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Medo X Coragem

sábado, 30 de março de 2013.

O medo, muitas vezes, nos impede crescer. Por causa dele, deixamos de buscar oportunidades e conhecer os muitos e diferentes caminhos da vida.

Vivemos na idealizada segurança, mesmo que insatisfeitos, e não nos permitimos olhar além dos muros que o medo constrói em nossa volta. Mas, chega um momento que precisamos avançar e fazer da coragem a nossa principal arma de sobrevivência.

Não acredito que a vida seja complicada... Tenho, cada vez mais, certeza de que a sua simplicidade é que nos desafia a enxergar o obvio e ao mesmo tempo bloqueia a nossa visão, prendendo-nos na comodidade e transformando o medo em barreiras gigantescas para as novas descobertas.

Há de chegar um momento em que o medo será superado e que a vida, então, deixará de ser um mistério... Há de chegar a hora de nos libertarmos e seguir adiante, buscando novos caminhos e fazendo deles o nosso destino.

As despedidas são sempre dolorosas, principalmente quando nos acostumamos com o conforto ilusório criado pelo medo. Mas, penso que não estamos nesta jornada para vivermos sem desafios ou acomodados na simplicidade; então, adeus medo e limitações! Às vezes precisamos de um voo mais alto. Podemos cair durante a trajetória, mas é fundamental que testemos nossas resistências!

Portas se abrem e se fecham constantemente diante de nós. Fazemos nossas escolhas e são elas que desenham, lentamente, o nosso futuro. O importante é estarmos cientes de que nada nos chega sem aviso prévio. Nada nos é imposto sem a opção de escolhermos como prosseguir... E, como prosseguir depende apenas de nós!

Por mais sombrio que pareça o futuro, não podemos temê-lo. Independente de qualquer coisa será através dele que descobriremos o desfecho dessa história e é com coragem e espírito de luta que manteremos nossos passos firmes para trilharmos os caminhos escolhidos.

Já ouvi muitos rumores sobre o medo e o que posso dizer neste momento é que devemos tratá-lo com respeito, mas não nos curvarmos diante dele. Compreender que sem ele a vida perderia os seus mistérios, mas que, também, sem ele não teríamos os seus desafios. Portanto, mesmo que o medo ganhe dimensões incalculáveis, precisamos encará-lo e deixar que a coragem nos leve adiante. O medo habita dentro de nós e não no mundo ou na vida em si... Ele ganha forças à medida que o alimentamos e o deixamos orientar nossos passos.

Todos nós enfrentamos grandes batalhas e em cada uma delas o medo está presente; entretanto, cada batalha vencida tem a coragem como principal arma... E é isso que nos faz lutar arduamente pela sobrevivência. É a coragem que nos faz chegar ao final de cada batalha e descobrir a vida existente além dos muros criados pelo medo...

Jackie Freitas

“Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro!”

(Fernando Sabino)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Sobre Perdas e Ganhos...

domingo, 3 de março de 2013.

Sofremos perdas por toda a vida. Dolorosas, insignificantes, grandiosas, insubstituíveis, irreversíveis, inesquecíveis... Há perdas por todos os lados e não estamos preparados para lidar com elas!

A cada perda, velhas perguntas ressurgem e questionamos sobre justiça e merecimento com o amargor da impotência e frustração. Lutamos por conquistas e vitórias, planejando uma vida perfeita, onde as perdas não têm espaço. Mas elas existem e nos rondam o tempo todo com a difícil missão de lembrar-nos da importância de vivermos intensamente cada momento de nossas vidas e, acima de tudo, com gratidão pelo que temos.

Infelizmente só valorizamos as conquistas quando as perdemos. Entretanto, a boa notícia é que algumas perdas nos trazem de volta a consciência sobre a grandeza da vida e nos devolvem a visão 360 graus, capaz de nos mostrar tudo e todos que nos cercam...

Recentemente tive o meu carro furtado. Confundi frustração com a dor da perda e passei por momentos de profunda tristeza, afinal não é fácil aceitarmos que nos tirem algo que foi obtido com muita luta e suor. Porém, dias depois, meu marido sofreu um acidente e foi parar num hospital. De repente, a perda do carro tornou-se tão insignificante diante da possibilidade da perda de alguém que amo, que passei a agradecer pela vida... E apenas por ela! Até então o ditado “vão-se os anéis e ficam-se os dedos...” nunca me parecera tão real e verdadeiro. Hoje sei, na essência, o seu significado, porque há perdas totalmente substituíveis enquanto outras são irreparáveis!

Graças a Deus perdi o carro, mas não o meu marido! Uma verdadeira barganha!

Sempre digo que nada nos acontece por acaso e, talvez, não vivo este momento turbulento sem alguma razão. Por diversas vezes resmunguei ao ter que pegar o carro para ir a algum lugar. Agora, sem alternativas, acordo mais cedo para pegar um ônibus e ir ao trabalho. As sacolas do supermercado cortam meus braços e minhas mãos, mas acho que é o preço que pago pela consciência e valorização... Quando olhamos a vida num plano maior, percebemos que temos tudo o que precisamos para viver e sermos, na medida do possível, felizes. Na calmaria, nos damos ao luxo das queixas e reclamações, mas quando a tempestade de fato chega é que nos damos conta de que tudo sempre esteve em seu devido lugar... Todos os dias, reclamamos de algo e dificilmente estamos satisfeitos com a vida que temos. Invariavelmente nossas lamúrias estão fundamentadas nas “picuinhas” ou insignificâncias e as perdas nos mostram aquilo que nos esquecemos de valorizar.

Tenho certeza que em cada perda ganhamos algo. É um paradoxo difícil de ser compreendido, mas é através das perdas que resgatamos coisas valiosas e inestimáveis na vida. Nestes momentos o agradecimento se torna fundamental, pois diante das dificuldades nos fortalecemos e vemos que nem tudo está perdido. A essência foi preservada e o que se arranhou foi apenas o casco; portanto, apesar dos pesares, não sofremos perdas irreparáveis.

Sempre temos escolhas e depende delas o modo como viveremos... Podemos continuar lamentando e deixar a vida passar, dolorosamente. Podemos sofrer eternamente e enxergar a vida como um purgatório. Podemos chorar e perder todas as chances de encontrar a alegria. Podemos nos conformar com os problemas, acionar o piloto-automático e deixar que a vida nos leve a qualquer lugar... Mas, como temos o benefício das escolhas, podemos, também, reverter tudo isso! Enxergar algo positivo, mesmo nos momentos mais duros e difíceis, é uma arte!

Sentimos a perda quando algo nos é tirado abruptamente, mas vedamos nossos olhos diante das pequenas perdas diárias e que compõem o espetáculo da vida, por puro comodismo e conformidade! Lamentamos pelo que poderíamos ou deixamos de ter, mas nos esquecemos de agradecer pelo que temos! Reclamamos as injustiças, mas cometemos boa parte delas. Pedimos por uma vida melhor, quando não nos falta saúde, trabalho, comida... Em nossos sonhos, vislumbramos uma vida “perfeita”, mas não a identificamos quando estamos acordados...

O que estou aprendendo com tudo isso? Que independente do tipo de perda que sofremos, algo novo surge e nos traz esperanças. Que as oportunidades nascem, principalmente, diante das dificuldades. Que a vida se renova a todo instante e por mais difícil que seja o nosso momento, algo pior poderia ter acontecido. Que não há vida perfeita até nos darmos conta da própria vida. E, por fim, que a gratidão é a melhor forma de reconhecermos os ganhos diante de determinadas perdas.

Jackie Freitas

"Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência."

(Martha Medeiros)

Este texto é dedicado ao meu marido, amor e bússola da minha vida... Muito em breve estaremos juntos, comemorando mais uma das muitas bênçãos que recebemos. Agradeço a Deus por permitir que a minha vida continue perfeita, com você ao meu lado! Te amo!

*Imagens retiradas do Google Imagens

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De Algum Modo…

terça-feira, 29 de janeiro de 2013.

De algum modo, por pior que estejamos, sobrevivemos...

De algum modo, criamos forças e atravessamos nossas crises; as vencemos, tornamo-las lembranças e criamos referências...

De algum modo, uma força inexplicável toma conta de nós e faz com andemos com os olhos em linha reta, vislumbrando um horizonte de esperança. Não abaixamos nossas cabeças para olhar o chão que pisamos... Apenas seguimos em frente...

De algum modo a vida se encarrega de acertar as arestas e nos colocar onde devemos estar... Nestes momentos, mesmo cegos, somos simplesmente guiados...

De algum modo, o passado passa... As lembranças não causam mais sofrimentos e até nos trazem algum alento...

De algum modo transformamos as cinzas e nos reconstruímos, porque precisamos continuar... Mais fortes e crentes de que algo maior (e melhor) nos fora reservado.

Talvez não precisemos de explicações para tudo, porque simplesmente não há! Precisamos, sim, de serenidade e humildade para compreender de que o pouco que sabemos já nos é suficiente para prosseguir...

De algum modo, um dia, todos nós viraremos cinzas, pó, grão ou que for...

As palavras se tornam desnecessárias... As silenciosas preces bastam!

Jackie Freitas

O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.

(Friedrich Nietzsche)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Apenas o Suficiente…

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012.

OK, mais um final de ano... Hora de fazer balanços, checar os saldos (positivos e negativos), rever as metas, replanejar, reprogramar... Hora de despertar a esperança e a fé, fazer promessas a si e aos outros...

No fundo nada mudou. Não se iludam! Tudo continua exatamente como antes; entretanto, somos capazes de promover as nossas próprias mudanças e é aí que nasce o verdadeiro significado do Ano Novo. Aproveitem este momento de profunda reflexão para redirecionarem os seus passos. Vençam o orgulho e aprendam através da humildade. Comemorem com entusiasmo o que deu certo e assumam, acima de tudo, o que deu errado. Esta é uma boa estratégia para recomeçar. Não pensem que o “Ano Novo” mudará as suas vidas se vocês não forem capazes de reconhecerem as suas fraquezas e falhas. E querem saber? Tudo bem, vocês não precisam carregar o peso do fracasso. Pensem que cada erro contém em si a tentativa do acerto, pois é assim que exercitamos o livre arbítrio de nossas escolhas e decisões...

Nesta data, sempre penso no que dizer aos amigos e pessoas queridas... Penso no que desejar a todos e a mim mesma. Uma infinidade de desejos que não caberia aqui, pois para cada pessoa tenho um pedido especial... Então, pensei em desejar a todos, ao invés de um simples Ano Novo, uma consciência despertada e renovada, cuja fé seja capaz de transformar cada dia em novas possibilidades.

Não quero desejar-lhes TUDO... Quero desejar-lhes apenas o suficiente para viverem e descobrirem cada dia como portas que se abrem e oferecem opções de mudanças. Que cada passo seja dado com firmeza e vontade de chegar onde queremos! E não precisa ser longe, mas que seja o suficiente para nos mostrar o NOVO e o diferente.

Sugiro que não façamos planos de vida longa... Vivamos o tempo que tivermos que viver, mas que seja bem vivido, bem aproveitado e saboreado em cada precioso momento. Deixem as mágoas e os rancores de lado, pois estes são verdadeiros venenos que contaminam nossas vidas e comprometem a saúde. E sem saúde, meus amigos, não chegamos a lugar algum!

Tudo em sua dosagem certa! Não muito e nem pouco, apenas o suficiente; porque é assim que mantemos o equilíbrio da vida! Acreditem, somos nossos verdadeiros milagres! Não há símbolo maior que represente a vida do que nós!

Quando pensarem no “Ano Novo”, pensem com orgulho no que foram capazes de conquistar nos “Anos Velhos”... Um dia eles foram novos, as nossas novas possibilidades e esperanças, e foram eles que deram o combustível fundamental para chegarmos até aqui. Respeitem e agradeçam!

Então, como não poderia ser diferente, vou manter o meu exercício diário e constante que é o AGRADECIMENTO!

Agradeço a Deus e a vida por tudo o que tenho. Agradeço a todos que estiveram ao meu lado e até mesmo os que não estiveram... Agradeço pelo aprendizado e pelas muitas oportunidades de transformar os meus simples dias em pequenos “Anos Novos”... Um brinde a vida, meus amigos! Um brinde a fé, a saúde, a paz e, acima de tudo, ao AMOR!

Somos todos abençoados; então, quando o relógio anunciar a passagem de ano, elevem os seus corações, agradeçam por tudo e desejem, com humildade, o suficiente para seguirem adiante... Não precisamos de tudo... Apenas do suficiente!

FELIZ 2013!

Jackie Freitas

“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.”

(Mahatma Gandhi)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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500 Palavras

domingo, 16 de dezembro de 2012.

Gostaria de falar do amor com propriedade! Gostaria de encontrar uma só frase que o definisse com exatidão...

Dizem que o amor é simples... E amar? Simples na teoria, mas que na prática exige olhares e percepções diferentes, interpretações sem confusões, mais atitudes e menos definições...

Posso dizer que sou afortunada, pois minhas buscas pelo amor nunca me levaram à exaustão. Aliás, posso afirmar que nunca encontrei o amor... Ele quem sempre me encontrou! Sou abençoada em todos os sentidos e é por isso que, de vez em quando, faço questão de vir aqui e publicar a minha gratidão.

Quero agradecer ao meu amor por todos esses anos de companheirismo, luta, amizade, confiança, carinho, dedicação... Anos em que o amor foi demonstrado através de gestos que valeram mais do que qualquer palavra!

Olho ao redor e vejo tantas pessoas buscando sentido ou definições para o amor. Vejo-as esperando flores, versos, poemas, músicas... O tal do romantismo para provar-lhes algo que pode ser comprovado diariamente em pequenos gestos ou até mesmo em singelos sorrisos. O amor está na gentileza e no respeito para com o outro. O amor não cria regras, ele apenas se adapta ao ser de cada um.

Algumas vezes queremos para nós as formas de amar dos outros, acreditando que elas sejam mais verdadeiras e corretas do que as nossas... Apaixonamos-nos por suas histórias e queremos vivê-las também, emocionados e extasiados com os seus “finais felizes”; mas esquecemos de olhar e viver as nossas próprias histórias... Deixamos de ver a grande beleza do amor que nos cerca, simplesmente porque nos recusamos a enxergar aquilo que temos... E esquecemos-nos de agradecer pela dádiva do amor...

Somos tantas vezes injustos conosco e com a pessoa amada! Somos gananciosos, egoístas, insatisfeitos... Mas tudo isso também faz parte do aprendizado do amar! Então, não me digam que amar é simples como uma questão exata de matemática. Se o amor carrega em sua essência toda a simplicidade, a prática dele, o verbo amar, exige flexões e reflexões intermináveis. Nada impossível para quem está disposto a correr os seus riscos. Posso garantir que vale a pena, porque o amor é o sentimento mais grandioso, fortalecedor e restaurador da vida!

E é por isso que estou aqui agradecendo ao meu amor...

Obrigada por me dar tanto, mesmo que desconheça o final de nossa história. Obrigada por acreditar em nós e me ajudar na minha própria reconstrução. Obrigada por ser meu mestre, meu guia, minha bússola, meu norte, sul, leste e oeste... Obrigada por fazer de cada passo meu uma esperança para o futuro. Por me amar tão despretensiosamente, por sua generosidade em compartilhar os seus melhores anos comigo... Obrigada por ser paciente e, acima de tudo, um verdadeiro amigo! Tentei buscar tantas definições para o amor, ao nosso amor, que acabei encontrando o seu maior significado em nós!

Não sei em quantas palavras se define o amor... Usei 500 palavras, mas na verdade só precisaria de nós para compreender a grandeza do nosso amor!

Obrigada!

Jackie Freitas

“O amor não se define; sente-se.”

(Sêneca)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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Mensagem

domingo, 7 de outubro de 2012.

Queria escrever um texto que fosse capaz de transmitir uma mensagem otimista e nos fizesse reavaliar o modo como conduzimos a vida. Gostaria que todos a valorizassem e a tratassem com carinho e respeito, vivendo cada momento com paixão, intensidade e compreendendo que eles são únicos. Que olhassem ao redor e percebessem as pessoas, pois elas também são únicas! Que olhassem para si e tivessem a certeza de que são raras e especiais. Se buscarmos um modo melhor de compreender tudo o que nos cerca, veremos que a beleza está nos detalhes que deixamos passar despercebidos...

Então, li esse maravilhoso poema de Pablo Neruda e vi que tudo o que eu queria escrever, ele já havia escrito. Obrigada Pablo!

É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas, Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se  desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas delas valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

(Pablo Neruda)

Minhas considerações finais são:

É proibido restringir a vida! É proibido não vivê-la com intensidade! Viva e faça a SUA diferença! Não para os outros... mas para você! Olhe de modo diferente e enxergue-se melhor a cada dia. Ninguém tem o direito de nos fazer acreditar na insignificância e nem nós temos o direito de passar insignificantemente pela vida!

Jackie Freitas

*Imagens retiradas do Google Imagens

 

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Além dos Muros, Através das Pontes

domingo, 16 de setembro de 2012.

Antes de começar a escrever, tinha apenas uma pergunta rondando meus pensamentos: “Por que as pessoas isolam umas às outras?”. Depois, esta pergunta foi derivando outras e, antes mesmo de tentar respondê-las, cheguei à triste conclusão de que os muros que nos cercam estão cada vez mais altos e as pontes, que deveriam permitir os acessos, mais longas e estreitas...

Transpor estes muros não é tarefa fácil, principalmente quando pensamos na dura escalada e nas possíveis quedas a serem enfrentadas e superadas. Percorrer o longo trajeto das pontes tornou-se uma missão tão árdua e cansativa, que muitos desistem logo no início. Desta forma enxergamos tantas dificuldades para nos aproximarmos das pessoas que acabamos por nos submeter ao isolamento. Gostaria muito poder perguntar aonde isso tudo nos leva e ter uma resposta diferente da que, infelizmente, os muros tornaram-se nossas próprias prisões e não nos permite ir a lugar algum... O que se obtém nesta reclusão é o atrofiamento das emoções e algo que, a meu ver, o maior de todos os ônus: o envelhecimento da alma!

Cada vez mais admiro as crianças, com seus atos simples e despretensiosos, e me frustro com o “crescer” que, teoricamente, denota maturidade e sabedoria, mas que no fundo nos torna ignorantes, estúpidos e arrogantes. Da infância passamos rapidamente à velhice, porém sem qualquer riqueza interior! Desaprendemos a brincar e sorrir, e perdemos toda simplicidade da interação e relacionamento. Deixamos um vácuo enorme entre a infância e velhice porque desperdiçamos essa preciosa fase das descobertas e conquistas com mesquinharias e rabugices. Talvez a inacessibilidade não seja decorrente apenas dos altos muros, mas também da opção de cada um pelo isolamento. Quando menos se percebe, a alma envelheceu e tudo que resta é o amargor da solidão e o cimento que mantém os tijolos destes muros cada vez mais firmes... E aí, quem está do outro lado, esperançoso por uma pequena brecha, desiste da escalada.

Sempre pensei que os muros fossem mecanismos de defesa, criados em prol da sobrevivência. Mas como sobreviver em isolamento, sem convívio com as outras pessoas, sem trocas ou perspectivas de expansão? Quanto mais altos os muros, menos luz e maior a escuridão. Seria esta a melhor escolha?

Por mais absurdos e descasos que vejo a minha volta, continuo enxergando beleza na vida, porque não me cerco de muros (ou talvez eles ainda estejam muito baixos) e nem permito o isolamento como condição de viver... Mantenho a fé nas pessoas e, por mais trabalhoso que seja, creio que possamos resgatá-las das prisões em que vivem. Um simples sorriso transforma-se em uma porta... Uma significativa passagem e um sinal positivo de receptividade para a interação com outras vidas! Não há tempo para ranhetices! A vida pede urgente paciência e muita ternura! Ela pede mais vida em nossas vidas e somos, sim, capazes de atender a esse pedido!

Se os muros estiverem altos demais, construamos janelas neles... Isso será suficiente para enxergamos o que há do outro lado! Se as pontes estiverem longas e estreitas, percorramos por elas sem medo ou desânimo... Certamente, em seu final, encontraremos algo valioso e que contribuirá com o rejuvenescimento da alma. Percorrer por estas pontes é preencher com vida o que se perdeu em reclusão. É olhar adiante e descobrir encantos, pois esta é uma das muitas bênçãos da vida. Querer é poder e nós temos o poder de modificar. Não depende apenas dos outros, porque os primeiros passos sempre serão dados por nós! E serão estes passos que nos levarão de encontro às descobertas e, principalmente, às pessoas; por isso é essencial compreender a importância das pontes e o que elas representam em nossas vidas!

A pior prisão não é aquela que nos colocam, mas a que construímos por vontade própria e aceitamos viver... por covardia, medo e fraqueza. Manter-se nela é infringir as regras da vida! Ninguém determina o nosso destino se não agirmos com vigor e em defesa do viver! Não são os muros que nos defendem ou protegem, mas nós mesmos; com bravura e valentia, destemidamente.

Derrubemos os muros e nos coloquemos em posição de defesa e ataque... Não contra as pessoas, mas contra tudo o que tentar impedir o fluxo da vida. Lutemos!

Vamos todos envelhecer, mas que seja com sabedoria e com a certeza de se ter vivido plenamente... Que a velhice venha naturalmente com o tempo e não pela ignorância, isolamento e obstrução dos sentimentos!

Jackie Freitas

”Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, siga-o!”

(Nietzsche)

*Imagens retiradas do Google Imagens

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