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Quem Vê Cara, Não Vê Coração

domingo, 24 de outubro de 2010.

Hoje eu escutei a velha frase (clichê) “quem vê cara, não vê coração”. Não pude deixar de achar graça. Parece-nos tão óbvio isso que nem paramos para pensar direito e vamos logo concordando: “é verdade!”.

Porém, hoje, com o meu olhar mais crítico, fico aqui pensando que o óbvio pode conter outras mensagens. Nas minhas aulas de ciências aprendi que para enxergarmos uma imagem, primeiramente a nossa visão a inverte até que a identificamos em sua verdadeira forma, não é isso? Então, vou fazer com essa frase a mesma “distorção” para tentar entendê-la em sua verdadeira forma.

A “cara” é o exposto... logo, a enxergamos. O coração, órgão vital, está bem protegido, escondido em nosso corpo. Logo, também não o vemos. Entretanto, coloco-me no seguinte ponto: Enxergamos, sim, o coração e o que não enxergamos é a “cara”! Essa é a distorção.

A “cara” é facilmente disfarçada e nem sempre podemos dizer que aquela que estamos vendo é a verdadeira. Já escrevi algumas vezes, que a “cara” usa maquiagens, máscaras ou qualquer coisa que disfarce a sua identidade. Então, não se engane! Nem sempre o que você vê é de fato quem você pensa que é.

Por outro lado, temos o coração... Um músculo que bombeia sangue pelo nosso corpo. Representa a vida! A ele, simbolicamente, atribuímos os sentimentos humanos. Pessoa de bom coração é boa, pessoa de coração ruim é má. Pessoas apaixonadas o desenham para expressarem o amor, pessoas ruins simplesmente não o têm! Podem ser, também, meros clichês, mas há muito que pensar sobre isso. Pessoas transmitem sentimentos, evocam emoções. E nós não ficamos imunes a isso. Traduzimos, na maior parte das vezes, os sentimentos que nos são passados através de gestos e atitudes. Entrando na proposta sentimental, o coração revela a alma das pessoas. E os caminhos que utilizamos para chegar até ele, muitas vezes são longos. Acho que quem age impulsionado por ele, normalmente revela características determinantes de sua personalidade. Então, fica muito mais fácil identificarmos uma pessoa através de seu “coração” do que pela “cara”.

Claro que “quem vê cara, não vê coração” tem muito mais a ver com o fato de nos iludirmos com as falsas intenções, pois a maior parte das pessoas se deixa enganar por um belo sorriso, quando por trás dele há interesses obscuros. Pessoas más intencionadas sabem perfeitamente disfarçar seus sentimentos. Daí a dificuldade de se “ver” o seu coração.

Se apurarmos os nossos olhos e abrirmos nossos canais, com certeza não teremos tanta dificuldade em enxergar o coração das pessoas. A “cara” será percebida por nós, pois saberemos que algo está destoando e se contradizendo.

A imagem, então, após ser distorcida, volta ao seu formato original!

Como seria bom se pudéssemos ver mais o “coração” de alguém ao invés de sua “cara”. Não teríamos tanta dificuldade em compreender o seu comportamento. Seriam visíveis suas intenções e sentimentos. Também não precisaríamos andar o tempo todo “armados” e à espera de um ataque maldoso. Aprenderíamos a confiar com mais facilidade e nos entregaríamos sem reservas. Usaríamos a “cara” para transmitir em sorriso, toda a sinceridade emitida pelo coração. E, assim, poderíamos nos olhar, todos, nos olhos e saber se eles são mesmo os espelhos da alma.

Jackie Freitas

Não basta apenas olhar, é preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração.”

(Bruno Baldissara Moreira)

 
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