ao longo do percurso. Ainda não descobri quando deixamos de sonhar ou quando o próprio sonho perde o sentido original; quando o fracasso se confunde com cansaço e o despertar com perda de sonhos. A vida, sem dúvida possui os seus mistérios e talvez sejam eles que a torne instigadoramente interessante.

Mantermos os olhos abertos parece-nos contraditório quando os sonhos nos obrigam a fechá-los para uma melhor contemplação da vida, porém, ainda assim, somos chamados para a realidade e, então, o que nos resta a fazer é tentar retomar o caminho de volta e encontrar a ponta desse fio que se perdeu... O fio da esperança, da motivação... O fio dos nossos sonhos. Retomá-lo pode representar o recomeço de uma nova vida ou, talvez, o encostar dos nossos pensamentos no suave recôndito do desejo, na tranqüilidade de um novo adormecer... Bons sonhos, boa vida... Nova vida, novos sonhos... Recomeço com promessa de felicidade... E no final, tudo o que desejamos é apenas ser feliz! E que assim seja!

Jackie Freitas

Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.”

(Augusto Cury)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Ladies and Gentlemen

quinta-feira, 11 de novembro de 2010.

Quem tolera um desaforo? Já dizem que “quem fala o que quer, ouve o que não quer”.

Calar-se diante de ofensas, principalmente quando elas partem para o campo pessoal, nem sempre está sob o nosso controle. Confesso que eu mesma, dificilmente, consigo me manter calada.

Há duas formas de se partir para a ignorância: uma é literalmente ignorando, sem dar “IBOPE” ao veneno destilado por quem quer que seja; e a outra é agindo com ignorância máxima e partindo para a batalha verbal. Saber qual das duas condutas deve ser tomada, está ligada à personalidade de cada um. Examine a sua consciência se precisa dessa resposta.

Independente da classe social, educação e elegância são preocupações que todos querem manter e elas nem sempre estão intimamente ligadas. Conheço muitas pessoas de origem simples que são mais “finas” do que algumas nascidas em “berço de ouro”.

Como sempre, gosto de falar em atitudes, então, muito mais do que títulos, “ladies and gentlemen” são pessoas que agem com nobreza.

Uma verdadeira dama não é aquela que se veste com roupas caras e conhece etiquetas, mas aquela que sabe se portar com classe nas diferentes situações da vida. Do mesmo modo, um cavalheiro não é aquele que abre as portas e dá passagem às mulheres, afasta a cadeira para a dama sentar-se ou que paga a conta nos encontros. OK, isso é encantador, mas não define e caracteriza uma personalidade como sendo verdadeiramente educada.

Algumas pessoas nascem ladies ou gentlemen. Não importa se em berço de ouro ou na “manjedoura”. São essencialmente nobres na forma de agir.

Do alto de seus saltos, muitas mulheres podem ser ladies, mas manterem-se elegantes, mesmo descalças, exige mais da personalidade do que do personagem. Ternos podem vestir os gentlemen, mas ao despirem seus emblemas, conseguem manter a mesma classe?

Mostrar personalidade não significa descer do salto e “rodar a baiana”, como muitos gostam de dizer. Personalidade se mostra através da elegância e porte, ligados ao comportamento e não a qualquer tipo de força física ou verbal. Não é fácil ser uma pessoa “polida” e educada, principalmente quando as afrontas são colocadas à nossa frente. Entretanto é preciso compreender que muitas vezes vencemos esse tipo de situação quando demonstramos superioridade em ações que beneficiam ao nosso bem estar e não ao ego alheio. Por mais que nos chamem para a luta, principalmente a verbal, analisemos o que e quem ganhará com isso. Não pense que resistir ou fugir dela, nos torne fracos ou vencidos. As principais lutas são vencidas na inteligência e não na ignorância. E, neste caso, educação e nobreza, nos tornam vencedores naturais, pois nunca é inteligente descer ao nível da ignorância para provarmos força.

Alguns ainda se arriscam em vestirem suas melhores roupas e crescerem em seus saltos altos para tentarem provar a si que são melhores e nobres. Olham do alto de sua ignorância e com desdém para provarem superioridade. Porém, ainda acredito que descalços, mesmo que vestindo trapos, podemos ser mais ladies e gentlemen, usando nossa inteligência e educação como forma de mostrar a verdadeira superioridade... Ser digno e ter caráter... Essas são as maiores nobrezas Ladies and Gentlemen!

Jackie Freitas

Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais.”

(Charles Chaplin)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Em Nome de Quê? De Quem?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010.

Você se arriscaria a falar em nome de Deus?

Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo... Santíssima Trindade...

Livrai-nos do mal... Quem nos livra dele?

Cada vez mais vozes engrossam o coro e falam em nome de algo ou alguém.

Em nome da fé, em nome do amor, em nome da amizade, em nome da paz, em nome da democracia, em nome dos bons costumes, em nome da justiça...

Para todos os atos há um interesse escondido ou uma intenção velada. Declarados, mas protegidos sob o manto de alguma crença ou ideologia que se confundem com fanatismo e, às vezes, com sonhos.

Em nome do amor, pessoas cometem atos que nada têm a ver com um sentimento que remete à generosidade e nobreza humana. Querem punir, castigar, aprisionar, mas não necessariamente amar...

Em nome de Deus, fanáticos destroem a criação Daquele que tanto defendem. Deus deixou de ser a crença e tornou-se um idealismo que se desmembra em facções religiosas. Ganhou casas e porta-vozes. Quem paga mais, pode mais... Quem crê demais, desconfia menos...

A fé capitalista oferece o paraíso aos fieis.

Em nome dos bons costumes, famílias assistem às discriminações, às ofensas pessoais e morais. Pessoas defendem suas opções e pagam caro por elas... Em nome da justiça! Humana ou de Deus, essa balança está bem longe de manter o seu equilíbrio.

Em nome da segurança, trabalhadores honestos levantam seus muros, cada vez mais altos, cercam-se de grades... E em nome dos “Direitos Humanos”, bandidos correm livres pelas ruas, imputando a nova lei... Em nome da sobrevivência (?) entre os fracos e oprimidos.

Em nome do planeta, vozes ecoam pelos ares... Em nome da vida que ainda nos resta.

Em nome da democracia, lideranças crescem e engordam à custa do suor e da crença do povo... Do mesmo povo que age em nome de Deus, que elege seus representantes (em nome da esperança) e que rotula as diferentes formas de ser e pensar (em nome da liberdade de expressão (?)).

Ficam ainda muitos nomes para serem falados e defendidos. Muitos muros a serem derrubados e muita ordem a ser estabelecida. Em nome do ser humano, todos saem com suas bandeiras defendendo os poucos nomes que lhes cabem acreditar.

Talvez em nome do bom senso alguns, um dia, despertem desse pesadelo e tentem lembrar-se dos próprios nomes... Esqueçam do falso poder que seus mantos protegem, parem de colocar-se acima do bem e do mal e assim possam retomar a origem de tudo e voltarem a falar não mais em nome de...

E pensando nas próprias origens falem menos e ajam mais...

Pelo amor, pela paz, pela fé em Deus.

Plantem para que “os filhos desse solo” tenham mães gentis...

Pátria amada... Terra adorada!!!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...

Em nome próprio!

Jackie Freitas

“Uma crença forte demonstra apenas a sua força, não a verdade daquilo que se acredita”

(Nietzsche)

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Um Novo Dia, Uma Nova Pessoa

sexta-feira, 5 de novembro de 2010.

Hoje é um dia como outro qualquer. Nem mais bonito, nem menos feio... Apenas mais um dia... como outro qualquer.

Hoje eu não sou uma pessoa qualquer! Nem menos bela, nem mais feia... Apenas uma pessoa... não como outra qualquer.

Os dias são todos iguais, diferentes somos nós! Somos nós que damos cor e vida aos dias, que percorremos as suas horas e desenhamos histórias. Quando nos colocamos entre a multidão, notamos nossas semelhanças, mas sabemos exatamente o que nos difere. E quando isso acontece, temos o poder de fazer acontecer, de provocar mudanças e fazer tudo diferente.

Entregar a transformação apenas ao tempo me parece um pouco irresponsável de nossa parte, pois as mudanças ocorrem em nós! E por isso nenhum dia será como o outro, nenhum tempo voltará atrás. Somos nós que sofremos mudanças constantes, mesmo que imperceptíveis, e são elas que reconfiguram a nossa história. Essa é uma das grandes maravilhas da vida: poder renascer a cada dia e escrever um novo capítulo de nossa passagem. Somos fragmentos compondo uma grande obra!

O tempo e o nosso corpo são impiedosos, mas temos o poder do espírito; que bem cuidado permite que esqueçamos as rugas de preocupações, que rejuvenesça o corpo castigado. No espírito estão guardadas todas as fórmulas secretas para que olhemos o tempo com gratidão. Somente um espírito jovem e saudável consegue transformar nosso corpo em verdadeiro templo de riqueza e sabedoria.

Não somos mais como ontem e ontem também não é o nosso hoje. O ontem passou e deixou em nós tudo o que pudemos aproveitar e aprender. E isso o tempo nos oferece sempre: oportunidades! Temos diariamente oportunidade de sermos pessoas melhores, de enxergar a vida como uma história que não se acaba, mas que se transforma a cada mudança nossa. O aprendizado não é à toa! Estamos nos construindo, nos fortalecendo e adquirindo conhecimentos para que no momento certo, compreendamos o sentido de toda essa jornada.

Então, não se desespere ao perceber que o ontem ficou para trás e que ele não voltará mais. Não pense no que você poderia ter feito e não fez. Não se prenda ao passado, jamais! Olhe para o momento presente e comece, desde já, ou retome a sua construção. Use os benefícios do tempo em agradecimento ao aprendizado e faça a sua história. Não pense que a sua história é uma a mais no mundo. Acredite que a sua, somada a tantas outras é que faz com que o tempo crie novas oportunidades... E em cada oportunidade você renasce em mente e espírito.

Hoje não é mais um dia como outro qualquer... Apenas mais um dia... Uma nova chance!

Hoje você não é uma pessoa qualquer... Apenas uma pessoa... Não mais como outra qualquer!

Jackie Freitas

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

(Chico Xavier)

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Não Seja Vítima de Si Mesmo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010.

Não foi Deus que se calou diante dos seus apelos! Nem a multidão que lhe virou as costas quando você achou que mais precisava de mãos para socorrê-lo. Não foi a condição social que te privou de oportunidades e nem o destino que não te colocou no caminho certo, na hora certa. É sempre muito fácil encontrar culpados quando se precisa da tranqüilidade e conforto para se fazer de vítima!

Tenho certeza que nessa visão, encontraremos mais de um motivo para despertarmos a compaixão. E quando não há mais como culpar aos outros e a realidade prevalece? Você fica satisfeito com o que enxerga? Quando o papel de vítima deixa de ser “tocante” e passa a ser entediante? Já parou para pensar nisso?

Há uma tendência natural e, talvez intrínseca ao ser humano, acreditar que os maiores problemas são exclusivos. Normalmente as pessoas que vivem presas em seu íntimo, indignadas e sentindo-se injustiçadas pelo mundo, são vítimas de si mesmas. Aceitam com submissão aos fracassos, como se eles fizessem parte de algum tipo de “missão” divina. São pessoas que se julgam mártires e que por essa razão não podem lutar e reagir contra as adversidades. E quando olham para os lados, não querem saber se os outros possuem problemas... Não se trata nem de egoísmo, mas sim de uma visão própria, limitada e inferiorizada de assumirem-se diante da vida. 

A grande maioria enxerga os problemas como obstáculos que fazem parte da evolução e do crescimento, portanto, superá-los faz parte do processo e mistério da vida. Porém, há ainda uma parte que encara não apenas os problemas, mas a vida em si, como verdadeiro sacrifício humano! Não conseguem caminhar sem tropeçarem em seus emaranhados de queixas e lamúrias. Algumas se afogam nas próprias lágrimas, pois acham que “naufragar é preciso”. Cobram do mundo (e obviamente mais ainda de si mesmas) o resgate de uma dívida antiga. Acho muito estranho encontrar pessoas que se sentem confortáveis com a “pena” dos outros, que se contentam em serem vistas como “coitadas” e demasiadamente frágeis. Onde mora o espírito de luta? Foram os outros que o mataram ou foram elas que o deixou tão adormecido que ele mesmo padeceu?

É preciso tomar muito cuidado com os sentimentos que queremos despertar nos outros. Como exigir consideração e valorização se nos declararmos antecipadamente derrotados e fracassados? Talvez algumas pessoas leiam esse texto e pensem que já o leu em algum lugar... Até mesmo no meu próprio blog! Ou, então, que a mensagem é “velha” e sem grandes acréscimos. Bem, o que posso garantir é que por mais que achemos que as nossas experiências nos impedem de cair nos mesmos “buracos”, mesmo agindo coerentemente diante das diversas situações da vida; ainda assim vemos pessoas que passam (e sofrem) freqüentemente pelos mesmos dilemas.

Não sei o quanto há de vítima em cada um de nós! Não faço a menor idéia sobre o por quê de uns terem muito e outros pouco, dos por quês de problemas incidirem em maior grau para uns do que para outros. O que sei é que a velha forma de olhar a vida ainda faz diferença. A maneira como reagimos a cada situação e a forma como desejamos superar os obstáculos ainda são, para mim, o diferencial. Ninguém em sã consciência quer ser visto como “coitado”. Pena é um sentimento tão pequeno e desedificante que não pode ser ansiado. A vida é uma grande construção e os problemas fazem parte dela. São como cimento que reforçam as bases. E a cada avanço desta obra, devemos olhar com orgulho, pois nos esforçamos diariamente para essa conquista.

Não tenha pena de si mesmo e nem permita que os outros tenham. Mostre sua dignidade e força! Há um espírito guerreiro dentro de todos nós, que não teme a luta e que não se curva diante dos obstáculos. Quem pede para ser vítima é você e não a vida. Mate a vítima que há em você e não o guerreiro que te quer ver vencer!

Jackie Freitas

“... Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida...”
(Dr. Augusto Cury)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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