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O Sexo Vai Muito Bem, Obrigada!

domingo, 29 de agosto de 2010.

  O mundo anda curioso, ou melhor, as pessoas são curiosas. Falar de amor não basta! Não tem tempero se não tiver a boa dose de sexo. Tenho recebido algumas perguntas e entre elas, quase sempre, sobre o sexo. Não para tirarem dúvidas (afinal nem sexóloga eu sou), mas para questionarem o porquê de eu nunca escrever sobre sexo! OK, para os curiosos de plantão, vamos lá!

O sexo pode ser “falado” de várias formas: como necessidade fisiológica, satisfação que leva ao prazer (nem sempre), meio de reprodução ou simplesmente como consumação de um sentimento; aí cabe a cada um “traduzir” e definir os seus motivos.

Eu sempre tive uma visão mais romântica sobre o sexo. Sempre trabalhei os meus sentimentos de forma a amadurecê-los, perceber os caminhos que eles me levam e depois decidir o meu próximo passo. Acho importante ter consciência do ato e de tudo que o envolve. Nunca busquei um parceiro sexual e sim um companheiro que me preenchesse em vários quesitos, afinal não há coisa mais chata do que concluir o ato e não ter a continuidade da emoção que nos leva ao sexo. Quando feito de forma inconseqüente e impulsiva, invariavelmente traz mais conflitos internos do que a prolongação do prazer ou a satisfação propriamente dita.

Tive muita orientação sexual em minha casa. Sexo nunca foi um tabu, ao contrário, era assunto normal onde todas as dúvidas eram tiradas sem dramas. Obviamente não era tratado como pornografia e sim como uma “orientação” necessária para o desenvolvimento. Isso foi ótimo, pois me permitiu, desde cedo, a definir os meus padrões de escolha.

Comecei a namorar cedo. Com 13 anos namorava um rapaz de 24 anos! Lembro que na época o apelido dele no bairro era “papa anjo”!Meus pais, pela confiança na educação que me deram, não temiam por minha decisão. Eles sabiam como eu pensava e como agiria sobre o assunto. Não estavam enganados. Na minha cabeça o sexo aconteceria no momento certo, com a pessoa que me passasse a segurança que eu precisasse, sem contar com o mais importante: o amor! Dizer que uma menina de 13 anos saberia discernir o amor e não confundi-lo com paixão ou tesão, era um grande risco. Meus pais aceitaram o desafio e optaram pela confiança. E através desse gesto (confiança) passei a basear minhas relações. Minha primeira vez aconteceu quando me senti preparada e madura para lidar com as conseqüências dessa decisão, enfrentar todas as possibilidades, inclusive de uma rejeição. Fiz quando identifiquei a pessoa que correspondia aos meus sentimentos e me mostrava que o sexo não era fator essencial para estarmos juntos e que o mais importante era o crescer do amor que cultivávamos. Então, tudo aconteceu no seu tempo devido, com a maturidade necessária e com a serenidade que, para mim, é fundamental no sexo.

Hoje, o que digo é que o sexo é ótimo quando podemos dividi-lo com quem realmente nos completa. Não se trata apenas do tesão. Há mais elementos que completam esse quadro. Claro que as experiências são importantes e devemos estar abertos a elas, porém que fiquem as boas lembranças e não as frustrações. Tratar do sexo como conseqüência natural e não apenas como instinto animal. Podem me perguntar se então devemos fazê-lo com quem escolhemos para casar (?)... Não! Fazer quando estiver confiante de que o momento e a pessoa darão muito mais do que algumas horas de prazer. O ato em si é curto diante do que vem depois. Já dizem que o antes é excitante, que o durante é alucinante, mas que é o pós que completa o prazer. E para mim é o pós que nos faz ficar com aquele sorriso bobo nos lábios, que nos faz reviver cada cena, que nos faz suspirar e aguardar ansiosamente o próximo encontro. São as emoções que nos conduz e não apenas o instinto.

Com 41 anos de idade (muito bem vividos), 13 anos de casada (muito bem vividos também), com 04 filhos (lindos) e com um amor que cresce e se renova a cada dia, tenho muito que falar, sim, sobre o sexo, mas prefiro viver esses momentos ao lado do meu grande amor. Sexo não é performance, números e nem recordes...Sexo é o seu momento especial com a pessoa que você elegeu especial para dividir esse momento íntimo! Cada um tem o seu tempo e a sua maneira e cabe unicamente a você descobrir o seu momento.

Quanto a mim... rsrs... O sexo vai muito bem, obrigada!

Jackie Freitas

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Novas Perspectivas

sexta-feira, 27 de agosto de 2010.

Você pode buscar conforto nas palavras de um amigo, de um ente querido, refúgio nas escrituras sagradas ou apenas contemplar a beleza majestosa da natureza. Você pode tudo o que quiser, desde que acredite e tenha fé que as suas incertezas encontrarão respostas naquilo que há de mais belo dentro do seu ser. Pode também encontrar somente pontos negativos, se assim a sua alma estiver vestida.

Não importa o que digam sobre você, a sua verdade tem que ser a sua maior crença e te guiar para onde você deseja. Muitos desistem no meio do caminho e paralisam-se diante do mistério da vida. Temem em avançar e fazerem descobertas indesejadas, porém não são capazes de pensar que do mesmo modo, podem fazer as melhores e mais valiosas descobertas acerca de si.

Caminhar por esta estrada repleta de dúvidas e inseguranças não nos parece confortável, mas vale a pena o investimento. Aprendi que por pior que seja o curso desta viagem, podemos ser surpreendidos com pessoas ou acontecimentos inesperados que não só trazem conhecimentos como embelezam a vida, dando leveza aos passos e nos mostrando novas perspectivas. E como é bom ter novas perspectivas! Como nos faz bem enxergar a vida sob nova ótica!

Quando eu era pequena, sonhava que existia um mundo florido, com pessoas vestidas de branco, apenas contrastando com as inúmeras cores das flores que as cercavam. Talvez pela pureza que ainda reinava em meu coração, tudo isso me parecia muito real e possível. Embrutecemos conforme crescemos e nos deparamos com os problemas e pessoas que transformam tudo isso em ficção ou vira apenas um longínquo sonho. As cores perdem o tom e tudo começa a ficar igual, sem graça, sem vida... Mas como se resgata esse sonho? Como tornar tudo outra vez cheio de cores e vida? Começar com a limpeza do coração e da alma pode ser um bom caminho... Um verdadeiro recomeço.

Lembre-se que temos as ferramentas todas em nossas mãos e talvez o que nos falte seja apenas a fé naquilo que somos capazes. Podemos agir e mudar, reagir a tanta insatisfação! Podemos partir e deixar tudo o que conquistamos para trás, buscar novas inspirações. Mas fugir é uma solução ou apenas o início de novos problemas?

Não fuja! Restaure a sua vida! Encontre a sua força! Ela existe e se por acaso você não a encontrou, volte para o campo florido, onde seu coração te guiava. A chave dessa porta pode estar perdida entre essas flores. Talvez os seus olhos não estejam mais acostumados com tantas cores e beleza; mas o coração reconhecerá o lugar que tantas vezes te acompanhou. Faça essa viagem! Curta a paisagem e as cores dela. Pense nas perspectivas que surgirão e então, as respostas te parecerão tão óbvias que você não irá mais temer os mistérios da vida. A beleza está no seu olhar e a forma como você olha é que faz a diferença!

Jackie Freitas

Podemos viajar por todo o mundo em busca do que é belo, mas se já não o trouxermos conosco, nunca o encontraremos.”

(Ralph Emerson)

 

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Não Crie Expectativas, Viva a Sua Vida!

terça-feira, 24 de agosto de 2010.

Acho que o grande erro das pessoas é criar expectativas que estão além do real e possível. Falo de relacionamentos de um modo geral. Quando analisamos os desentendimentos, as frustrações e decepções; percebemos que boa parte está ligada de alguma forma às expectativas criadas com relação ao que os outros podem oferecer.

Uma das coisas mais difíceis que vejo é a consciência da individualidade. Somos seres individuais, não tem jeito! Somamos experiências apenas, mas antes de tudo vivemos coletando informações, cuidando de nossa matéria e espírito, enriquecendo (ou tentando) o nosso ser. É dessa forma que contribuímos quando podemos somar. É assim que acrescentamos nos relacionamentos. Seria injusto achar que os outros estão em busca dos mesmos objetivos que nós! Talvez o egoísmo surja dessa forma de pensar. Buscar nas pessoas aquilo que queremos para nós e não o que de fato elas podem, através de sua riqueza individual, nos ensinar. Alimentamos a esperança de que todos se encontram no mesmo estágio dos anseios e desejos. Usamos os outros como espelhos e esperamos enxergar neles apenas o que queremos. 

Poucos se dão ao trabalho de buscar aquilo que difere uns dos outros. A grande maioria está carente por respostas e as buscam ansiosas, pressupondo que o mundo tenha que oferecer-lhes prontamente. As dependências emocionais são criadas a partir das expectativas e conseqüentemente delas nascem as decepções.

O que esperar das pessoas? Nada! Essa é a resposta. Simples assim! Faça a sua parte, viva a sua vida alimentando-a com as suas conquistas, buscando o seu próprio caminho e as suas respostas. Não espere que os outros te ofereçam aquilo que você sonha. Não é missão de mais ninguém a sua felicidade. É seu dever! Nós permitimos a participação das pessoas em nossa vida, mas o papel principal ainda é único e exclusivo nosso. Somos nós que comandamos e escrevemos a nossa história. As pessoas surgem para compartilharem as suas experiências ou apenas para realçarem a beleza da história, mas não está nas mãos delas o lápis ou o pincel.

Se você tem cobrado das pessoas a realização dos seus projetos e as culpado por não atenderem às suas expectativas, reveja os seus conceitos. Aceite o fato de que somos responsáveis pelos nossos atos e são eles que nos levarão para o caminho que queremos. As pessoas apenas nos acompanham e nem sempre durante todo o percurso, pois elas mesmas possuem metas próprias. Nos relacionamentos (independente do campo) o ideal é a soma e só pensar em divisão quando podemos contribuir com a nossa parcela de aprendizado. Caso contrário haverá apenas subtração e, nesse caso, alguém sairá perdendo e muito provavelmente ficará frustrado. A liberdade, praticada em sua máxima, nos permite ir além dos desejos alheios. Ela nos condiciona a buscar nossos próprios ideais. Dessa forma teremos mais chances de enxergar o mundo como uma grande engrenagem, onde cada peça é fundamental para o seu funcionamento. Você é uma delas! Exerça o seu papel... Viva a sua vida!

Jackie Freitas

Às Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!”

(Bob Marley)

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Você Sabe Dizer Não?

sábado, 21 de agosto de 2010.

Conheço algumas pessoas que não sabem dizer não. Acham que essa palavra mais do que uma recusa soa como ofensa! Muitas vezes acabam se prejudicando por não saberem negar uma invasão que, se não controlada, acontece gradualmente.

Sempre dizemos aqui em casa que “as pessoas são o que permitimos que elas sejam” e do mesmo modo, somos nós quem concedemos espaço para que nos invadam e assumam comando em nossa vida. Impor limites é fundamental para que cada um respeite a privacidade e individualidade. Limites aos outros e a nós também! Uma das primeiras palavras que aprendemos é o “não”! Desde cedo, muito mais do que recusa, o “não” nos é colocado como delimitador, como proteção e cuidados. À medida que crescemos, começamos a distinguir o peso da negativa e nem sempre a usamos da maneira correta.

Vejo pessoas negando um abraço carinhoso a um ente querido, mas aceitando pedidos inconvenientes de “amigos”. Por medo de magoar, aceitam e se calam. Sofrem pelos transtornos causados, preferem poupar aos outros da mágoa, mas não temem em causar danos a si. 

Dizer sim sempre, não é estar fazendo bem. E a pergunta que deve ficar é se está sendo bom pra você também. Não estou sugerindo a começar a avaliar se haverá apenas benefícios, mas a ponderar se a permissividade não lhe trará danos, algumas vezes irreparáveis. Pessoas permissivas tornam-se alvos fáceis dos manipuladores e eles estão por toda a parte esperando uma oportunidade para o ataque.

Por isso, questione até onde concordar com o que os outros pedem não irá lhe prejudicar. E mais, se não prejudicará outras pessoas. Dizer que não está de acordo com algo que não te agrada é um dever para com a sua paz de espírito. Não é à toa que dizem que algumas pessoas confundem bondade com bobeira.

Eu não me incomodo nenhum pouco em dizer não, principalmente quando percebo que o pedido irá me impedir de fazer algo que realmente considere importante. Muito menos se o pedido vier com condições que me comprometam de alguma forma. Aprendi a dizer não e, se machucar quem o recebe é porque certamente me machucaria muito mais caso eu concordasse. Amigo de verdade não impõe, ele pede e compreende a recusa. Não se magoa e não te cobra explicações. Não vá além de seus princípios e desejo apenas para agradar outra pessoa. Mantenha a sua personalidade e não seja, como diz meu irmão, “Zé Piolho”. Ir pela cabeça dos outros não é vontade própria ou de agradar... quase sempre é um indicador de que alguém sairá machucado e seja quem for, não é legal! Cuidado com o que os outros desejam e com aquilo que você permite!

Jackie Freitas

Dizer sim quando quero dizer não é dar mais valor aos outros do que a mim, é não colocar meus limites, e isso é não me respeitar.. É o mesmo que dizer que o que eu sinto não vale nada, que os outros podem passar por cima de mim à vontade. E eles passam, sem dó nem piedade.
Hoje estou aprendendo a dizer não. Quando não quero alguma coisa, simplesmente digo não. Sem raiva nem emoção. Um não é só uma negativa. É nosso limite. Um direito que temos de decidir o que desejamos ou não fazer. A isso se dá o nome de dignidade. Quando nos colocamos com sinceridade, dizendo o que sentimos, somos respeitados.

(Zíbia Gasparetto)

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Poema Sobre o Amor

segunda-feira, 16 de agosto de 2010.

“A primeira epístola de S. Paulo à igreja em Corinto é conhecida como I Coríntios, muito embora possa ter sido a segunda carta do apóstolo aos cristãos daquela cidade. Nesta carta é encontrada a famosa passagem sobre a importância do amor genuíno e é considerada uma das epístolas mais poéticas do "Apostolo dos Gentios" como Paulo de Tarso chegou a ser chamado. No capítulo 13 da epístola, Paulo fala grandiosamente sobre o amor (em grego, ágape).” Fonte : Wikipédia

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria. O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor.”

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Vale Quanto Pesa?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010.

Todo ato tem a sua causa e efeito. Hoje li no blog da minha amiga querida Eninha Campos, uma frase de Albert Einstein que diz: Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível”. Isso me fez refletir sobre a premeditação dos atos e o quanto isso influencia no rumo da vida.

Fazer o bem porque é o natural (deveria ser) ou para livrar a consciência das expiações moral, social e religiosa? Ser solidário porque é dessa forma que nos reconhecemos fraternalmente ou para não sofrer o julgamento das pessoas? Aliás, julgamento nos remete à justiça e a própria possui como símbolo a balança, ou seja, em sua “sapiência” todo e qualquer ato é pesado. 

Vivemos pesando; prós e contras, o certo e errado, o bom e mau, amor e ódio, etc. Os extremos e opostos são colocados em questionamentos constantes. Tudo o que fazemos é avaliado e pesado previamente, numa fração de segundos por nossa consciência. E nessa balança ficam as questões que diferem uns dos outros. Alguns carregam o peso de suas atitudes enquanto outros sentem a leveza delas. Na maior parte das vezes pesamos porque buscamos o equilíbrio, mas a questão é saber como equilibrar-se diante da vida.

Agir para mostrar-se humano, quando na verdade o que se esconde é o desejo de reconhecimento e retribuições, torna-se um fardo de obrigações para sustentar uma aparência social, mas muito longe de humana. Sabemos discernir o certo do errado e o peso de cada ato. Viver sob a vigilância dos efeitos que um ato possa causar, nos toma tempo e impede que sejamos quem realmente somos. Para se fazer o bem não há necessidade de pré-avaliações. O bem é natural e espontâneo e quando ele não existe o que assume o seu lugar é o mau. Uma pessoa não é “meio boa” ou “meio má”, portanto pesar na balança e calcular o próximo passo não determina nada além do que aquilo que cada um possui em sua essência.

Você pode viver com peso na consciência pelas escolhas e atitudes ou pode simplesmente flutuar com a paz de ter vivido mais um dia sem a obrigação da ostentação, sem a hipocrisia de ter se mostrado como alguém que você não é. Fazer o bem não pesa, ao contrário, nos torna leve.

Então a questão que fica é: Vale quanto pesa?

Jackie Freitas

“Quando somos bons para os outros, somos ainda melhores para nós.”

(Benjamim Franklin)

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Meus Amigos Leitores

segunda-feira, 9 de agosto de 2010.

Encerrei uma semana fantástica! Recebi os meus amigos escritores e com eles os nossos amigos leitores. A vida me pareceu uma grande ciranda, onde todos nós estivemos juntos, de mãos dadas, unidos pelo prazer da leitura, mas acima de tudo pelo carinho ao próximo! Descobrimos o valor da amizade!

Aos meus amigos escritores, que tanto me enobreceram com os seus maravilhosos textos, o meu muito obrigado! Não me cansarei de agradecê-los!

Aos meus amigos leitores...

A informação corre numa grande velocidade e atinge a todos, em vários pontos do planeta. Somos máquinas ávidas e devoradoras de notícias (das mais banais às mais importantes). A seleção do útil ou inútil está nas mãos de cada um.

Nesta semana, os nossos amigos escritores dedicaram suas mensagens a vocês! Mostraram que entre ser ou não ser, o importante é cada um descobrir em si a própria beleza e o melhor que está ao alcance de cada. A vida é uma dádiva e ter amigos, virtuais ou reais, cabe à interpretação e ao cultivo de cada pessoa. Tudo acontece em seu devido tempo e o que vale viver senão tivermos um olhar divertido e bem humorado? Há quem prefira ver a vida com o olhar crítico, discordando constantemente de tudo que o cerca, investigando o necessário, mas deixando de lado o importante. 

O que pude felizmente constatar nesta semana que passou é que todos nós temos mensagens a serem passadas. Na condição de escritores ou de simples leitores, exercemos o nosso papel de troca. Trocamos energias, carinho, pensamentos, discordâncias, opiniões; mas estamos ligados ao que está intrínseco a nós. Mesmo que queiramos ignorar, algo nos move e é mais forte do que a simples vontade. O amor ainda é um idioma universal, que dispensa formalidades, que não escolhe sexo, raça, cor ou credo. E é através do amor que manifestamos todos os tipos de sentimentos, pois até no ódio encontramos o seu contraponto.

A amizade, por mais discreta ou tímida que seja, manifesta o desejo de carinho. Dando ou recebendo; ou dando e recebendo... Estamos expostos e dispostos a esse turbilhão de variáveis, mas aceitamos de bom grado a todo carinho doado.

Por isso, meus queridos amigos leitores, eu os agradeço por terem compartilhado conosco todas essas emoções e espero que nós também tenhamos feito jus ao carinho, atenção e consideração que foram demonstrados por vocês nesses dias. Que esta ciranda não acabe. Que possamos nos respeitar sempre, nos olhar como pessoas especiais, com características próprias e únicas. Que não tenhamos necessidade de mostrarmo-nos melhores do que os outros. A ciranda gira e todos estão juntos, na mesma direção... Apenas divertindo-se! Não percamos essa essência e que possamos sempre observar a todos que estão nessa cantiga. O som nasce em nosso coração e a música já conhecemos a letra.

O meu muito obrigado a todos! Adorei, de verdade, cada momento vivido e compartilhado!

Paz e muito amor, sempre!!

Jackie Freitas

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Arrumando a Casa – Por Marcos Airosa

domingo, 8 de agosto de 2010.

Marcos Airosa é o que podemos chamar de anjo. Quando penso nos anjos, sempre me vem à cabeça lindas crianças, com cabelos encaracolados, carregando pequenas harpas e nos passando uma grande paz. Bem, para mim, o meu amigo Marcos não difere muito disso. Poeta, filósofo, escritor, homem maduro e honesto com seus sentimentos, mas com o frescor de uma criança; escreve poemas que me arrancam verdadeiros suspiros. E ele não fala apenas de amor, não! Ele fala da vida com a maturidade que só uma mente evoluída possui. E é através dessas mensagens que ele chega a mim como um verdadeiro anjo, soprando-me melodias que me encantam e me trazem muita paz. Em seu blog Vida, o meu amigo escritor nos mostra o que ele mais aprecia: Amor, paz e muita Vida!! Espero que todos possam visitá-lo e, como eu, encontrarem nesse amigo querido, o mesmo anjo que tanto bem me faz. Aqui, um pouco sobre a Vida personificada por Marcos, anjo, Airosa.

Arrumando a Casa

“Tudo bem amigos, fui convidado a participar da Semana dos Escritores da minha amiga Jackie, embora não me ache à altura do título, mas não há nada que possa negar a este anjo, então aceitei agradecendo pela consideração e carinho. Não sei se irão gostar, mas mando uma mensagem como sempre faço de estímulo, de força e coragem para enfrentar nosso dia-a-dia que é sempre complicado pelos altos e baixos, pelas alegrias, pelas tristezas, pelas ingratidões, pelos elogios, etc. Obrigado a todos.”

Antigamente, o rio da vida fluía pelo seu ser, às vezes em torrentes, às vezes devagar, fazendo-o sentir-se repleto de paz por estar à vontade consigo e ligado a vida.
Quando você era bem jovem, a casa de seu ser era um lugar extraordinário de ser explorado. Não havia parte da casa que não fosse boa. Vivia dentro de seu corpo e por estar em contato com sua natureza (quando você dizia “Eu Sou”) era o bastante.
Quando a vida o ameaçava, confundia ou desapontava, você fechava partes de si mesmo e começava a viver
do “eu não sou; eu deveria ser”, que existia dentro de sua cabeça.
Quanto mais você vive dentro da mente, em vez de no coração, mais acredita que, para se sentir seguro, tem de estar no controle, escondendo profundamente dentro de si a criatividade espontânea e a pura alegria de estar vivo.
A profunda paz da satisfação com o que se é, só virá quando você retornar ao próprio corpo e ocupar todos os cômodos da casa de seu ser. Para fazê-lo, terá de se encontrar com os sentimentos que estão atrás da porta do porão de sua mente.
Reencontrar seus sentimentos não significa abandonar-se a eles. Significa conceder-lhes atenção exclusiva, para que eles possam fazer parte da energia vital.
É possível acordar de manhã com um amor-próprio permanente, um apreço profundo pelo dom da vida e uma curiosidade incrível pelos rumos que sua existência vai tomar. Não apenas isso é possível como é seu direito.
Você não precisa se preocupar em ter nenhum dom especial, nem com o que fazer com ele. Tudo o que precisa é beber da fonte da sabedoria e apoio que existe no âmago de seu ser. A razão de sua própria existência aparecerá a seu tempo e a seu modo.
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Amigos Digitalizados – Por Valéria Braz

sábado, 7 de agosto de 2010.


Valéria Braz não se pronuncia. Valéria Braz se sente! Minha amiga escritora é uma poetisa. O canal que ela  escolheu para se comunicar foi o coração, pois tem um poder enorme de atingir a todos que lêem as suas palavras. Quando a lemos, ao mesmo tempo que nos encantamos com a sua escrita, somos tocados pelos sentimentos que esta artista nos passa. Minha amiga não escolhe as palavras…ela simplesmente as sente e escreve. Nós as traduzimos e, para quem entende esse idioma: amor, fica embriagado com o tanto de emoção que há em Valéria Braz. Ela gosta de me chamar de filósofa e eu a chamo de linda poetisa. Hoje, aqui pensando, percebi que ela não é apenas uma poetisa…é uma Encantadora de Amigos. Em seu blog Sobre Tudo Um Pouco, cuidado! Você ficará apaixonado!  Tudo o que você encontrará lá tem sentimento e o pouco que a minha amiga mostra, te fará querer mais…mais e mais. Você será envolvido  pelas belas palavras deste admirável ser humano! Aqui, você lerá Sobre Tudo Um Pouco por Valéria Braz.

Afinal quem são estes amigos que se digitalizam através das palavras?

“Fui convidada pela Jackie para fazer parte da semana dos amigos escritores, embora não seja uma escritora sou amiga desta filósofa que admiro, portanto, aceitei na hora.
Depois fiquei louca tentando descobrir o que escrever, aí resolvi sentar e deixar fluir. Espero fazer jus a estes escritores maravilhosos escolhidos pela nossa filósofa dos corações.”

Hoje me peguei pensando quem sou, e o quanto de verdade dou de mim a estes amigos desconhecidos da rede.
Amigos que mandam recados de saudade, sentem nossa falta, nos mandam força e carinho, nos admiram, interagem.
Amigos que silenciam o nosso silêncio e vivenciam nossas tristezas.
Amigos que nos buscam, amigos que não vemos o rosto, mas que sentimos o coração. Amigos que nos sufocam, amigos que são distantes, amigos alegres, amigos questionadores, etc.
Afinal quem são estes amigos que se digitalizam através das palavras?
Quais verdades escondem, ou o que silenciam?
Porque afinal estão ali? O que procuram, o que esperam? Onde estão seus porquês?
Na rede podemos ser o que desejarmos ser, escolher o melhor papel para acalentar nosso ego, nos tornarmos mocinhos ou bandidos, realçarmos qualidades e escondermos defeitos.
Não é fácil lidar com palavras e os diversos papéis que elas nos permitem vivenciar, no entanto, mesmo diante do enigma que é o rosto vedado pela tela, continuamos interagindo, buscando o outro, tentando fazer mais e mais amigos.
Que mistério é este que envolve conviver virtualmente e porque o mundo se entrega a esta realidade?
Talvez o verdadeiro encanto, seja nossa incapacidade de julgar aquilo que não podemos conhecer na realidade e conviver de fato, e assim, nos tornarmos “inocentes” atores desta peça virtual.
Conviver na rede é um grande desafio, desafio que buscamos todo o tempo. O desafio de desvendar o outro e se permitir desvendar.
Quantos de nós somos capazes de interagir e perceber o outro na sua verdadeira essência? E quantos de nós se permitem enxergar o outro com as palavras do outro e não com nossa própria carência?
Na rede há uma infinidade de necessidades pessoais borbulhando e ensinando sobre o ser humano. Necessidade de evolução, necessidade de ser notado, necessidade de ser o que gostaria de ser, necessidade de ensinar, necessidade de amar, necessidade de apenas ser, e tantas outras necessidades que explodem a cada novo post.
E o que torna a rede rica e atraente, são estes sentimentos que nos fazem navegar pelo mar da descoberta.
E enquanto navegamos, vamos observando consistência, contradições, verdades, mentiras, máscaras, docilidade, alegria, enfim, vamos observando a vida virtual reagindo a vida real.
Não devemos criar expectativas e nem viver decepções, devemos viver a rede, o mundo virtual, como um grande universo humano. Como uma cadeia de relacionamento, que mostra que o modo de viver de cada um dentro da rede, é marcado por uma história de vida real, história esta que muitas e muitas vezes não temos acesso.
Portanto, mesmo que máscaras sejam criadas ou não, histórias sejam inventadas ou não... cada um é aquilo que se permite e necessita ser naquele momento, naquele post.... e talvez aquilo que criou, verdadeiro ou não, é o que lhe mantém um ser humano que continua vivendo a vida.
No mundo virtual, mesmo quando não concordamos, é preciso “ver” o outro além da virtualização das palavras e do escudo da tela, fazendo deste enxergar a riqueza da amizade virtual.
Mesmo que não possamos encontrar aquilo que acreditamos nas pessoas que conhecemos virtualmente, devemos aprender a conhecer o que somos na rede e o que cada pessoa pode encontrar em nós!
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O Dom da Palavra – Por Márcia Pinho

sexta-feira, 6 de agosto de 2010.
 Marcinha - Foto Márcia Pinho é uma mulher na essência da palavra. Mãe, esposa, dona de casa, educadora, blogueira, atenta com os fatos. Minha querida amiga escritora, ainda encontra fôlego em seus agitados dias para transmitir em seu blog a sua visão sobre a vida e tudo que a cerca. Já tive a grande honra de escrever para o seu blog. Lá é o meu cantinho de leitura e Marcinha (como a chamo) me recebe com textos que me trazem ensinamentos, reflexões e muita identificação. E o que seria uma boa leitura senão essa? Há quem escreva contos, quem crie um mundo imaginário ou um desejo; mas há quem escreve com base em suas experiências, em seu dia-a-dia, em suas expectativas diante da vida. Minha amiga escritora é assim: uma mãe com os braços abertos para receber a todos em seu espaço, com carinho maternal, com dicas ou conselhos. Não é à toa que o seu blog se chama Mamãe Recomenda. Bem, minha mãe recomendaria! E eu também recomendo, com certeza! Aqui, um pouco de visão da vida, por Márcia Pinho.

O Dom da Palavra

Todos nós somos bons em alguma coisa. Cada um de nós tem uma ou mais habilidades especiais, que nos colocam em igual posição uns aos outros, independentemente de cor ou credo. Essas habilidades podem ser a base do nosso sustento ou simplesmente a fonte geradora de bem estar.
Algumas pessoas são boas em cozinhar, outras em cantar ou dançar, outras são boas em construir coisas, outras ainda sabem aprender, outras ensinar. Quem acha que não tem habilidade alguma, simplesmente não reconhece em si as próprias qualidades, mas pode perguntar para alguém, certamente, vai se surpreender.
À medida que exercitamos nosso dom, ele se aprimora e cresce. Entre todos os dons, acredito que o dom da palavra seja um dos mais especiais.
Nós somente evoluímos como seres humanos quando passamos a nos comunicar. Através das palavras passamos a expressar sentimentos, compartilhar experiências e temores, manifestar opiniões e dúvidas. Assim, também nasceu nossa necessidade de rotular, numerar e questionar tudo.
A palavra pode ferir mais que uma bala. A palavra pode mudar o rumo de uma vida ou de muitas.
Quem recebe essa habilidade pode conduzir exércitos e comandar nações ou simplesmente, pode encher o coração de alguém de alegria. Alguns usam para lamentar ou descrever seus desenganos.
Nascem os poetas, os escritores, os jornalistas, os compositores e até os amadores. Desde que aprendemos a nos comunicar, esse dom se aprimora e cresce. Intenso para uns, suave para outros.
A palavra me toca particularmente. Sinto meu corpo reagir a um bom texto. Reconheço-me em músicas e histórias. Reconheço o valor de quem tem o dom da palavra.
Por isso, quando recebi o convite para escrever um texto para esse blog, tive um certo pânico, pois reconheço em Jackie Freitas esse dom. Vacilei e até me antecipei com um texto sobre algo, que neste blog não existe nem pode ser ovacionada: tristeza. Por um tempo, deixei a euforia e a insegurança de lado, resolvi expressar apenas a minha admiração e o meu agradecimento.
Todos nós somos bons em alguma coisa, talvez seja difícil reconhecer sem deixar de ser modesto. Se eu tenho esse dom tão especial, ele ainda me confunde. Sua importância me faz vacilar. Somos responsáveis pelas conseqüências de nossas palavras, por isso é essencial buscar inspiração em quem as usa com sensibilidade. Uma das minhas fontes é esse blog. Espero fazer jus a ele.
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Encontrando Sua Própria Motivação – Por Calebe Ribeiro

quinta-feira, 5 de agosto de 2010.
Calebe Ribeiro é um jovem amigo! Amigo talentoso, nascido em Minas Gerais, não envergonha os seus célebres e ilustres conterrâneos. Na terra de escritores consagrados como  Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Ziraldo, João Guimarães Rosa entre tantos outros; encontramos outro talento: Calebe Ribeiro. Amigo de escrita honesta, que busca passar sentimentos e algumas reflexões sobre a vida. Em seu blog Sábias Palavras, o meu jovem amigo e talentoso não tem a pretensão de ser um célebre escritor, mas se olharmos com atenção, constataremos que o seu futuro é bem promissor! Acho que Deus nos abençoa de diversas formas. A nós, leitores, por termos o privilégio de encontrarmos preciosidades como o Calebe e ao maravilhoso povo mineiro, por ter o orgulho de ter entre tantos nomes famosos, a esperança de mais um jovem talento se revelando. Drummond escreveu: “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas, por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.”. Pois aqui nós temos essa sede! E espero que através de Sábias Palavras, possamos refrescá-la um pouco com a ajuda do meu amigo querido Calebe Ribeiro.

Encontrando Sua Própria Motivação

Vivemos em um mundo (des)motivacional. Desde crianças somos educados sobre os pilares da competição e comparação - talvez um efeito do capitalismo. Estudamos a lição para os professores e os pais. Aprendemos piano por causa da tia, estudamos pra não ficar de castigo...
Reflexo de nossa infância de comparação (com amigo, primo, irmão...) crescemos num meio de turbulência. Vivemos em um deserto vislumbrando miragens. Desejamos ter o que os outros têm, gostamos do que a maioria gosta, achamos bonito o que segue o padrão de beleza louvado em nossa cultura.
Esquecemos que de tudo o que nos é imposto boa parte não é capaz de matar nossa própria sede. Quem já não se sentiu inferior por não conseguir captar a lição de química enquanto o colega já sabia antes do professor ensinar?
Nossa infelicidade e falta de ânimo vem à tona. Ficamos malucos por não descobrir onde erramos, fazemos tudo que os outros fazem e mesmo assim continuamos desanimados e sem forças de levar adiante.
Inconscientemente desistimos de valorizar nossas particularidades. Decidimos seguir a profissão que é mais bem paga. Gostamos de um tipo de música por que todos gostam e assim somos aceitos na sociedade. Tiramos toda a beleza de nossa vida quando nos consideramos iguais e feitos em série. Valorizamos as experiências alheias e desistimos de viver por nós mesmos. 
A comparação sempre levará alguém a se considerar inferior e quase sempre a conclusão será que o outro é “burro”. Howard Gardner disse que existem sete tipos de inteligência (Linguística, Lógica, Motora, Espacial, Musical, Interpessoal, Intrapessoal) eu acredito existirem muito mais.
Nesse universo de inteligências vemos muitos gênios e mestres. Alguns são capazes de construir novas ideias e teorias, porém não conseguem construir sua própria felicidade. Pessoas bem sucedidas não capazes de encontrar um amigo, sabedores de matemática que não conversam nem com os próprios pais. Gênios incapazes de driblar os obstáculos mais simples.
Não podemos recorrer à comparação e batalhar mais com os inimigos exteriores do que com os nossos próprios monstros - como o monstro da falta de autoconhecimento. A pior derrota é quando se perde pra si mesmo.
Mas a motivação está dentro de cada um, seja pessoal, seja profissional... Não importa. O que funciona pra um nem sempre será uma regra extensiva a todos.
Se você quer um motivo para começar a se motivar eu dou o pontapé inicial. Você recebeu quando nasceu um presente chamado vida e mesmo bilhões de mais vidas existirem por aí você continua sendo único e especial. Motivos existem aos montes, mas só os motivos certos tornam a vida bela. Descubra-se!
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Só Sei Que Nada Sei – Por Herval Filho

quarta-feira, 4 de agosto de 2010.
Herval é um grande amigo! Eu o chamo de escritor, poeta, sábio…mas é verdadeiramente um grande amigo! Ávido por conhecimentos e grande apreciador da beleza humana, o meu amigo escritor  sempre consegue me surpreender e encantar com a sua forma leve e solta de escrever. Acho que ele já nasceu com o papel e uma caneta nas mãos, pois nada escapa de seu olhar poético. O blog dele chama Unfollow e, ao contrário do que o nome sugere (em inglês deixar de seguir), é um lugar para entrar e ficar lendo, viajando e se deliciando com as grandes obras que por lá encontramos. Deixar de seguí-lo seria um crime contra a boa literatura. Herval é rico em sua bagagem humana e é um pouco dela que veremos aqui: a vida - por Herval Filho.

Só Sei Que Nada Sei

  “Conhece-te a ti mesmo” era o dístico ou estrofe de dois versos, que tendo achado no pórtico do templo de Delfos, Sócrates ensinava a seus discípulos. Auto-analisa-te, diríamos hoje.
Assim, através de uma análise profunda do que entendemos ser, do que queremos realmente da vida e das alternativas que podemos traçar, quando o nosso “Plano A” não dá certo, a vida flui com muito mais leveza, porque alegrias e tristezas são constantes – e devem mesmo ser – porque isso nos dá o equilíbrio necessário para enfrentá-la.
Desconfio sempre da calmaria, do “mar tranqüilo” e do caminho livre. Também não creio que seja normal um eterno “mar revolto” e muitas “pedras no caminho”. Alguém já disse que o equilíbrio é a nossa busca e a bússola que deve orientar nossos caminhos.
Quando vejo o meu problema e depois o confronto com o dos outros, tenho a real noção da dimensão que ele representa. Toca-me profundamente a morte violenta de um filho em idade de começo de sonhos e realizações, como as ocorridas há pouco tempo com o filho da atriz Cissa Guimarães, violentamente atropelado ou o jovem baleado na garupa da moto do pai, por um policial, em Fortaleza. Em ambas as mortes, uma delas testemunhada pelo próprio pai, fica a sensação de impotência. Somos imensamente pequenos perante a grandeza do universo e não sabemos quais são os desígnios de Deus, nem o plano que teremos que traçar nessa vida para cumprir aquilo que está determinado a nós.
Eu creio que não existem verdades absolutas, ao contrário daquilo que defende o Perspectivismo. Sou um sofista, adepto a filosofia relativista, que defende a idéia de que cada indivíduo possui a sua própria verdade, que vem do contexto histórico da sua existência. Podemos também ser dogmáticos, adquirindo conhecimentos seguros e universais e acreditarmos nisso. Por fim, se formos céticos, em oposição aos dogmáticos, não acreditaremos em conhecimentos firmes, seguros e inquestionáveis, porque sempre colocaremos à prova as ditas verdades. 
A vida é um mistério o qual nunca decifraremos. Tal como o enigma da esfinge, se não a decifrarmos seremos por ela devorados. Como todo mistério, a vida tem seus encantos e magias e só há uma forma de descobri-la: vivendo-a intensamente!
Pense nisso: O quanto a sua vida é importante. O quanto é significativo doá-la em gestos e ações produtivas para com o seu semelhante. Pense agora mesmo o quanto você é feliz e a mim me faz feliz por encontrar um pequeno tempo do seu dia para ler e refletir sobre tudo isso que escrevo e compartilho com você. Eu, particularmente, agradeço muito a Deus por ser feliz e viver em busca da felicidade todas as vezes que sinto que ela se afasta um pouco da minha vida.
Seja feliz você também, hoje e sempre!
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